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Ator palestrou na Expert XP e falou sobre carreira, adaptação e a importância de colocar pessoas no centro das decisões

O americano Will Smith subiu ao palco da Expert XP, nesta sexta-feira (24), para o painel “Das telas à vida real”. A conversa, porém, foi além do cinema. Diante de uma plateia lotada, o ator, produtor, músico e empresário falou sobre carreira, medo, disciplina, negócios e presença — sempre voltando a um ponto central: por trás de qualquer resultado, há pessoas.
“Um negócio é, na verdade, mais sobre pessoas do que sobre produto”, afirmou Smith, ao refletir sobre como sua visão sobre trabalho mudou ao longo dos anos. Atualmente, o ator é cofundador da empresa de mídia Westbrook Inc., da produtora Overbrook Entertainment e do fundo de venture capital Dreamers VC.
Para Smith, um bom produto tende a surgir quando as pessoas envolvidas no processo se sentem cuidadas, ouvidas e respeitadas. "Por isso, eu sempre começo a reunião perguntando para cada um: como estão se sentindo hoje? Cada pessoa diz se está em “vermelho, amarelo ou verde”, de acordo com seu estado emocional. A prática muda o clima da sala e ajuda o grupo a entender quando é melhor adiar uma cobrança ou uma discussão mais sensível", explica o artista.
“Podemos ficar tão perdidos tentando alcançar algo, na produção e nos resultados trimestrais, que esquecemos que estamos sentados diante de pessoas”, afirmou. Para o artista, quando alguém sente que é ouvido de verdade, que há atenção e cuidado, tudo se abre: a confiança, a mente, o coração e até os negócios. “Se há uma coisa que eu diria, é: pessoas, pessoas, pessoas.”
"O parceiro escolhido para te acompanhar em qualquer sonho, meta ou negócio é fundamental para definir o sucesso ou o fracasso da sua jornada", afirmou Will Smith.
O ator lembrou de parcerias importantes de sua própria trajetória, como DJ Jazzy Jeff, na música, e Alfonso Ribeiro, que interpretou Carlton em “Um Maluco no Pedaço”. Para Smith, pessoas bem-sucedidas quase sempre têm ao lado alguém discreto, mas essencial.
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Ao falar sobre sua trajetória, Smith lembrou que começou na música antes de migrar para a televisão e o cinema. Para ele, a transição entre as áreas tem uma raiz comum: a capacidade de contar histórias. “Eu contava histórias na música, depois contei histórias na televisão, contei histórias no cinema e comecei a contar histórias nos negócios”, afirmou.
Ao longo da carreira, ele percebeu que o storytelling não servia apenas ao entretenimento. Segundo o ator, a mente humana funciona a partir de narrativas — e é por meio delas que empresas, líderes e marcas conseguem criar conexão com seu público.
Durante o painel, o ator disse que nunca se enxergou como alguém “absurdamente talentoso”. “Eu me vejo como um trabalhador sério, disciplinado”, disse. Segundo ele, ao longo da carreira, sempre encontrou pessoas que considerava mais talentosas, mas poucas que estivessem dispostas a trabalhar mais.
Essa disposição para enfrentar dificuldades, segundo Smith, também o ajudou nas mudanças de trajetória. Ele afirmou que sua carreira foi marcada pela adaptação: da música para a televisão, da televisão para o cinema e, depois, do cinema para o empreendedorismo.
Em cada transição, foi preciso começar de novo. Ao entrar em “Um Maluco no Pedaço”, por exemplo, ele já era um músico vencedor do Grammy, mas ainda não era ator. “Eu tive que ser humilde o suficiente para começar do zero”, afirmou.
E se a primeira parte de sua vida foi dedicada a acumular experiências, agora, ele quer devolvê-las para o público. “Quero que as pessoas consigam tirar algo do que já vivi”, afirmou.
Nesse contexto, o ator citou “À Procura da Felicidade” como um dos trabalhos que mais se aproximam do que ele deseja entregar ao mundo. “As pessoas chegam até mim e agradecem por ‘À Procura da Felicidade’ mais do que por qualquer outra coisa”, afirmou. "A história de Chris Gardner fala sobre a força do espírito humano e sobre a capacidade de enfrentar adversidades sem desistir".
Ao final da palestra, Smith foi homenageado pelo artista plástico e muralista Eduardo Kobra, um dos principais nomes da arte urbana brasileira, com uma tela de 2 metros de altura por 1,5 metro de largura, criada especialmente para o encontro.

“Fiz uma obra que vai ao encontro da trajetória de Will Smith, desde quando ele era um menino sonhador até alcançar o Oscar. Para isso, fiz uma imersão na história dele”, disse Kobra.
Segundo o artista, o processo envolveu ao menos nove desenhos até chegar à versão final. “Desde que fui convidado para criar esse quadro, estou há duas noites sem dormir. É um privilégio presentear essa obra ao Will Smith, com quem divido uma jornada parecida”, afirmou.
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