Longe dos holofotes, escritório de Vila Velha atinge R$ 600 mi em 7 meses de parceria com o BTG Pactual e mira R$ 1 bi até o fim do ano
AUGE Investimentos se destaca mesmo longe dos grandes centros comerciais do país e mira expansão no Espírito Santo

A AUGE Investimentos, escritório de assessoria com sede em Vila Velha, Espírito Santo, acaba de atingir a marca de R$ 600 milhões sob custódia em 7 meses de parceria com o BTG Pactual. Agora, a empresa mira a marca de R$ 1 bilhão até o fim de 2026, além da expansão para outras cidades do estado.
O que explica o sucesso da AUGE mesmo longe dos grandes centros comerciais do Brasil, como São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre?
Para os sócios-fundadores Paulo Vieira e Bruno Storck, os motivos passam pelo atendimento diferenciado, a qualificação dos profissionais e até o “bairrismo” dos capixabas, além da robustez da parceria com o BTG Pactual.
O início da AUGE Investimentos até a migração para o BTG Pactual
A AUGE foi fundada em dezembro de 2021 com o propósito de levar customização e um atendimento 360º aos clientes, com um acompanhamento próximo e que leva em consideração os objetivos financeiros e momentos de vida de cada investidor.
Para isso, os fundadores Paulo Vieira e Bruno Storck aproveitaram a expertise da longa trajetória que tiveram em grandes bancos para recrutar profissionais que se encaixariam à visão que tinham para o escritório.
Enquanto Vieira trabalhou no Bradesco por mais de 15 anos, onde chegou ao cargo de Gerente Geral da Plataforma de Alta Renda, Storck vinha de uma experiência de sete anos no Itaú BBA e mais sete no Bradesco.
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Vieira aponta que a AUGE já nasceu com um partnership – modelo de gestão em que os colaboradores podem se tornar sócios do negócio – bem definido, o que contribuiu para a formação de uma equipe sólida desde o início.
“Trouxemos pessoas chave à nossa equipe. É uma equipe madura, com pessoas que ficaram 25 anos no Santander, 17 anos no Itaú Personnalité, 7 anos na XP. Já nascemos estruturados. Com 1 mês de empresa já tínhamos todas as mesas definidas”, destaca Vieira.
A localização do escritório também foi levada em consideração: a AUGE está instalada ao lado do Shopping Praia da Costa, e perto de alguns dos principais cartões portais de Vila Velha, como a Terceira Ponte e o Convento da Penha.
Logo nos primeiros anos, o escritório também expandiu dentro do estado, com a abertura de uma filial em Cachoeiro de Itapemirim.
A parceria com o BTG Pactual e a meta de R$ 1 bilhão sob custódia até o fim de 2026
Em setembro de 2025, em uma decisão estratégica, a AUGE passou a operar sob a bandeira e usufruir da tecnologia do BTG Pactual.
E os resultados da migração puderam ser observado poucos meses depois, destacam os sócios-fundadores. Segundo eles, em três meses de parceria com o BTG, o escritório já estava com uma receita maior em comparação ao que era antes.
Em seis meses, o AuC (Assets Under Custody, ou ativos sob custódia em português) já havia se igualado ao registrado com a antiga bandeira.
Agora, no sétimo mês de parceria, a AUGE Investimentos atingiu a marca de R$ 600 milhões sob custódia e mais de 1,2 mil clientes.
Segundo Vieira, a parceria com o BTG “abriu novos horizontes, permitindo a entrada de clientes estratégicos que ainda não tinham fechado negócio”.
“Estamos maiores do que antes, com mais clientes, mais qualidade, mais tecnologia, e uma operação mais robusta por estar ligada ao maior banco de investimentos da América Latina”, destaca Vieira.
A mudança permitiu que a AUGE Investimentos colocasse uma meta ousada para o segundo semestre: a busca de um AuC de R$ 1 bilhão até o fim de 2026, além de uma expansão para outras cidades do Espírito Santo.
“Queremos valorizar o nosso estado. Planejamos uma expansão para Linhares e Guarapari, além de estarmos presentes em Cachoeiro do Itapemirim. Temos esse apetite e estamos prontos para isso”, afirma Vieira.
Segundo Bruno Storck, o BTG tem dado bases sólidas para essa demanda de expansão do escritório, com a atração de novos talentos para a operação. Além de novos colaboradores, um outro ponto positivo da migração foi a manutenção de 100% do time.
Como a AUGE conseguiu manter os colaboradores e clientes na migração?
Uma das maiores preocupações para um escritório, ao migrar de bandeira, passa pela retenção dos colaboradores e clientes.
No caso da AUGE, no entanto, esse desafio foi superado com sucesso, destaca Vieira. “Nosso cliente é fidelizado muito rápido, e os que já eram fiéis se mantiveram. Isso se comprovou quando viramos a bandeira e trouxemos 100% do time”, aponta.
Do lado dos assessores que trabalham no escritório, a AUGE aposta no modelo de partnership, de progressão de carreira, de bonificação e de uma forte vertente educacional para reter os talentos.
“Estamos indo para a nossa terceira rodada de partnership [quando colaboradores de destaque se tornam sócios] em 5 anos. A nossa cabeça é de dividir para conquistar”, afirma Vieira.
Bruno Storck destaca que, até o fim de 2026, a ideia é que todos os assessores façam treinamentos presencialmente na sede do BTG Pactual, em São Paulo.
“Já treinamos 50% da equipe e continuamos fazendo treinamentos internos e externos. Estamos o tempo todo colocando nossos assessores para conhecer o BTG com profundidade e fazer capacitações. Queremos 100% do quadro treinado, nivelado e com profundidade”, destaca.
A vertente educacional dos colaboradores é um pilar desde o início da AUGE. Storck é professor universitário e levou a importância da academia e do conhecimento a quem trabalha no escritório.
“Temos uma vertente acadêmica muito forte. Os assessores são construídos com bastante técnica. Dei aula para assessores, gerentes, e para mais de 1,5 mil profissionais do mercado financeiro. Isso ajuda a construir a carreira do assessor”, aponta o sócio-fundador.
Mas a vertente acadêmica não se restringe aos colaboradores. Ela se estende aos clientes por meio da AUGE Business School, que promove cursos para educação financeira, matemática financeira e comunicação.
"Damos cursos aos clientes e a cada atendimento buscamos levar mais conhecimento. À medida em que o cliente evolui, o atendimento acompanha”, aponta.
Além disso, a migração para o BTG Pactual possibilitou um ecossistema com mais de mil oportunidades de investimentos selecionados para o perfil de cada cliente, entre renda fixa, fundos de investimento, renda variável, investimentos internacionais e outras classes de ativos.
Tudo isso, aliado ao “bairrismo” do capixaba, como destacou com bom humor Vieira, permitiu que a AUGE não só trouxesse os clientes na migração para o BTG Pactual, como conquistasse novos investidores.
“O nosso cliente gosta de saber que somos daqui [Espírito Santo]. O cliente entende que está na mão de pessoas conhecidas, e o relacionamento é fundamental para nós”, conclui Storck.
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