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Investidores precisam estar posicionados no dia 20 de abril para receber o provento; pagamento está previsto para maio e faz parte dos dividendos obrigatórios de 2026

O Santander Brasil (SANB11) decidiu reforçar o caixa dos acionistas mais uma vez. O banco aprovou nesta sexta-feira (10) a distribuição de R$ 2 bilhões em juros sobre o capital próprio (JCP), mantendo o ritmo de pagamentos ao longo de 2026.
A decisão foi tomada pelo conselho de administração e ainda será submetida à assembleia geral, mas já vale para fins práticos. Depois da mordida do imposto de renda, o valor líquido que será efetivamente distribuído soma R$ 1,65 bilhão.
Na conta por ação, o investidor vai receber R$ 0,25 por papel ordinário (SANB3) e R$ 0,28 por preferencial (SANB4), em valores brutos. Para quem tem units (SANB11), o pagamento será de R$ 0,53 por papel.
Considerando o desconto do imposto, os valores caem para R$ 0,21 por ação ordinária, R$ 0,23 por preferencial e R$ 0,44 por unit.
O banco também deixou claro que esse pagamento não é um “extra”. Os JCP serão integralmente abatidos dos dividendos obrigatórios referentes a 2026 — uma prática comum no setor bancário, já que o instrumento é mais eficiente do ponto de vista fiscal.
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Para garantir o direito ao provento, é preciso estar posicionado nas ações no fim do pregão de 20 de abril de 2026.
A partir de 22 de abril, os papéis passam a ser negociados na condição “ex-JCP”, o que significa que novos compradores já não participam dessa distribuição. O pagamento, segundo o Santander, está previsto para o dia 7 de maio.
Depois da data de corte, a ação tende a sofrer um ajuste na cotação equivalente ao valor do provento. Por isso, o investidor pode escolher comprar antes e garantir o pagamento ou esperar o ajuste e entrar no papel a um preço teoricamente mais baixo, mas sem direito ao JCP.
O movimento vem na esteira de um resultado resiliente do Santander. No quarto trimestre de 2025, o banco reportou lucro líquido gerencial de R$ 4,1 bilhões, alta de 6% na comparação anual. Já o retorno sobre o patrimônio (ROE) ficou em 17,6%, praticamente estável, indicando manutenção da rentabilidade em patamares elevados.
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