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O will bank havia sido preservado quando a autoridade monetária determinou a liquidação do Banco Master, por acreditar que havia interessados na sua aquisição

O Banco Central (BC) decretou, nesta quarta-feira (21), a liquidação extrajudicial do will bank, que integrava o grupo do Banco Master e estava sob regime de administração especial temporária (Raet) desde novembro do ano passado.
Além disso, ficam indisponíveis os bens dos controladores e dos ex-administradores da instituição.
O will bank, que tem cerca de 12 milhões de clientes, havia sido preservado quando a autoridade monetária determinou a liquidação do Master, diante da avaliação de que havia interessados na aquisição da instituição — o que, no entanto, não se concretizou.
Pouco antes de o caso Master vir à tona com a deflagração da operação Compliance Zero, o apresentador Luciano Huck chegou a demonstrar interesse na instituição financeira, mas acabou desistindo.
A assessoria de imprensa do will bank afirmou que o banco não irá se manifestar no momento.
Na terça-feira (20), a Mastercard já tinha deixado de aceitar transações realizadas com cartões emitidos pelo will bank.
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A suspensão ocorreu após a bandeira não ter tido as operações financeiras liquidadas na segunda-feira (19). A medida, segundo apuração, teve como objetivo evitar o acúmulo de valores em aberto.
"Assim, tornou-se inevitável a liquidação extrajudicial da Will Financeira, em razão do comprometimento da sua situação econômico-financeira, da sua insolvência e do vínculo de interesse evidenciado pelo exercício do poder de controle do Banco Master S.A., já sob liquidação extrajudicial", diz o BC em nota.
"O Banco Central continuará tomando todas as medidas cabíveis para apurar as responsabilidades nos termos de suas competências legais. O resultado das apurações poderá levar à aplicação de medidas sancionadoras de caráter administrativo e a comunicações às autoridades competentes, observadas as disposições legais aplicáveis", afirma o BC.
O conglomerado Master era classificado como de crédito diversificado, porte pequeno e enquadrado no segmento S3 da regulação prudencial, tendo como instituição líder o Banco Master S/A. Ele detinha 0,57% do ativo total e 0,55% das captações totais do Sistema Financeiro Nacional (SFN), segundo o BC.
Até então, o BC havia decretado apenas a liquidação extrajudicial do Banco Master e do Letsbank. Agora, com a nova decisão da autarquia, os investidores que têm CDBs (Certificados de Depósitos Bancários) do will bank também deverão ser restituídos, tanto as pessoas físicas quanto as empresas.
O pagamento para credores do Master começou nesta semana. No entanto, o FGC (Fundo Garantidor de Crédito) precisa receber a lista completa de credores do will bank, a ser enviada pelo seu liquidante.
Segundo a coluna da jornalista Míriam Leitão, do jornal O Globo, a nova liquidação pode elevar a conta do FGC para R$ 50 bilhões.
O FGC deve honrar não apenas o valor investido, mas também a remuneração que havia sido prometida aos investidores. O fundo restitui o investimento em algumas aplicações financeiras até o limite de R$ 250 mil por CPF, por instituição financeira — principal mais rendimento.
O Seu Dinheiro entrou em contato com o FGC para saber quantos investidores detêm CDBs do will bank e qual é o volume que deve ser restituído, mas ainda não obteve resposta.
Com Money Times
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