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Com recorde de produção e volta ao topo do ranking global, mineradora chega aos resultados financeiros com expectativas mais altas de receita e Ebitda
A Vale (VALE3) fechou o quarto trimestre de 2025 com uma produção acima do esperado — e isso já começou a mexer com as expectativas do mercado para o balanço da companhia, que será divulgado nesta quinta-feira (12) após o fechamento dos mercados.
Segundo as projeções da Bloomberg, tanto a receita quanto o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) devem crescer na comparação anual e também frente ao trimestre anterior.
Confira abaixo as estimativas:
| Em dólares | Variação anual | Variação trimestral | Em reais | Variação anual | Variação trimestral | |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Lucro líquido | 2,601 bilhão | Reversão de prejuízo de 694 milhões | -3,06% | 13,554 bilhões | Reversão de prejuízo de 4,677 bilhões | -7,27% |
| Receita | 11,075 bilhão | 9,39% | 6,40% | 57,703 bilhões | -2,86% | 1,77% |
| Ebitda | 4,756 bilhão | 25,36% | 9,01% | 24,781 bilhões | 11,53% | 4,28% |
As projeções têm como base os dados de produção e vendas da Vale entre outubro e dezembro de 2025. No período, a produção de minério de ferro avançou 6% na comparação anual, embora tenha recuado 4,2% frente ao trimestre anterior.
No total, a mineradora produziu 90,4 milhões de toneladas de minério de ferro no quarto trimestre. Com isso, o acumulado de 2025 chegou a 336 milhões de toneladas — acima do guidance da própria empresa e no melhor nível desde 2018.
O desempenho foi suficiente para a Vale ultrapassar a australiana Rio Tinto e retomar o posto de maior produtora de minério de ferro do mundo.
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Para o mercado, os números reforçam a boa fase operacional da companhia.
“No geral, a Vale apresentou mais uma rodada de números sólidos, que junto com a valorização das commodities metálicas justificam a forte alta de 53% dos papéis nos últimos seis meses. A 5x Ebitda esperado para 2026, a Vale segue entre as recomendações da Empiricus para dividendos”, afirma Ruy Hungria, analista da Empiricus Research.
No BTG Pactual, a leitura é de que os dados de produção dissiparam dúvidas sobre a execução da empresa. O banco já vinha destacando o bom momento da Vale, tanto do ponto de vista operacional quanto institucional, e agora elevou ligeiramente as projeções para os próximos resultados.
O BTG espera que a Vale entregue um Ebitda de US$ 4,5 bilhões no quarto trimestre de 2025, levando o número para US$ 15,4 bilhões no acumulado do ano. A Genial Investimentos tem a mesma estimativa, enquanto a XP Investimentos foi ainda mais otimista e elevou a projeção para US$ 4,8 bilhões.
A Genial, por sua vez, até reconhece um Ebitda mais forte, mas ajustou as contas para US$ 4,5 bilhões ao avaliar que, apesar da produção ter surpreendido, as vendas não acompanharam no mesmo ritmo.
“Como resultado, passamos a projetar Ebitida proforma de US$ 4,5 bilhões (-2,9% vs. estimativa anterior; +2,3% t/t; +9,3% a/a), ligeiramente abaixo da projeção anterior, em função de uma realização de receitas mais suave do que a inicialmente assumida, enquanto a base de custos permanece estável. O lucro líquido agora é estimado em US$ 2,4 bilhões”, dizem os analistas da Genial.
No quarto trimestre, a Vale vendeu 84,9 milhões de toneladas de minério de ferro. Os embarques cresceram 4,5% na comparação anual, mas caíram 1,3% frente ao trimestre anterior.
Apesar da expectativa de resultados mais fortes, as recomendações para VALE3 seguem divididas.
A XP mantém indicação neutra, citando a perspectiva de queda nos preços do minério de ferro após o período de reabastecimento.
“Embora mantenhamos nossa visão neutra para Vale, reconhecemos que a melhora dos preços do cobre e de outros metais, combinada com a tese de desvalorização do dólar e uma rotação para mercados emergentes, pode continuar sustentando o bom momento relativo da ação”, afirmam os analistas.
A Genial também rebaixou a recomendação de compra para neutra no fim de janeiro, avaliando que a recente disparada do papel reduziu o potencial de valorização e levou a ação para perto do preço justo.
Já o BTG reconhece que a Vale já não é mais exatamente uma “pechincha”, mas segue com recomendação de compra.
“A análise fundamental da empresa continua muito sólida. Isso, combinado com fundamentos de minério de ferro, cobre e níquel mais fortes do que o esperado e uma sazonalidade favorável, sustenta uma perspectiva positiva no curto prazo”, diz o banco.
O BTG também considera exagerada a preocupação do mercado com a suspensão temporária das minas de Viga e Fábrica, em Minas Gerais, após vazamentos de água registrados em janeiro.
Segundo as autoridades locais, não houve feridos, mas o episódio causou danos ambientais, levando à aplicação de multas e à suspensão dos alvarás até a adoção de medidas emergenciais de controle, monitoramento e compensação ambiental.
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