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Cuban destaca que empresas que não dominam inteligência artificial enfrentarão declínio, além de alertar sobre riscos em setores como mídia e varejo

O bilionário norte-americano Mark Cuban, antigo acionista principal do Dallas Mavericks, da NBA, e “tubarão” do Shark Tank, acredita que em breve “haverá dois tipos de empresas neste mundo: aquelas que são ótimas em inteligência artificial (IA) e todas as outras, que elas acabarão derrubando”.
Para o empresário, cuja fortuna é estimada pela Forbes em US$ 6 bilhões, empresas que não adotarem IA seguirão o mesmo caminho daquelas que ignoraram a internet, os celulares e os computadores décadas atrás.
A declaração foi feita durante uma conversa com o político Jeff Flake na Universidade Estadual do Arizona.
Cuban alerta, no entanto, que nem mesmo quem desenvolve inteligência artificial está seguro. Entre as empresas que disputam esse mercado hoje, poucas devem sobreviver.
No podcast Pioners of AI, ele comparou o momento atual ao início da internet. Na época, vários mecanismos de busca surgiram, mas o Google rapidamente assumiu a liderança, enquanto AltaVista e Ask Jeeves, por exemplo, desapareceram.
Na avaliação do empresário, os efeitos da IA e da economia também devem atingir outros segmentos nos próximos anos.
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Segundo Cuban, a IA já ameaça escritores e editores, mas o impacto irá além. Para ele, a tecnologia também enfraquece a mídia tradicional ao facilitar a produção de textos, vídeos e áudios.
O resultado é que, se você for criativo, não precisa mais depender de terceiros para produzir conteúdo. Isso elimina a barreira que protegeu as empresas de mídia tradicionais por décadas.
Em uma publicação no X, Cuban afirmou que, antes de investir em uma empresa, verifica o quanto ela depende da Amazon. Qualquer nível de dependência já é, para ele, um sinal de alerta.
Segundo o empresário, a plataforma pode aumentar taxas ou mudar o algoritmo sem aviso, o que pode comprometer um negócio de forma significativa.
Cuban também vê risco de uma recessão nos Estados Unidos nos próximos meses.
Se o governo reduzir os gastos, empresas que dependem de subsídios ou de contratos públicos podem enfrentar dificuldades.
Algumas, segundo ele, talvez nem sobrevivam até uma eventual recuperação da economia.
Se a previsão de recessão se confirmar, os efeitos devem ser maiores em pequenas cidades e áreas rurais.
Cuban afirma que pequenos negócios têm menos recursos para atravessar uma crise prolongada do que grandes empresas.
Por isso, setores como varejo, hotelaria e saúde estariam entre os mais vulneráveis.
Cuban acredita que qualquer pessoa pode criar uma marca no setor de restaurantes, bebidas alcoólicas ou moda.
Ainda assim, esses mercados costumam ser os primeiros a sentir os efeitos de uma desaceleração da economia.
Os restaurantes enfrentam custos maiores com mão de obra, aluguel e alimentos justamente quando os consumidores reduzem gastos não essenciais.
Na moda, o desafio é acompanhar mudanças rápidas nas tendências, enfrentar a concorrência e evitar estoques que podem perder valor antes de serem vendidos.
*Sob supervisão de Ricardo Gozzi.
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