O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Encontro entre BC e TCU tentou reduzir tensão após suspensão de inspeção determinada por ministro
O Banco Central deu sinal verde para que o Tribunal de Contas da União (TCU) realize uma inspeção no processo que levou à liquidação extrajudicial do Banco Master.
A autorização da autoridade monetária veio após uma reunião entre as cúpulas das duas instituições, realizada na tarde da última segunda-feira (12).
Segundo o presidente do TCU, ministro Vital do Rêgo, o BC garantiu acesso integral aos documentos que sustentaram a decisão de liquidar a instituição de Daniel Vorcaro. O TCU é um órgão auxiliar do Congresso Nacional, responsável pelo controle externo da administração pública federal, com ministros indicados pelo parlamento.
“Nós fizemos uma reunião com objetivos claros de dizimar qualquer tipo de dúvida a respeito da nossa competência. E o Banco Central disse que era muito importante que o TCU fizesse a inspeção, fizesse a fiscalização. Nós tivemos, no Banco Central, as portas inteiramente abertas e necessárias para o poder fiscalizatório de segunda ordem do TCU”, afirmou o ministro.
A reunião ocorreu em um momento delicado para o Banco Central.
Na tarde de segunda-feira, o presidente da autoridade monetária, Gabriel Galípolo, se encontrou com Vital do Rêgo na sede do BC para tratar de um ponto desse imbróglio: até onde vai o poder de fiscalização do TCU sobre o Banco Central — e como preservar a autonomia técnica da autarquia neste processo.
Leia Também
O encontro foi iniciado por volta das 14h e teve duração aproximada de 30 minutos, segundo a CNN, tendo como pano de fundo a liquidação do Banco Master, decretada pelo BC em novembro do ano passado.
Oficialmente, a agenda foi classificada como uma reunião para “tratar de assuntos institucionais”, segundo o site do próprio Banco Central. Na prática, porém, a conversa teve como foco esclarecer os limites da atuação do TCU diante de decisões técnicas tomadas pela autoridade monetária.
Vital do Rêgo reforçou ainda que não cabe ao tribunal desfazer a liquidação do Banco Master, destacando que qualquer questionamento sobre a decisão só poderia ser feito pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Além de Galípolo e Vital do Rêgo, o encontro de ontem reuniu nomes estratégicos dos dois lados.
Pelo TCU, participaram:
Pelo Banco Central, estiveram presentes no encontro:
Leia também: Como o Banco Master entra em 2026: da corrida por CDBs turbinados à liquidação, investigações e pressão sobre o BC
A reunião acontece em um contexto de pressão crescente sobre o Banco Central. Na semana passada, o próprio TCU havia suspendido uma inspeção no BC que fora determinada de forma monocrática pelo ministro Jhonatan de Jesus, relator de um processo que analisa o caso do Banco Master.
Na decisão original, o ministro autorizava uma inspeção técnica para apurar as circunstâncias da liquidação da instituição financeira. Mas, após recursos apresentados pelo Banco Central, Jhonatan recuou e encaminhou o caso para análise do plenário do tribunal.
O BC argumentou que a inspeção, no modelo proposto inicialmente, poderia ultrapassar os limites do controle externo e interferir diretamente em decisões técnicas de supervisão bancária.
A intenção do TCU, por sua vez, era avaliar se a decisão de liquidar o Banco Master foi proporcional e se havia a existência — ou não — de alternativas menos drásticas do que a liquidação.
A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) também está sob escrutínio. O Ministério Público (MP) ingressou junto ao Tribunal de Contas da União (TCU) uma representação que questiona a indicação de Otto Lobo. Segundo o documento do órgão, o subprocurador-geral do TCU Lucas Furtado afirma que Lobo teria tomado decisões favoráveis ao Banco Master.
No despacho, Furtado destaca que “para encerrar os processos sem julgamento de mérito, os investigados apresentaram à CVM uma proposta de termo de compromisso” e que “na tramitação, Otto Lobo pediu vista do processo, e o caso acabou não sendo pautado por meses”.
O Banco Master entrou definitivamente no radar das autoridades após se tornar alvo de uma operação da Polícia Federal, que investiga suspeitas de fraudes financeiras envolvendo a emissão e a venda de títulos de crédito falsos.
O volume potencial das irregularidades pode chegar a R$ 17 bilhões, segundo as investigações.
Paralelamente, há apurações que miram possíveis prejuízos ao Banco de Brasília (BRB) — instituição pública — além de eventuais falhas nos mecanismos de supervisão do sistema financeiro.
Uma reportagem do Valor Econômico revelou supostas ligações entre o Banco Master e a gestora Reag Investimentos, investigada em uma operação da Polícia Federal por suposto envolvimento em esquema de lavagem de dinheiro para o crime organizado.
Segundo o jornal, o Banco Central teria identificado 36 empresas que teriam tomado supostos empréstimos fictícios do Banco Master, o que teria permitido desvios da ordem de R$ 11,5 bilhões em recursos por meio de fundos geridos pela Reag.
Ao Seu Dinheiro, a defesa de Daniel Vorcaro negou qualquer envolvimento do Banco Master com “supostas fraudes, fundos ilícitos ou operações mencionadas na reportagem”. “O texto estabelece conexões inexistentes entre o banco, seus executivos e investimentos realizados por fundos independentes administrados por terceiros”, diz a nota.
Ainda segundo a defesa, o Banco Master “nunca foi gestor, administrador ou cotista dos fundos citados”.
“A defesa permanece colaborando integralmente com as autoridades e confia que o avanço das investigações restabelecerá a verdade dos fatos e afastará alegações que não encontram respaldo na realidade”.
Procurada pela reportagem, a assessoria da Reag disse que não comentaria o tema. O espaço segue aberto.
*Com informações da Agência Brasil e Valor Econômico.
Nova gigante nasce com escala bilionária e mira Novo Mercado — mas o que muda para Rede D’Or, Fleury e Mater Dei?
Qualquer melhora na bolsa depende do sucesso da Qualicorp em conseguir se reerguer. “Continuamos a acreditar que a performance da ação está firmemente conectada ao sucesso do seu plano de turnaround”, escreve o BTG Pactual.
Banco separa ativos de saúde via IPO reverso da Odontoprev e aposta que mercado vai reprecificar a “joia escondida” no balanço
O catálogo da Warner Bros inclui franquias icônicas como “Harry Potter”, “Game of Thrones”, e personagens da DC Comics como Batman e Superman
Banco une operadora, hospitais, clínicas e participação no Fleury em um ecossistema de R$ 52 bilhões de receita — e já nasce mirando governança premium na bolsa
Dona da bolsa brasileira lucra R$ 1,4 bilhão no período, com crescimento em todos os segmentos
Remuneração será igual para ações ordinárias e preferenciais, com pagamento até 31 de agosto de 2026
Banco reconhece que a companhia mantém disciplina de custos e forte execução operacional, mas chama atenção para uma dinâmica perigosa para as ações
Balanço melhor que o esperado traz alívio aos investidores, mas projeções mais fracas para o início de 2026 limitam o otimismo
Com um caminhão de dívidas vencendo em 2025, o Pão de Açúcar (PCAR3) tenta alongar compromissos enquanto cortar custos. Mercado se pergunta se isso será o bastante
A empresa de saneamento possui 37% de participação de mercado no setor privado e tem como sócios a companhia Equipav, Itaúsa e o fundo soberano de Singapura
A agência de crédito elevou o rating da Azul de ‘D’ para ‘B-’, que ainda mantém a empresa em grau especulativo; entenda o que mudou
Depois de tentar deixar subsidiárias de fora da RJ da holding, pedido foi ampliado a atinge a Fictor Alimentos — movimento que expõe fragilidades operacionais e reacende dúvidas sobre a autonomia da companhia aberta
Caso não exerçam a preferência de compra das novas ações, acionistas devem sofrer diluição relevante na participação acionária no capital social total do BRB.
A queridinha do mercado no segmento de saúde teve um terceiro trimestre espetacular, o melhor desde seu IPO em dezembro de 2020, o que jogou as expectativas para cima
Após cortar payout de dividendos, banco busca alongar dívida híbrida e aliviar pressão sobre os índices até 2027
Companhia elétrica leva distribuição total de 2025 a R$ 1,37 bilhão, equivalente a 55% do lucro ajustado
Durante painel do BTG Summit 2026, os executivos dizem que a nova onda tecnológica não é opcional, e já está redesenhando modelos de negócio e geração de receita
Banco digital encerrou o quarto trimestre de 2025 com um lucro recorde de US$ 895 milhões; veja os destaques
Executivos do banco espanhol prometem recuperar rentabilidade até 2028 e reduzir índice de eficiência para competir com os novos players