Smart Fit (SMFT3) ainda pode subir 40%, e o BTG explica por que é uma das ações mais promissoras da América Latina
Banco revisa preço-alvo para R$ 30, mas reforça confiança na trajetória de crescimento acelerado da companhia nos próximos anos

Mesmo com a desvalorização de cerca de 7% em janeiro, a Smart Fit (SMFT3) segue firme em sua trajetória de crescimento. Segundo relatório do BTG Pactual, a rede de academias continua sendo uma das apostas mais promissoras da América Latina.
O banco reiterou a recomendação de compra para os papéis da companhia e atualizou suas estimativas, reduzindo o preço-alvo de R$ 32 para R$ 30, o que ainda representa potencial valorização de aproximadamente 40% em relação à cotação atual, de R$ 21,50.
O BTG também realizou um corte médio de 1% nas projeções de lucro líquido entre 2025 e 2028, mas disse esperar uma taxa de crescimento anual composta (CAGR) de 32% no período.
Nesta quarta-feira (21), as ações da Smart Fit subiram 2,77% no Ibovespa. Nos últimos 12 meses, os papéis da companhia acumulam alta de 20,43%.
Por que comprar SMFT3, segundo o BTG
A tese de investimento do BTG em Smart Fit é sustentada, principalmente, por três fatores:
- Escala considerada “incomparável” em toda a região;
- Números de alto retorno com margens em melhoria por meio da alavancagem operacional;
- Exposição a um mercado fragmentado com espaço para consolidação.
“Apesar dos riscos de curto prazo, como condições macroeconômicas difíceis em algumas regiões, canibalização e intensificação da concorrência, projetamos um atraente CAGR de 32% para o lucro por ação (LPA) entre 2025 e 2028)”, afirmou o banco.
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Disciplina de expansão
A Smart Fit encerrou 2025 cumprindo integralmente seu guidance de expansão, com a abertura de 341 academias ao longo do ano, reforçando, segundo o BTG, sua credibilidade de execução na América Latina.
“Essa presença reforça o posicionamento da empresa como um player de escala regional. A administração deve divulgar um novo guidance em breve, mas as primeiras indicações apontam para um ritmo semelhante de aberturas, com uma combinação contínua de unidades próprias e franqueadas”, pontuou o relatório.
Na avaliação da instituição, o avanço das franquias reforça a estratégia de crescimento com menor necessidade de capital, ao mesmo tempo em que preserva o padrão da marca.
TotalPass ganha relevância
Já o TotalPass, benefício corporativo que oferece acesso integrado a academias, segue ganhando espaço e atua tanto como funil de demanda quanto como alavanca de utilização da rede própria.
Em 2024, os usuários do TotalPass representaram cerca de 13% da base de clientes da companhia, mas apenas 9% da receita, o que implica uma diferença de aproximadamente 40% na receita média por usuário (Arpu) em relação às academias tradicionais.
Segundo o BTG, a expectativa da empresa é que esse gap diminua para 25% a 30%, à medida que as diferenças de preços entre os níveis do TotalPass e os planos diretos de academia são reduzidas.
Poder de precificação sem atrito
O relatório também destacou a estratégia de precificação da companhia. A Smart Fit promoveu reajustes no plano Black no Brasil e na Colômbia, com risco limitado de cancelamentos, já que mantém opções mais acessíveis para diferentes faixas de renda.
“A capacidade de reajustar os valores das ofertas premium e, ao mesmo tempo, proteger a demanda básica destaca a abordagem cada vez mais sofisticada da empresa em relação à gestão de margem, algo incomum em um setor historicamente impulsionado por preços fixos e concorrência local”, dizem os analistas.
Caminhos na América Latina
Entre os pontos de atenção, o México é apontado pelo BTG como o mercado mais desafiador no curto prazo, impactado por ajustes operacionais e por um ambiente macroeconômico menos favorável.
A empresa, porém, já adotou medidas para melhorar eficiência, reduzir investimentos por unidade e elevar o tíquete médio no país, segundo o banco.
Em contrapartida, Brasil, Colômbia e Chile seguem apresentando desempenho sólido. No caso do mercado brasileiro, o relatório apontou que a bandeira BioRitmo deve retomar a expansão de forma seletiva em regiões premium.
“Apesar de um ciclo macroeconômico potencialmente mais difícil no Brasil, as novas academias continuam a superar as unidades maduras devido aos aluguéis e despesas operacionais mais baixos, enquanto as curvas de evolução permanecem iniciais, especialmente após a intensa programação de inaugurações em dezembro”, afirmou a instituição.
Fora da América Latina, o Marrocos aparece como uma opção de médio prazo, com expectativa de abertura de 100 a 150 academias em cinco anos, apoiada em parcerias com supermercados e empresas do setor imobiliário.
*Com informações do Money Times
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