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Para aumentar margens, algumas varejistas, como supermercados e até o Mercado Livre, estão dando alguns passos na direção da venda de medicamentos
O varejo alimentar está sofrendo. O endividamento das famílias, aumento de gastos em bets e até canetas emagrecedoras estão entre as pressões sofridas pelos supermercados nas suas receitas. Do outro lado, estão as farmácias, que devem ver seus números crescendo mais uma vez neste primeiro trimestre, segundo expectativas do mercado.
Para conquistar uma fatia desse setor e aumentar as margens, algumas varejistas, como supermercados e até o Mercado Livre, estão dando alguns passos na direção da venda de medicamentos.
O Meli lançou seu primeiro piloto de vendas de medicamentos em sua plataforma, através de uma farmácia cadastrada. Já os supermercados poderão se beneficiar de uma nova lei, que permite a venda de medicamentos na loja, desde que em uma área separada.
Por enquanto, os efeitos dessas iniciativas ainda são pequenos — e podem até ter alcance limitado. Mesmo assim, geram mais comodidades aos consumidores, o que ajuda a ganhar o jogo no longo prazo.
Entenda o que esperar dos resultados das varejistas no primeiro trimestre deste ano, segundo o BTG, e o que está acontecendo com os mercados e o Mercado Livre no universo das drogarias.
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Ainda que o consumidor continue comprando alimentos mesmo em épocas de crise, o varejo de alimentos tem dado sinais claros de fatiga nos últimos trimestres e que deve continuar no primeiro trimestre do ano, com crescimento de vendas abaixo da inflação.
Assaí e Grupo Mateus, por exemplo, devem refletir essa dinâmica, segundo relatório do BTG Pactual. No Assaí, que solta seus números no dia 27 de abril, as vendas devem crescer 0,5% em lojas já estabelecidas e 1% no total, em relação ao ano passado, e margem Ebitda sem crescimento.
O Grupo Mateus deve ter um impulso com a compra do Novo Atacarejo, e publica o balanço no dia 14 de maio.
No Magazine Luiza, as vendas devem encolher 1,7%, com queda maior, de 5%, no ambiente online — o resultado do primeiro trimestre será divulgado no dia 7 de maio.
Casas Bahia, que publica balanço no dia 13 de maio, deve ver uma alta de 20% no volume geral de vendas online, mas com queda de 2% nas vendas de lojas estabelecidas, com encolhimento na margem Ebitda, para 8%.
O grande destaque do trimestre será o setor farmacêutico. Os números da Raia Drogasil, divulgados em 5 de maio, devem continuar fortes, em linha com os dados construtivos do setor divulgados pela Sindusfarma, diz o BTG. Um dos motores continua sendo o uso das canetas emagrecedoras.
As receitas da Raia Drogasil devem subir 19% em relação ao ano passado, com expansão na margem Ebitda. A Panvel também deve ter alta de 12,5% nas receitas vindas de lojas já consolidadas e expansão nas margens, com divulgação em 6 de maio.
No comércio eletrônico, o grande nome é o Mercado Livre. Com a competição acirrada, o ponto central continua sendo o equilíbrio entre crescimento e rentabilidade. Os rivais são cada vez mais numerosos, como as plataformas Shopee, Amazon, TikTok Shop, além de iFood e Rappi. Para vencer nessa disputa, as empresas precisam aumentar os investimentos em logística e aquisição de clientes.
Uma nova lei, sancionada pelo governo Lula em março, permite que supermercados possam vender medicamentos dentro da sua área de vendas. Uma vantagem é a margem bruta. Na venda de remédios, ela é de 20% a 25%, em média, enquanto na venda de alimentos, é de 15%.
No entanto, isso não significa que os remédios para dor de cabeça e diabetes estarão ao lado das frutas, legumes e produtos de limpeza. A lei exige que seja feito um espaço separado, com caixa distinto e a presença de um farmacêutico.
Alguns super e hipermercados já tinham farmácias, que ficavam em suas galerias. O Carrefour, por exemplo, tem 124 drogarias. O Grupo Pão de Açúcar extinguiu a operação em 2022. Hoje, 20% das farmácias do Brasil são nas galerias dessas lojas, segundo a Associação Brasileira de Supermercados (Abras).
"Mas não estão dentro, e essa mudança é estratégica", afirma o presidente da entidade, João Galassi.
A conveniência e a busca pela praticidade, além do envelhecimento da população, são alguns dos motivos para a busca da Abras pela mudança na legislação.
Em uma pesquisa feita pela associação com a Datafolha, 75% dos consumidores afirmaram que gostariam que os supermercados voltassem a vender remédios, o que a levou a organizar conversas com o setor supermercadistas, indústria farmacêutica e representantes de farmácias.
"É uma modernização do varejo, que passa a complementar sua oferta com itens de farmácia, suplementos e outros produtos relacionados ao bem-estar", afirmou Galassi. "Já há empresas se movimentando e em junho ou julho você já verá as primeiras lojas", declarou ao Seu Dinheiro.
Rafael Freixo, sócio e managing director da divisão brasileira da L.E.K. Consulting, consultoria com mais de 2.300 profissionais no mundo, tem dúvida sobre o potencial para as varejistas alimentares.
Segundo Freixo, a conveniência e a proximidade são fatores importantes para o consumidor de farmácia. Isso porque normalmente o brasileiro não tem o costume de fazer estoques de remédios em casa e costuma comprar na hora que precisa.
"E é aí que o supermercado acaba perdendo para a farmácia, porque a possibilidade de ter uma farmácia perto de casa é maior", afirma. As grandes lojas, que poderiam abarcar uma estrutura de farmácia, acabam sendo mais distantes dos bairros residenciais.
Claro, há o cliente que irá lembrar que precisa comprar um medicamento ao passar pelas gôndolas. E há o paciente crônico que pode passar a fazer sua compra mensal no mercado.
De acordo com Freixo, alguns clientes supermercadistas já o procuraram para entender o negócio, e acabaram optando por não investir nesse momento.
"Medicamento é um produto que demanda muito cuidado, uma série de inspeções e especificidades que nem todo supermercadista vai estar disposto a ter", afirmou Sergio Mena Barreto, CEO da Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma).
"No passado, alguns supermercados já tiveram farmácias e desistiram por causa do controle, da dificuldade de ofertar o produto", afirma ele.
Ele também acredita que a queda no preço é improvável, já que as farmácias têm um poder de negociação muito maior. Além disso, o setor já é bastante concorrido - há diversas redes diferentes, com milhares de unidades pelo país.
A discussão não é nova, e nem limitada ao Brasil. Freixo afirma que, em países como Inglaterra e Estados Unidos, é possível comprar remédios sem a necessidade de prescrição médica nas gôndolas de mercados.
O Mercado Livre começou pequeno no universo das farmácias, mas pode ter um tesouro nas mãos.
Depois de comprar uma farmácia no ano passado, a gigante argentina de nascença e brasileira de coração lançou, no último dia 31, o projeto piloto para a venda de medicamentos na cidade de São Paulo.
Inicialmente com cobertura em bairros mais nobres, como Vila Mariana, Paraíso, Pinheiros e Itaim Bibi, as vendas precisam ser feitas a partir de farmácias parceiras, e não por seu próprio fulfillment.
Além disso, a entrega da prescrição também afeta as vendas nos canais digitais. Por enquanto, mesmo com as mudanças legislativas recentes, ainda não é possível criar um modelo totalmente digital e escalável no segmento de farmácias, diz o BTG. Ou seja, a entrada do Meli nesse segmento deve ser bastante gradual no curto prazo.
Com a entrada neste campo, o Meli ganha ‘novos’ rivais declarados além dos clássicos, em especial iFood e Rappi. As duas também vendem medicamentos online e já vinham colocando pressão no cenário competitivo da argentina no Brasil, mas agora a briga é direta.
Seu Dinheiro testou o serviço dessas empresas e diz onde vale mais a pena comprar.
O objetivo não é se tornar líder na categoria, mas qualquer participação já pode gerar dados valiosos para a empresa criar novas estratégias no futuro. "Na nossa visão, isso reforça a ambição de longo prazo do Mercado Livre de evoluir para uma ‘superplataforma’ de categorias essenciais de consumo, aumentando a frequência de compras e a fidelização dos clientes", afirma o BTG Pactual, em relatório.
Na guerra do varejo, a conveniência é uma arma cada vez mais poderosa. Ganha quem estiver mais perto do consumidor — ou entregar mais rápido.
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