O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Após frustração com o precatório bilionário, Wilson Bley detalha como decisão pode afetar dividendos e comenta as perspectivas para o futuro da companhia
A Sanepar (SAPR11) levou um choque em março — e o mercado sentiu. A companhia, controlada pelo governo do Paraná e listada na bolsa desde 2002, viu suas ações reagirem negativamente a uma decisão que frustrou expectativas de dividendos robustos.
O motivo: uma proposta da agência reguladora estadual (Agepar) para destinar cerca de R$ 4 bilhões de um precatório diretamente aos consumidores, e não ao caixa da empresa.
A leitura do mercado era de que esse valor poderia turbinar o pagamento de dividendos extraordinários. Resultado: os papéis chegaram a cair quase 7% no dia do anúncio.
Mesmo com a turbulência recente, a Sanepar ainda sobe 17,8% em 2026. Mas fica para trás em relação ao Ibovespa, que acumula alta de 23,3% no mesmo período.
Em entrevista ao Money Times, o CEO da companhia, Wilson Bley deixou claro que o destino desse precatório era peça-chave na equação dos proventos extras.
Leia Também
Segundo ele, a expectativa da companhia era manter a regra anterior, que dividia os recursos em 75% para redução de tarifas e 25% para a empresa, abrindo espaço para reforçar a distribuição aos acionistas.
Diante da negativa, resta a empresa tentar pleitear que valha a solução estabelecida quando foi feito o registro contábil.
“É o dever do gestor que o mínimo que pode ser apropriado seja aquilo que colocamos nos nossos registros contábeis quando valia a regra de 75%-25%”, disse o CEO.
A decisão sobre o precatório enterra os planos de dividendo extraordinário, pois, segundo Bley, era o único recurso na mesa para isso.
“Quem sabe, no futuro, a Sanepar possa ganhar outra ação, ter a venda de algum ativo que gere outro resultado adicional para a empresa, que possa ser distribuído”, apontou.
Fonte: RocketTrader e B3, até 08/04/2026
Presente em um setor perene, o de saneamento, a Sanepar sempre foi vista pelos investidores como uma boa alternativa para renda passiva, dividindo o pódio com a concorrente Copasa (CSMG3). Isso apesar de uma certa “modéstia” nos pagamentos.
Nos últimos cinco anos, dados da RocketTrader indicam que o dividend yield médio (retorno em dividendos) da companhia foi de 6,53%, levemente acima das pagadoras da bolsa.
A companhia também concentrava seus pagamentos uma vez ao ano, sempre em junho, o que deixava a desejar para boa parte dos investidores.
Segundo o CEO, a empresa gosta de trabalhar com o patamar de 30% do lucro líquido distribuído em dividendos. “É um número muito razoável para nós”, diz.
O objetivo, segundo ele, é manter esse patamar pelo menos até 2029, mas isso pode mudar. “É claro que essa política não é imutável. Quem sabe no futuro o payout possa ser maior, de 50%. Mas não é algo que esteja sendo planejado hoje”, pontua.
Bley destaca, ainda, que decisões de remuneração dependem também do controlador.
Contudo, faz a ressalva de que os dividendos ordinários não devem ter alterações abruptas, porque a companhia se planejou e tem geração de caixa e condições financeiras para cumprir o equilíbrio entre investimentos e proventos.
A conta da empresa inclui R$ 13 bilhões em investimentos que a Sanepar deve fazer até 2030, embora a perspectiva seja conquistar as metas de universalização de serviços de saneamento e esgoto até 2029.
Também está na mira um endividamento equacionado em torno de 0,6x Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização).
Bley destaca que, até o momento, a Sanepar já investiu R$ 9,5 bilhões. Segundo ele, as parcerias público-privadas (PPS) têm auxiliado a companhia a prover cidades que não possuem esgotamento sanitário, e isso é uma prova de que a Sanepar é eficiente, apesar do controle estatal.
A meta de R$ 13 bilhões, para ele, é confortável e simples de ser alcançada. “Nós temos velocidade. No último ano, colocamos R$ 2,7 bilhões em novas obras, duas ou três vezes mais do que a média”, comenta.
Para ele, o acréscimo nos investimentos beneficia diretamente o investidor, porque traz lucro, receita e dividendos para a empresa. “Na medida que eu acompanho o desenvolvimento do Estado, tenho mais economia e gero mais receitas”, diz.
O CEO também descartou o interesse da Sanepar em ser totalmente privatizada, diferentemente de pares como a Copasa, que caminham rumo a essa estratégia. Para Bley, a visão é clara: uma empresa que tem eficiência e entrega um bom serviço não precisa de privatização.
“Temos eficiência e estamos cumprindo as metas para o marco legal de universalização de esgoto de forma acelerada. O que se projeta para 2033 vamos entregar até 2029 ou máximo 2030”, aponta.
Ele lembra ainda que, quando assumiu o cargo de CEO, questionou o governador se a companhia seria privatizada, porque era um desafio que ele não gostaria de assumir.
Segundo o CEO, o discurso privatista é uma pressão do mercado financeiro, que vê na privatização uma ponte para destravar valor e pagar dividendos mais robustos.
“Eu converso com muitas operadoras de mercado que falam que nosso valor é de R$ 13 bilhões, mas, levando em conta uma privatização, ficaria entre R$ 20 bilhões e R$ 30 bilhões”, diz.
Bley reforçou ainda que, por ser “uma das empresas mais eficientes do saneamento brasileiro”, isso blinda a companhia em caso de troca de comando político no Estado — ou até caso fosse transformada em uma corporation, com o governo vendendo sua participação no negócio.
Na visão da Empiricus Research, porém, este cenário pode não estar assim tão bem definido.
“Esse cenário [de redução da participação do governo na companhia] ganha ainda mais força em uma eventual vitória de um candidato de centro/direita, que é exatamente o cenário que está se desenhando no Paraná”, escreveram os analistas.
“De acordo com as pesquisas mais recentes, Sérgio Moro (União) aparece muito à frente em todos os cenários, o que aumenta as chances de uma direção mais alinhada aos interesses dos acionistas, seja por uma abordagem mais voltada ao ganho de eficiência, seja pelo início das discussões sobre privatização”, afirmaram em relatório no começo de abril.
Sobre concessões, Bley frisou que a companhia busca sair do Paraná e oferecer sua expertise em outros lugares — até em outros países, como Paraguai, Honduras e Argentina —, o que geraria uma fonte de receita extra.
“A Sanepar tem 63 anos de história que trouxeram muita experiência para nós, conhecimento que não pode ser desperdiçado. Comparado a muitas empresas de saneamento aqui no Brasil, sem falsa modéstia, acho que a Sanepar é a melhor.”
*Com informações do Money Times
Nova “Regra dos 50” aumenta dúvidas dos investidores no curto prazo, mas, para analistas, há espaço para ações saltarem nos próximos meses
Após tempestade perfeita da petroquímica nos últimos meses, banco norte-americano vê virada e eleva recomendação de BRKM para compra. O que está por trás da visão otimista?
As perdas vieram maiores do que o esperado por investidores e analistas e, nesta manhã, as ações estão em queda; quando a empresa voltará a crescer?
Cartão Itaú Private World Legend Mastercard é focado em clientes com pelo menos R$ 10 milhões investidos e oferece benefícios em viagens, gastronomia e entretenimento
Um dos principais acionistas da empresa, o fundo Magnólia FIP iniciou estudos para deixar o bloco controlador da rede de depilação a laser
Em entrevista ao Seu Dinheiro, Jonas Marques afirma que a rede cearense retomou expansão e que os medicamentos GLP-1 são a aposta da vez
O consenso de mercado compilado pela Bloomberg apontava para lucro líquido de R$ 30,684 bilhões no período; já as estimativas de proventos eram de R$ 2,4 bilhões
Medidas estudadas pela Casa Branca para ampliar importações de carne bovina deram fôlego às ações da companhia e movimentaram o setor frigorífico
Para Renato Cohn, primeira abertura de capital desde 2021 pode destravar o mercado brasileiro — e banco vê apetite mesmo com juros altos e tensão global
Ações da mineradora avançam mesmo com o mau humor dominando a bolsa brasileira nesta segunda-feira (11)
Lucro acima do esperado não impede queda das units do banco neste pregão; confira o que dizem os analistas sobre o resultado
Primeira parcela faz parte do pacote de R$ 4,3 bilhões aprovado pela elétrica para remunerar acionistas em 2026
Nova estratégia combina crescimento acelerado com ROE em alta, e coloca o banco em um novo patamar de cobrança; veja os detalhes
Além da Fast Shop, o Ministério Público identificou mais empresas que foram beneficiadas pelo esquema, incluindo a Ultrafarma
Com crescimento equilibrado entre móvel, fibra e digital, Telefônica Brasil entrega lucro de R$ 1,2 bilhão no 1T26; veja os destaques do resultado
O balanço do BTG trouxe lucro em expansão e rentabilidade em alta; confira os principais números do trimestre
Mercado espera crescimento da receita, Ebitda bilionário e mais uma rodada de proventos para os acionistas da estatal; confira as projeções
A semana teve mudanças relevantes em Axia Energia (AXIA3), Tenda (TEND3) e Cemig (CMIG4)
Ex-presidente da B3 e ex-diretor do Santander, Gilson Finkelzstain foi escolhido em março para substituir Mario Leão no comando do banco no Brasil
Nesta sexta-feira (8), as ações da estatal completaram cinco sessões de quedas consecutivas, acompanhando a forte desvalorização do Brent na semana