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Empresa dá novos passos na reestruturação e melhora indicadores no ano, mas não escapa de um trimestre negativo; veja os números

Depois de um ano tentando recolocar a casa em ordem, a Marisa (AMAR3) começa a dar sinais de que o plano está funcionando, mas ainda longe de um final confortável.
A varejista encerrou 2025 com avanços relevantes na operação, redução expressiva do prejuízo anual e melhora consistente de margens.
Ainda assim, o quarto trimestre (4T25) trouxe um resultado incômodo, já que o caminho da recuperação segue irregular.
Entre outubro e dezembro, a rede de vestuário voltou ao vermelho, com prejuízo líquido de R$ 70,2 milhões, revertendo o lucro de R$ 5,7 milhões registrado um ano antes.
O resultado operacional também perdeu força nos últimos meses de 2025. O Ebitda — indicador que mensura a capacidade de geração de caixa operacional de um negócio — somou R$ 67,2 milhões no período, queda de 44% na comparação anual.
Enquanto isso, a receita líquida recuou 2,2%, para R$ 458,1 milhões, refletindo uma estratégia deliberada de priorizar rentabilidade em vez de crescimento a qualquer custo.
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Apesar disso, as ações AMAR3 operam em estabilidade nesta quarta-feira (1º). No acumulado do ano, a performance ainda é negativa, com queda superior a 12% na B3 desde janeiro.
Se o trimestre trouxe ruído, o ano cheio conta uma história diferente. No acumulado de 2025, a Marisa conseguiu reduzir o prejuízo líquido para R$ 59,9 milhões — uma melhora de 81% em relação às perdas de R$ 315,8 milhões registradas em 2024.
A evolução veio acompanhada de um avanço expressivo no resultado operacional. O Ebitda saltou 198,6% no ano, para R$ 366,8 milhões, com expansão de 15,9 pontos porcentuais na margem.
A receita líquida também cresceu, ainda que de forma moderada: alta de 6,5%, para R$ 1,48 bilhão.
Segundo a companhia, o desempenho reflete uma execução mais disciplinada ao longo do ano, com foco em eficiência operacional e melhoria de processos.
“Em 2025, a companhia avançou de forma consistente na execução de suas prioridades estratégicas, com foco no aumento da eficiência operacional, no fortalecimento da disciplina de gestão e na melhoria contínua dos processos”, afirmou o CEO, Edson Garcia, em nota no balanço.
A recuperação da Marisa não veio de um único fator, mas de uma combinação de ajustes operacionais e reposicionamento comercial.
Um dos principais vetores foi o fortalecimento da relação com a base de clientes. A empresa registrou crescimento de 13,9% no número de novas consumidoras e avanço de 32,6% na base de clientes recorrentes — aquelas que realizaram mais de cinco compras nos últimos 12 meses.
Esse movimento ajudou a sustentar a retomada de receita e a dar mais previsibilidade ao negócio, segundo a varejista.
Ao mesmo tempo, a companhia avançou na integração da operação e na eficiência da execução.
“Consolidamos uma operação mais integrada, com maior agilidade na tomada de decisão e eficiência na execução, estabelecendo bases mais sólidas para sustentar crescimento com rentabilidade nos próximos ciclos”, disse o CEO.
Apesar dos avanços operacionais, o resultado final de 2025 ainda carrega o peso da estrutura de capital, segundo a Marisa.
“Ainda refletimos o impacto das despesas financeiras ligadas à estrutura de capital”, reconheceu a companhia no balanço.
Esse efeito também aparece no endividamento. A dívida líquida encerrou 2025 em R$ 277,3 milhões, um salto relevante frente aos R$ 29,7 milhões de um ano antes.
Segundo a Marisa, o aumento está ligado à captação de recursos para financiar iniciativas estratégicas, como investimentos em lojas, marketing e capital de giro.
“Trata-se de um endividamento com o objetivo de expandir e manter o crescimento, complementando a geração de caixa”, afirmou a empresa.
Ainda assim, a alavancagem permaneceu sob controle, em 0,8 vez a relação entre dívida líquida e Ebitda — um nível considerado confortável pelo mercado.
A nova fase da Marisa (AMAR3) passa por uma mudança de foco: menos crescimento acelerado, mais rentabilidade.
O reposicionamento mira principalmente a consumidora de menor renda, com ajustes em preços, sortimento e proposta de valor.
Além disso, a varejista tem buscado novas avenidas de crescimento. Um dos destaques é o segmento infantil, que avançou 53% em 2025 e já responde por cerca de 15% da receita, ganhando relevância na estratégia e ajudando a atrair um público mais jovem.
Os investimentos (capex) da Marisa somaram R$ 18,9 milhões no ano, com foco em tecnologia, modernização de lojas e melhorias na cadeia de suprimentos.
Internamente, a leitura é de que a fase mais crítica ficou para trás, mas o trabalho está longe de concluído. “Foi um trabalho de turnaround que começou lá atrás. Colocamos o trem no trilho e agora é manter disciplina e consistência”, afirmou o CEO da Marisa.
Na prática, a Marisa parece ter deixado a fase de reestruturação mais pesada em 2024, avançado para um estágio de estabilização em 2025 e agora tenta entrar em um novo ciclo, focado em rentabilidade sustentável.
“Encerramos o ano com uma estrutura mais eficiente, maior competitividade e fundamentos mais sólidos para sustentar crescimento no longo prazo. Seguimos focados na continuidade da agenda estratégica”, disse o CEO.
*Com informações do Estadão Conteúdo.
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