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De uniformes que provocaram debates políticos a colaborações com grifes, artistas e marcas de streetwear, assa Copa já mostra que o estilo também entrou em campo

Colaborações entre grandes marcas e grifes locais, uniformes com narrativas políticas e embarques de seleções que chamaram a atenção marcaram o aquecimento para a Copa do Mundo de 2026. Além do futebol, o torneio também vem se consolidando, cada vez mais, como uma passarela de moda. Nela, marcas e jogadores passaram a exibir sua identidade com a mesma intensidade do desempenho em campo.
Nike e Adidas, por exemplo, assumiram o protagonismo das colaborações. Enquanto isso, parcerias com grifes como Jacquemus e projetos culturais com artesãs mexicanas estreiam coleções antes mesmo do início da competição. Essas iniciativas, frequentemente apresentadas pelos próprios jogadores nas vésperas da Copa, também ativam vendas já na semana de abertura do Mundial.
A seguir, confira os momentos que já marcaram esse encontro entre moda e futebol na Copa do Mundo.
A poucos dias da estreia do Haiti na Copa do Mundo de 2026, a Fifa pediu a retirada de um elemento visual do uniforme da seleção caribenha. Segundo a entidade, o símbolo configurava uma manifestação política. Ele fazia referência à Batalha de Vertières, confronto decisivo da independência haitiana em 1804.

A Adidas Originals, em parceria com a Someone Somewhere, criou uma coleção bordada à mão por artesãs de Puebla, no México. Nesse projeto, o destaque vai para o “Artisan JSY”. Ele transforma o terceiro uniforme da seleção mexicana em peça de moda com intervenção manual. Além disso, cada item inclui um QR code que conecta o público diretamente à artesã que fez a peça.

O visual da seleção brasileira durante o embarque para os Estados Unidos viralizou nas redes sociais. Assinado por Ricardo Almeida em parceria com a CBF, o conjunto divide jogadores e comissão técnica em duas leituras de alfaiataria: uma mais clássica, outra mais contemporânea. Entre os destaques estão o caban em lã fria, a calça ampla e os tons de cinza.
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A parceria entre a Nike, a Jacquemus e a Federação Francesa de Futebol resultou em uma das coleções mais elegantes da competição. As peças revisitam o futebol dos anos 1990 com elementos da cultura francesa, com detalhes refinados nos tons dos "les bleus" em jaquetas calças e camisetas.

Na Argentina, a Adidas Skateboarding se uniu à Associação do Futebol Argentino e à revista de skate Thrasher em uma coleção para a Copa de 2026. O projeto homenageia Fausto Vitello, fundador da publicação, nascido na Argentina e figura influente na cultura do skate internacional. Além disso, as peças resgatam o uniforme argentino de 1994 como referência visual, com estampa losango em tons de azul e preto.

A seleção inglesa se uniu à marca Palace em uma colaboração com a Nike. A coleção traduz a identidade dos Three Lions para o streetwear contemporâneo. Nesse sentido, incorpora símbolos tradicionais como a Cruz de São Jorge, enquanto reinterpreta esses elementos em chave urbana. O resultado aparece em peças pré-jogo, jaquetas e agasalhos.

A seleção masculina do Canadá apresentou a coleção Nike x NOCTA “X2”. O lançamento ocorreu antes do amistoso contra o Uzbequistão. A cápsula, aliás, combina performance e lifestyle. Inclusive aposta em uma paleta de vermelho, preto e amarelo. Assim, aproxima o uniforme da linguagem do streetwear contemporâneo.

A Nike se uniu ao designer nigeriano Olaolu Slawn para criar um terceiro uniforme especial da seleção da Nigéria para a Copa de 2026. A peça, aliás, aposta em impacto visual imediato, com o nome “NAIJA” estampado no peito e uma padronagem inspirada na estética de graffiti, característica do artista.

A Patta assinou a nova coleção da seleção dos Países Baixos em parceria com a KNVB. As peças se inspiram no leão holandês e incorporam referências à diversidade cultural do país. Além disso, se conectam ao projeto Favela Street, uma organização social internacional fundada no Brasil pela holandesa Rocky Hehakaija. Logo a primeira vista, as roupas são difíceis de ignorar, o laranja característico do país é marca registrada em casacos, camisetas e bandanas.

Em homenagem ao legado criativo de Virgil Abloh, a Nike e o Arquivo Virgil Abloh lançaram uma cápsula especial para a seleção masculina dos Estados Unidos. A coleção, inclusive, busca traduzir para o universo do futebol a estética que consagrou o fundador da Off-White, com referências ao sportswear americano e ao streetwear contemporâneo. Além disso, as peças reinterpretam uniformes universitários e camisas retrô de rugby por meio de modelagens desconstruídas, detalhes em vermelho vibrante e patches personalizados.

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