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Banco do Brasil (BBAS3) entra na lista dos piores resultados do trimestre, enquanto Prio (PRIO3) bombou

Empresas ligadas a commodities e energia surfaram o cenário favorável do petróleo e da alta dos preços de energia. Já as companhias dependentes da economia doméstica seguiram pressionadas

Ação do Banco do Brasil (BBAS3) como urso na bolsa
Imagem: Sora / ChatGPT

Enquanto empresas ligadas a commodities continuam surfando um ambiente favorável, companhias mais dependentes da economia doméstica não conseguiram se desvencilhar dos juros elevados. Esse é o diagnóstico do BTG Pactual sobre safra de resultados corporativos do primeiro trimestre de 2026.

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Do lado dos bancos, a maior parte das instituições financeiras conseguiu crescer em relação ao ano passado, mas os resultados vieram abaixo das expectativas do BTG. O principal ponto negativo foi o Banco do Brasil (BBSA3). Veja o que aconteceu com o banco nesta reportagem.

“À primeira vista, os resultados excluindo Petrobras (PETR4) e Vale (VALE3) parecem sólidos. Receitas, Ebitda (lucro antes de juros, impostos depreciação e amortização) lucro líquido vieram 1%, 0,3% e 1,6% acima de nossas projeções, respectivamente”, escreve o time de análise em relatório.

Sem contar as duas maiores gigantes da bolsa, os números aceleraram em relação aos três últimos meses de 2025, com avanço de 8,9% nas receitas e 13,8% no Ebtida, ante crescimento de 5,4% em ambas as linhas no trimestre anterior.

O lucro líquido também melhorou, subindo 7,7% após queda de 6,4% no trimestre imediatamente anterior. De acordo com o time de análise, qualitativamente, os resultados dos três primeiros meses do ano permaneceram amplamente estáveis na comparação anual, com uma modesta melhora sequencial.

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“A parcela de resultados considerados fortes ficou em 37%, em linha com o ano passado e acima dos 33% registrados no quarto trimestre, enquanto a fatia de resultados fracos ficou em 29%, também em linha com o ano passado e ligeiramente acima dos 27% observados no último trimestre do ano passado”, diz o time de análise.

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De um lado, petróleo, gás e utilities voltaram a puxar os resultados positivos da temporada. Do outro, varejo, alimentos e bancos mais expostos ao crédito doméstico sofreram mais.

Commodities seguraram as pontas

O setor de óleo e gás foi um dos grandes destaques do trimestre. Segundo o BTG, o lucro líquido das empresas do segmento mais do que dobrou na comparação anual, com alta de 102,6%.

O ambiente favorável para commodities ajudou especialmente empresas ligadas ao petróleo, beneficiadas por preços mais altos do Brent no período em razão da guerra no Oriente Médio.

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A Prio (PRIO3) foi o principal destaque individual, com avanço de 123,6% no lucro. Vibra (VBBR3) e Ultrapar (UGPA3) também apresentaram crescimento expressivo nos ganhos.

O setor de Utilities também mostrou força nas receitas, impulsionado pelo desempenho da Axia (AXIA3), cuja receita avançou 19,7% na comparação anual em um ambiente de preços elevados de energia, além da Copel (CPLE3), que registrou alta de 20%, especialmente em sua divisão de geração.

Já no setor de locação de veículos e logística, a Localiza (RENT3) chamou atenção pelo crescimento acelerado das receitas. A companhia ampliou as vendas de seminovos para 95 mil carros no trimestre, contra 75 mil um ano antes, e ainda melhorou as margens desse segmento.

Além do Banco do Brasil, quem mais sofreu

Segundo o BTG, o lucro líquido do varejo despencou 87,5% na comparação anual, com a maior parte das empresas reportando resultados inferiores aos do primeiro trimestre de 2025.

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O banco destaca que, apesar de algumas companhias ainda conseguirem mostrar crescimento de receita e Ebitda, o ambiente macroeconômico continua pressionando a última linha dos balanços, especialmente entre empresas mais expostas aos juros elevados e às despesas financeiras.

O relatório também mostra que, dos 17 setores acompanhados pelo banco, 16 registraram crescimento de receita na comparação anual.

Mas o avanço das vendas não foi suficiente para resolver o principal problema das empresas domésticas: transformar crescimento operacional em lucro em um ambiente ainda marcado por juros altos e crédito mais caro.

O segmento de alimentos e bebidas foi um dos destaques negativos. O Ebitda consolidado do setor caiu 12,3% na comparação anual, uma retração nominal de R$ 2,6 bilhões.

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A principal responsável pelo desempenho fraco foi a JBS (BDR: JBSS32), cujo Ebitda recuou 33,3% em relação ao mesmo período do ano passado, uma queda de R$ 3 bilhões.

Segundo o BTG, como a JBS possui peso relevante dentro do setor, o resultado mais fraco da companhia acabou tendo um impacto proporcionalmente elevado sobre os números consolidados de alimentos e bebidas, como já era esperado pelos analistas.

Na linha do lucro líquido, o desempenho do setor também foi pressionado pelo frigorífico. O lucro consolidado de alimentos e bebidas caiu 73,2% na comparação anual, o equivalente a uma retração de R$ 1,9 bilhão.

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