Ações da Vulcabras (VULC3), dona da Olympikus e Mizuno, sobem após resultados do 4T25 superarem expectativas; veja se é hora de comprar
Entre analistas, a leitura dos resultados é positiva, mesmo com a queda no lucro. Além da marca própria Olympikus, a companhia representa no Brasil a japonesa Mizuno e a americana Under Armour

De tênis no pé, as ações da Vulcabras (VULC3) estão correndo hoje na bolsa de valores. Os papéis da dona da Olympikus e Mizuno reagem positivamente ao balanço do quarto trimestre de 2025 (4T25), chegando a saltar 6% na B3 no pregão desta quarta-feira (4). Por volta das 15h, a alta era de 2,73%.
Entre analistas, a leitura dos resultados é positiva, mesmo com a queda no lucro. Além da marca própria Olympikus, a companhia representa no Brasil a japonesa Mizuno e a americana Under Armour.
Na avaliação do BTG Pactual, o balanço do quarto trimestre da Vulcabras é encorajador, com resultados ligeiramente acima das estimativas, forte crescimento de receita líquida e leve aumento de margem Ebitda, apesar de investimentos relacionados à força de trabalho pressionarem a margem bruta.
Agora, a empresa está pronta para crescer de forma inorgânica. À Broadcast, o CEO da empresa afirmou que, depois de arrumar a casa, a empresa está pronta para novas aquisições.
"A Vulcabras está muito redondinha, está madura. A empresa pode mais e quer mais. Não estamos em negociação com ninguém, mas temos um bom mapeamento e acredito que as conversas vão voltar a acontecer ao longo deste ano", afirmou Bartelle à Broadcast.
Queda na margem, mas por um bom motivo
Em entrevista ao Money Times, o CEO da Vulcabras, Pedro Bartelle, abordou a questão da diminuição de margens que a companhia reportou no ano passado, em especial a margem bruta.
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“Isso aconteceu consciente, porque tivemos uma demanda muito maior do que esperávamos pelos nossos produtos e acabamos contratando mais pessoas. Isso gerou uma temporária ineficiência, controlada, que já sabíamos”, coloca o executivo.
A margem bruta da companhia teve contração de 0,2 ponto percentual na base anual, indo para 41,4% no quarto trimestre de 2025. No caso da margem líquida, houve recuo de 3 pontos percentuais, chegando a 15,7%. Ele afirma que o quarto trimestre já mostra um retorno das margens para os patamares anteriores.
Crescimento do e-commerce
O e-commerce da Vulcabras cresceu ao longo de 2025, om alta de 25,0%, saltando de R$ 433,7 milhões em 2024 para R$ 543,1 milhões em 2025, e passou a representar 15,3% da receita líquida total.
De acordo com o CEO da companhia, o segmento contribui para a diversificação das vendas e o fortalecimento da relação direta com o consumidor, construindo valor para as marcas da companhia.
“É um e-commerce que cresce, vai continuar crescendo, ele é relevante, mas não é um e-commerce que vai crescer a qualquer custo”, diz Bartelle, acrescentando que o e-commerce e as lojas físicas são uma forma de impulsionar uma venda completa do portfólio de produtos da Vulcabras.
Ano promissor, mas de cautela
O ano de 2026 é promissor, de acordo com o CEO da Vulcabras, mas a tônica também é de cautela, tendo em vista que se trata de um ano de eleições, Copa do Mundo, muitos feriados e incertezas macroeconômicas.
Apesar disso, os executivos da Vulcabras contam — ainda que sem abrir números exatos — que a companhia iniciou o ano com carteira de pedidos recorde e confiante na manutenção do ritmo de crescimento. De acordo com Bartelle, a companhia recebeu pedidos o suficiente para planejar todo o primeiro semestre de 2026.
Hora de comprar Vulcabras?
Para o BTG, os resultados desse trimestre mostraram melhora na rentabilidade e forte crescimento da receita.
“Vemos a expansão robusta da linha superior como sustentável, além de um cenário mais favorável para a Vulcabras no longo prazo, com a captura de oportunidades decorrentes dos acordos com a Under Armour e a Mizuno”, dizem os analistas.
Com a ação sendo negociada a 8 vezes o preço sobre o lucro (P/L) 2026 e apresentando um dos maiores dividend yields (retorno com dividendos) dentro da cobertura do banco, os analistas reiteram a recomendação de compra para a Vulcabras.
A XP Investimentos avalia os resultados como mistos, com a desaceleração no crescimento da receita, embora com pressão na margem bruta próxima de um ponto de inflexão.
A casa destaca que as tendências de receita saudáveis, porém em desaceleração, apoiadas por preço/mix, à medida que a companhia optou por priorizar margens em vez de buscar crescimento de volume em meio a um ambiente de mercado altamente promocional.
“Além disso, apesar de operar em um ambiente competitivo intenso, a VULC indicou perspectivas positivas para 2026, enquanto a administração permanece confiante de que os recentes investimentos na fábrica devem se normalizar e sustentar resultados positivos à frente. Assim, mantemos nossa recomendação de Compra”, dizem os analistas.
O Itaú BBA avalia positivamente os números do quarto trimestre, destacando que o Ebitda e lucro líquido vieram 5% e 15% acima do esperado, respectivamente. A casa mantém classificação outperform, equivalente à compra para a Vulcabras.
Como foi o resultado da Vulcabras
A empresa registrou lucro líquido recorrente de R$ 158,8 milhões no trimestre, um recuo de 6,1% na comparação com o mesmo período em 2024. A companhia superou as expectativas, uma vez que consenso reunido pela Bloomberg apontava para um lucro líquido de R$ 152 milhões no quarto trimestre de 2025.
No acumulado de 2025, o lucro líquido recorrente totaliza R$ 572,9 milhões, um avanço de 5,3% ante o ano de 2024.
Já o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) recorrente somou R$ 220,7 milhões no 4T25, um avanço de 14,8% em base anual. Em 2025, o Ebitda recorrente totalizou R$ 763,1 milhões, alta de 13% em base anual.
A receita líquida avançou 11,4% na comparação anual, chegando a R$ 1 bilhão no quarto trimestre de 2025. No acumulado de 2025, a linha atingiu R$ 4,2 bilhões, um avanço de 16,7%,
Com Money Times e Broadcast.
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