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Vale pontuar que essas cinco gestoras são conhecidas pela atuação com ativos problemáticos, e teriam planos para reerguer a Raízen

A IG4 Capital não é a única interessada em comprar dívidas da Raízen (RAIZ4) para abocanhar uma participação acionária na empresa. Outras quatro gestoras estariam de olho nos créditos da gigante de açúcar e etanol, que está no meio de seu processo de recuperação extrajudicial.
Segundo informações do Broadcast, serviço em tempo real do Estadão Conteúdo, Makalu, Geribá, Laplace e Mapa estão se posicionando para concorrer com a IG4 com propostas para assumir dívidas de credores. A companhia está renegociando R$ 64,7 bilhões em dívidas, grande parte delas compostas por bonds, papéis emitidos lá fora.
As ações da subsidiária da Cosan abriram o dia em alta. Por volta das 10h30, os papéis subiam 7,14%.
Uma das propostas do plano de recuperação extrajudicial da companhia, homologado na semana passada, prevê a conversão de 45% das dívidas em ações, agora com um valor de mercado baixo. Ela já obteve a adesão de credores que representam mais de 80% dos créditos abrangidos pelo plano.
Com essa conversão, os credores passarão a possuir 80% do capital social da joint venture entre Shell e Cosan.
Ainda de acordo com o Broadcast, a ideia é que, dependendo do valor e forma de aquisição dos créditos, aqueles que emprestaram dinheiro à Raízen poderiam recuperar um valor maior de recursos e reduzir o desconto da troca.
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Também está no radar que a conversão das dívidas resulte em uma corporação sem controle definido, tendo em vista a diversidade de credores, o que pode impactar a governança e gestão da Raízen.
De acordo com uma das fontes ouvidas pelo Broadcast, bancos têm potencial para ficar com um volume maior de ações da companhia, e poderiam ter mais cadeiras no conselho de administração.
Vale pontuar que essas cinco gestoras são conhecidas pela atuação com ativos problemáticos, e teriam planos para reerguer a Raízen.
Segundo as fontes ouvidas, a Makalu visa avançar sobre os créditos concedidos às operações de açúcar e etanol, por conta de experiência com reestruturação no segmento. Já a Geribá Investimentos estaria de olho para os créditos relacionados às operações de combustíveis.
No caso da Laplace, as conversas estão voltadas para os bancos credores, com o intuito de viabilizar saídas em diferentes estruturas, incluindo a criação de um veículo para gestão das ações, de acordo com o jornal.
Depois de assumir o controle da Braskem (BRKM5), no início deste mês, a gestora de private equity IG4 apresentou uma oferta não vinculante pelos créditos da produtora de açúcar e etanol e distribuidora de combustíveis, segundo o jornal Valor Econômico.
A reportagem apurou com fontes que a gestora pretende adquirir 50% mais um dos créditos, tornando-se controladora da companhia após a reestruturação financeira.
A proposta vai ser apresentada aos credores da Raízen, em sua maioria detentores de títulos de dívida emitidos no exterior, debêntures e Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs).
Segundo o Valor, se não tiver a adesão de ao menos 50%, a IG4 não manterá a oferta. A intenção da gestora seria conduzir uma reestruturação financeira de forma organizada na Raízen, reduzindo a dispersão dos credores.
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