🔴 ONDE INVESTIR EM MARÇO: ESPECIALISTAS TRAZEM INSIGHTS SOBRE MACRO, AÇÕES, RENDA FIXA, FIIS E CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Camille Lima

Camille Lima

Jornalista formada pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), em 2025 foi eleita como uma das 50 jornalistas mais admiradas da imprensa de Economia, Negócios e Finanças do Brasil. Já passou pela redação do TradeMap. Hoje, é repórter de bancos e empresas no Seu Dinheiro. A cobertura atual é majoritariamente centrada no setor financeiro (bancos, instituições financeiras e gestoras), em companhias maiores listadas na B3 e no mercado de ações.

A ÚLTIMA PEÇA

Will bank: quem é o banco digital que foi parar nas mãos de Daniel Vorcaro e sucumbiu com o Banco Master

A história de um banco digital que cresceu fora do eixo da Faria Lima, atraiu grandes investidores e terminou liquidado pelo Banco Central

Camille Lima
Camille Lima
21 de janeiro de 2026
10:11 - atualizado às 14:20
Banco Master S.A. e Will Bank - Imagem: Montagem Canva Pro/ Seu Dinheiro

O último elo que ainda se mantinha firme na cadeia do Banco Master acaba de se romper. Três meses depois de o Banco Central decretar o fim do Master, o regulador decidiu também pela liquidação extrajudicial do will bank, o banco digital amarelo que havia escapado — ao menos temporariamente — do colapso do grupo comandado por Daniel Vorcaro

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A decisão encerra uma trajetória que começou longe dos holofotes da Faria Lima, passou por um crescimento acelerado no varejo popular e terminou sob o peso de uma combinação conhecida no sistema financeiro: expansão agressiva, crédito de alto risco e capital escasso. 

Mas, afinal, quem era o will bank — e como ele foi parar nas mãos do Banco Master?

Do Espírito Santo ao Nordeste: a ascensão do "banco digital amarelo"

will bank não nasceu em berço de ouro no Itaim Bibi ou nos prédios espelhados da Faria Lima. Ele surgiu em Vitória (ES), no fim de 2016, ainda com o nome pag!, como um emissor de cartões voltado às classes C, D e E.  

O projeto era liderado por Felipe Felix, atual CEO da fintech, ao lado dos irmãos Giovanni e Walter Piana. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Desde o início, a narrativa do will foi a de emergir como uma espécie de “salvador dos desbancarizados”.

Leia Também

Enquanto outros bancos digitais focavam em usuários insatisfeitos da elite bancária, o will mergulhou no varejo popular, oferecendo serviços simples a quem historicamente ficou à margem do sistema financeiro tradicional. 

O Nordeste virou seu principal território. Cerca de 60% da base de clientes se concentrou na região, muitos deles em cidades pequenas, onde o “boca a boca” funcionou como base para a expansão acelerada.

Em poucos anos, a fintech acumulou 6 milhões de clientes, apoiada na promessa de descomplicar o que os “bancões” tornavam inacessível. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Mas o crescimento apresentava uma fragilidade: o modelo dependia de crédito de alto risco para uma base de baixa renda, um equilíbrio fino que exigia aportes frequentes para se manter de pé. 

Quando o will bank caiu no gosto do mercado 

Em 2021, o mercado comprou a história. A um fundo de private equity da XP e a Atmos Capital lideraram um aporte de R$ 250 milhões, em um momento em que o will já era apontado como a segunda maior instituição de pagamento do país, atrás apenas do Nubank. 

A empresa acelerou. Fechou parcerias com a Mastercard, ampliou o portfólio e, em 2022, adquiriu a startup de cashback Getmore para dar os primeiros passos na construção de um marketplace próprio. 

Em 2023, os números reforçavam a sensação de sucesso: R$ 2,8 bilhões em receitas e uma base consolidada de milhões de clientes. À época, o will bank até cogitava a possibilidade de um IPO na bolsa brasileira. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A virada para o will Bank: a entrada do Banco Master 

Foi em fevereiro de 2024 que a história do “banco digital amarelo” mudou de rumo. O Banco Master, comandado por Daniel Vorcaro, anunciou a compra do controle do will Bank. 

Para Vorcaro, a fintech era a peça que faltava para montar um ecossistema digital completo. A ideia era usar a capilaridade do will para distribuir crédito, seguros e outros produtos financeiros. Com a aquisição, o grupo passou a atender mais de 10,5 milhões de clientes. 

Sob o guarda-chuva do Master, o will passou a operar como Banco Master Múltiplo — e adotou uma estratégia que logo passou a chamar a atenção dos reguladores: a venda de investimentos ancorada na exploração da proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC)

Na prática, o discurso de proteção do FGC passou a ser usado como argumento central para captar recursos — o que vai na contramão do objetivo original do fundo, que foi criado para proteger o sistema, e não para substituir a confiança na saúde financeira das instituições. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Com o cerco se fechando, o Master tentou salvar o que restava do grupo, colocando o will bank à venda. Circularam na imprensa rumores de interesse do apresentador Luciano Huck e do Mubadala, fundo soberano de Abu Dhabi, com mais de US$ 100 bilhões sob gestão. Nada foi adiante, contudo. 

Segundo o colunista Lauro Jardim, d’O Globo, a EB Capital — gestora de Eduardo Melzer, que levou Huck à mesa de negociação — desistiu do negócio ainda em outubro. 

Em novembro de 2025, veio o golpe decisivo: o Banco Central decretou a liquidação do Banco Master, e Daniel Vorcaro foi preso pela Polícia Federal, acusado de gestão fraudulenta, organização criminosa e falsificação de carteiras de crédito na operação envolvendo o BRB. As investigações seguem em andamento. 

Naquele momento, o will bank escapou. Como ainda havia negociações em curso com o Mubadala, o banco digital foi colocado em Regime de Administração Especial Temporário (Raet), ficando fora da liquidação imediata do Master. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O caminho até a liquidação 

A sobrevida, porém, durou pouco. Três meses, para ser exata.  

Com o avanço das investigações, a pressão dos reguladores e as suspeitas que passaram a cercar todo o grupo, a venda desandou. 

Na noite anterior à decisão do Banco Central, a Mastercard anunciou a interrupção das transações dos cartões do will, alegando descumprimento das regras de pagamento. A execução da dívida com a bandeira foi o gatilho final. 

Sem liquidez e sem comprador, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do will bank. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Segundo estimativas da imprensa, o desfecho deixa cerca de 5 milhões de clientes dependentes do ressarcimento do FGC, com um custo total que pode chegar a R$ 50 bilhões para o fundo garantidor. 

“O will bank era um natimorto. Não é uma operação de fôlego muito grande. Para operar, tem custos fixos elevados, por isso geralmente os bancos pequenos têm taxas mais altas. Além disso, esse público tem inadimplência muito alta. E, em ciclos de crédito, todo mundo começa a emprestar; mas, quando esse ciclo começa a apertar, a inadimplência aumenta. Quando você analisa as demonstrações financeiras, o will bank era bem alavancado”, avaliou Roberto Luis Troster, sócio da consultoria Troster & Associados e ex-economista-chefe da Febraban e da Associação Brasileira de Bancos (ABBC). 

Na avaliação de Charles Nasrallah, advogado especialista em direito empresarial, a trajetória de deterioração do will bank não começou no momento em que a crise se tornou pública, mas sim nos "sinais silenciosos que costumam anteceder rupturas em instituições financeiras: desequilíbrios de capital, dependência crescente de funding sensível à confiança do mercado e um modelo de crescimento que exige aportes constantes para se sustentar".

Segundo o advogado, em bancos digitais, esses sintomas podem permanecer invisíveis por longos períodos, encobertos por métricas sedutoras como número de clientes, expansão territorial e engajamento em aplicativos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"O arco narrativo do Will Bank não é o de uma instituição saudável destruída subitamente por uma troca de controle. É o de um banco que já carregava fragilidades, que muda de ambiente ao ser incorporado a um grupo em crise e que sucumbe quando um evento operacional rompe a última camada de normalidade", disse Nasrallah.

Procurada pela reportagem, a assessoria do will bank disse que não se manifestaria sobre o tema. O espaço segue aberto. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
QUEM TEM CORAGEM?

Vai apostar contra a Petrobras (PETR4)? CEO diz que é melhor não. Ações da estatal chegam a subir 6% — e não é só pelo petróleo

6 de março de 2026 - 12:33

O Brent cotado acima de US$ 90 o barril ajuda no avanço dos papéis da companhia, mas o desempenho financeiro do quarto trimestre de 2025 agrada o mercado, que se debruça sobre o resultado

TROCA DE LIDERANÇA

Fundador da Oncoclínicas (ONCO3) deixa o comando após crise financeira e pressão do mercado. Quem assume como CEO agora?

6 de março de 2026 - 12:02

Bruno Ferrari renuncia ao cargo de CEO; empresa afirma que mudança abre caminho para uma nova fase de reestruturação

OS ÚLTIMOS CAPÍTULO DA NOVELA

Oi (OIBR3): venda do principal ativo da empresa ‘flopa’, enquanto falta de pagamento causa corte no rating da empresa

6 de março de 2026 - 11:30

Venda da fatia na V.tal recebe proposta abaixo do valor mínimo e vai à análise de credores; Fitch Ratings rebaixa a Oi por atraso no pagamento de juros

INJEÇÃO BILIONÁRIA

Cheque bilionário à vista: Simpar (SIMH3), Movida (MOVI3) e Vamos (VAMO3) podem levantar mais de R$ 3 bilhões

6 de março de 2026 - 9:32

Pacote envolve três companhias do grupo e conta com apoio da controladora e da BNDESPar; veja os detalhes

ENTENDA A OPERAÇÃO

Cosan (CSAN3) pede registro para IPO da Compass, em meio à crise na Raízen (RAIZ4)

6 de março de 2026 - 8:47

Pedido de registro envolve oferta secundária de ações da Compass e surge em meio à pressão financeira enfrentada pela Raízen

RESULTADOS FINANCEIROS

Petrobras (PETR4) reverte prejuízo no 4T25 com lucro de R$ 15,6 bilhões e anuncia R$ 8,1 bilhões em dividendos

5 de março de 2026 - 21:15

O consenso de mercado compilado pela Bloomberg apontava para lucro líquido de R$ 16,935 bilhões no período; já as estimativas de proventos eram de R$ 6,7 bilhões

REBAIXADA

Raízen (RAIZ4): S&P corta rating e mantém perspectiva negativa em meio a dúvidas sobre a dívida

5 de março de 2026 - 17:45

A decisão ocorre após a empresa informar que avalia um plano de reestruturação financeira, que inclui uma injeção de R$ 4 bilhões

BLOQUEIO INÉDITO

Fictor na mira: Justiça bloqueia bens de sócios e vê sinais de fraude contra investidores

5 de março de 2026 - 17:21

Decisão mira patrimônio pessoal dos envolvidos enquanto credores tentam recuperar parte de bilhões captados pelo grupo

DESTAQUES DA BOLSA

Pressão no retrovisor: Localiza (RENT3) cai forte na B3 após UBS BB reduzir recomendação; culpa pode ser da “segunda onda” de carros chineses

5 de março de 2026 - 17:04

Banco vê risco de depreciação mais forte da frota com nova enxurrada de carros chineses e diz que espaço para surpresas positivas diminuiu; veja a visão dos analistas

DANDO UM GÁS NAS AÇÕES

Por que a Ultrapar (UGPA3) está subindo na bolsa mesmo após queda no lucro?

5 de março de 2026 - 15:06

Empresa teve queda expressiva nos lucros líquidos, quando comparados ao ano anterior, porém o contexto da queda e outros dados foram vistos com bons olhos pelo mercado; confira

NO RADAR DO CADE

Azul (AZUL53) colocou o carro na frente dos bois em negócio com a American Airlines? Entenda a denúncia de possível ‘gun jumping’

5 de março de 2026 - 15:01

O caso envolve um investimento que integra o plano de capitalização da companhia aérea após sua recuperação judicial nos Estados Unidos (Chapter 11)

SUBIU DEMAIS?

É o fim da linha para a Vale (VALE3)? XP diz que rali das ações está com os dias contados

5 de março de 2026 - 14:33

Os papéis da mineradora subiram cerca de 80% nos últimos 12 meses, impulsionadas principalmente por fluxos estrangeiros para mercados emergentes, pela valorização de metais e pelo crescente interesse dos investidores em ativos ligados ao cobre

TECNOLOGIA NO CENTRO

A revanche dos bancões: como Itaú, Bradesco, Banco do Brasil e Santander reagiram à invasão das fintechs — e por que agora a ‘guerra’ é outra

5 de março de 2026 - 14:01

Depois de anos correndo atrás de players digitais, os grandes bancos reconstruíram sua infraestrutura tecnológica, apostaram em inteligência artificial e agora brigam pelo verdadeiro troféu da guerra digital: a principalidade

OPORTUNIDADE

Nova empresa, novos ganhos: Bradsaúde tem potencial de alta de 35% e está com desconto de 70% em relação à principal rival, diz BTG

5 de março de 2026 - 11:07

O banco aumentou o preço alvo para as ações da OdontoPrev, que será rebatizada de Bradsaúde, de R$ 13 para R$ 18, um potencial de alta de 35%

BENEFÍCIOS DE ELITE?

Luxo acessível? Revolut promete 120% do CDI, IOF zero e cartão premium para além da alta renda

5 de março de 2026 - 10:33

Fintech concorrente do Nubank amplia oferta de crédito, lança plano Ultra e aposta em luxo acessível para conquistar o dia a dia dos brasileiros

DINHEIRO À VISTA?

Uma nova solução: Raízen (RAIZ4) avalia aporte de R$ 4 bilhões e reestruturação da dívida; Shell entra com maior valor

5 de março de 2026 - 9:45

Para que essas negociações ocorram de maneira segura, a Raízen quer assegurar um ambiente ordenado e buscar uma solução consensual, que poderá ser implementada por meio de Recuperação Extrajudicial, caso necessário

PRÉVIA DOS RESULTADOS

Vem mais dividendo por aí? Após produção recorde da Petrobras (PETR4), analistas revelam o que esperar do balanço do 4T25

5 de março de 2026 - 6:01

A estatal divulga os números dos últimos três meses do ano após o fechamento dos mercados desta quinta-feira (5); especialistas revisam as expectativas diante de um cenário menos favorável para o petróleo em 2025

CORRIDA ALÉM DAS EXPECTATIVAS

Ações da Vulcabras (VULC3), dona da Olympikus e Mizuno, sobem após resultados do 4T25 superarem expectativas; veja se é hora de comprar

4 de março de 2026 - 16:30

Entre analistas, a leitura dos resultados é positiva, mesmo com a queda no lucro. Além da marca própria Olympikus, a companhia representa no Brasil a japonesa Mizuno e a americana Under Armour

QUEM SOFRE É A CERVEJA

Sinal de ressaca? Ambev (ABEV3) anuncia possível pressão em despesas e custos diante da volatilidade do dólar; entenda

4 de março de 2026 - 16:00

Alumínio, que é uma das matérias-primas da Ambev, também pode ficar mais caro em decorrência do conflito no Oriente Médio; empresa já vinha lidando com ambiente adverso

FEBRE DAS CANETAS

RD Saúde (RADL3) tem lucro abaixo do esperado no 4T25, mas ‘efeito Ozempic’ impulsiona ações

4 de março de 2026 - 14:58

Com 10% da receita vindo de medicamentos como Ozempic e Wegovy, RD Saúde mostra que o peso das canetas emagrecedoras já impacta o balanço

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar