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Em fato relevante, a empresa comunicou ao mercado sua decisão de aceitar a proposta da MAK Capital Fund LP. e da Lumina Capital Management.
A Oncoclinicas (ONCO3) ganhou um respiro para pagar dívidas com fornecedores e regularizar o tratamento aos pacientes contra o câncer.
Em fato relevante, a empresa comunicou ao mercado sua decisão de aceitar a proposta da MAK Capital Fund LP e da Lumina Capital Management, de R$100 . O fundo norte-americano tem 6,31% da empresa de saúde.
Com esse dinheiro, a companhia poderá realizar a compra de medicamentos da OncoProd, sua principal fornecedora, que vinha limitando as vendas em meio aos problemas de caixa enfrentados pela Oncoclínicas.
A ideia é pagar os débitos com fornecedores e retomar os atendimentos aos milhares de pacientes, a maioria vinda de planos de saúde, que tiveram seus tratamentos adiados nas últimas semanas.
Como condição de aceite da proposta, o presidente da empresa, Bruno Ferrari, deixa seu cargo como vice-presidente do conselho de administração. Ele já havia renunciado ao cargo de CEO em fevereiro.
No seu lugar, ficará Mateus Affonso Bandeira. Já Carlos Gil Moreira Ferreira foi eleito para a posição de presidente do conselho, no lugar de Marcelo Gasparino da Silva, que renunciou ainda neste mês.
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O alívio temporário, no entanto, não resolve totalmente a situação da companhia.
Com o fim das negociações entre a rede de atendimento oncológico, o Fleury (FLRY3) e a Porto (PSSA3) para a criação de uma nova empresa, é necessário buscar alternativas para sua baixa liquidez.
A crise do Banco Master, onde estava parte relevante do caixa da Oncoclínicas, e a inadimplência da Unimed FERJ também reduziram seu caixa no ano passado.
O JP Morgan destaca que a injeção de capital já era esperada, especialmente após a medida cautelar que suspendeu o vencimento antecipado de dívidas e outras cláusulas relacionadas a passivos.
“A proposta também abre caminho para uma capitalização, sobretudo após a retirada da proposta Fleury e Porto Seguro”, pondera a equipe de analistas liderada por Joseph Giordano.
Por volta de 12h30 (horário de Brasília), as ações ONCO3 subiam 5,04%, cotadas a R$ 1,46.
Na leitura do JP Morgan, embora o custo da dívida dessa operação possa ser elevado (termos não divulgados), ela ainda indica uma potencial capitalização no nível da ONCO3, juntamente com uma reestruturação adicional da dívida.
“Além disso, a saída de Bruno Ferrari tende a ser bem recebida pelo mercado, pois promove renovação no conselho e melhorias de governança, especialmente no contexto de um possível novo investidor financeiro, que deve trazer mudanças estratégicas e maior disciplina de capital — algo que deve se refletir no conselho”, avaliam os analisas do banco.
A Oncoclínicas realizará sua assembleia de acionistas em 30 de abril. A expectativa do JP morgan é nessa datam tenham atualizações sobre a proposta da MAK Capital e maior clareza sobre a nova composição do conselho.
O banco mantém recomendação Underweight (equivalente à venda) para as ações da Oncoclínicas.
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