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CRISE

Banco Central decreta liquidação do will bank, que pertence ao grupo do Banco Master

O will bank havia sido preservado quando a autoridade monetária determinou a liquidação do Banco Master, por acreditar que havia interessados na sua aquisição

will bank
Imagem: Reprodução/Facebook

O Banco Central (BC) decretou, nesta quarta-feira (21), a liquidação extrajudicial do will bank, que integrava o grupo do Banco Master e estava sob regime de administração especial temporária (Raet) desde novembro do ano passado.

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Além disso, ficam indisponíveis os bens dos controladores e dos ex-administradores da instituição.

O will bank, que tem cerca de 12 milhões de clientes, havia sido preservado quando a autoridade monetária determinou a liquidação do Master, diante da avaliação de que havia interessados na aquisição da instituição — o que, no entanto, não se concretizou.

Pouco antes de o caso Master vir à tona com a deflagração da operação Compliance Zero, o apresentador Luciano Huck chegou a demonstrar interesse na instituição financeira, mas acabou desistindo.

A assessoria de imprensa do will bank afirmou que o banco não irá se manifestar no momento.

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Liquidação se tornou "inevitável", diz BC

Na terça-feira (20), a Mastercard já tinha deixado de aceitar transações realizadas com cartões emitidos pelo will bank.

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A suspensão ocorreu após a bandeira não ter tido as operações financeiras liquidadas na segunda-feira (19). A medida, segundo apuração, teve como objetivo evitar o acúmulo de valores em aberto.

"Assim, tornou-se inevitável a liquidação extrajudicial da Will Financeira, em razão do comprometimento da sua situação econômico-financeira, da sua insolvência e do vínculo de interesse evidenciado pelo exercício do poder de controle do Banco Master S.A., já sob liquidação extrajudicial", diz o BC em nota.

"O Banco Central continuará tomando todas as medidas cabíveis para apurar as responsabilidades nos termos de suas competências legais. O resultado das apurações poderá levar à aplicação de medidas sancionadoras de caráter administrativo e a comunicações às autoridades competentes, observadas as disposições legais aplicáveis", afirma o BC.

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O conglomerado Master era classificado como de crédito diversificado, porte pequeno e enquadrado no segmento S3 da regulação prudencial, tendo como instituição líder o Banco Master S/A. Ele detinha 0,57% do ativo total e 0,55% das captações totais do Sistema Financeiro Nacional (SFN), segundo o BC.

FGC também deverá cobrir os CDBs do will bank, mas há prazo

Até então, o BC havia decretado apenas a liquidação extrajudicial do Banco Master e do Letsbank. Agora, com a nova decisão da autarquia, os investidores que têm CDBs (Certificados de Depósitos Bancários) do will bank também deverão ser restituídos, tanto as pessoas físicas quanto as empresas.

O pagamento para credores do Master começou nesta semana. No entanto, o FGC (Fundo Garantidor de Crédito) precisa receber a lista completa de credores do will bank, a ser enviada pelo seu liquidante.

Segundo a coluna da jornalista Míriam Leitão, do jornal O Globo, a nova liquidação pode elevar a conta do FGC para R$ 50 bilhões.

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O FGC deve honrar não apenas o valor investido, mas também a remuneração que havia sido prometida aos investidores. O fundo restitui o investimento em algumas aplicações financeiras até o limite de R$ 250 mil por CPF, por instituição financeira — principal mais rendimento.

O Seu Dinheiro entrou em contato com o FGC para saber quantos investidores detêm CDBs do will bank e qual é o volume que deve ser restituído, mas ainda não obteve resposta.

Com Money Times

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