Minerva (BEEF3) ainda promete quase 30% de alta — mas XP decide ligar sinal amarelo antes do balanço do 4T25. Ação ainda vale o risco?
Preço-alvo cai e corretora alerta para riscos crescentes no curto prazo; veja o que está em jogo no 4T25, segundo os analistas

A Minerva (BEEF3) entrou na mira da XP Investimentos — e saiu com um sinal amarelo. Nesta terça-feira (24), a corretora aplicou um “golpe duplo” na tese de investimento do frigorífico: reduziu o preço-alvo para a ação e rebaixou a recomendação.
Com o downgrade, a XP decidiu colocar BEEF3 na geladeira. A classificação para os papéis passou de compra para neutra.
A expectativa dos analistas para ganhos com as ações do frigorífico também encolheu. O preço-alvo caiu de R$ 8,40 para R$ 7,20 ao fim de 2026.
Mesmo assim, o número ainda embute um potencial de valorização próximo de 30% em relação ao último fechamento.
As ações da Minerva reagem negativamente ao rebaixamento na sessão desta terça-feira. Na primeira hora do pregão, BEEF3 liderava as perdas do Ibovespa, com queda de 3,90% por volta das 10h40, a R$ 5,42.
Minerva (BEEF3) na berlinda? O que mudou na tese
Há dois principais motivos que explicam os cortes da XP para a tese de Minerva (BEEF3).
Leia Também
De um lado, está a expectativa de um quarto trimestre fraco. De outro, uma relação entre risco e retorno que já não parece tão sedutora quanto há alguns meses.
Embora os analistas sigam construtivos com o pano de fundo de longo prazo — especialmente diante da persistente escassez global de carne bovina —, o diagnóstico para o curto prazo é mais cauteloso.
O que esperar do balanço da Minerva no 4T25?
O balanço do 4T25 será divulgado no dia 18 de março, após o fechamento do mercado. E a XP resume o que espera em três palavras: “um trimestre fraco”.
A corretora revisou para baixo suas projeções de Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) — indicador que mede a geração potencial de caixa operacional de um negócio.
As estimativas para 2026 foram cortadas em 7%, enquanto as de 2027 recuaram 6%, agora mais conservadoras do que sugere o consenso de mercado.
O que pesa no radar
A XP vê um conjunto de fatores que pode limitar os catalisadores para uma reprecificação positiva das ações BEEF3 no curto prazo.
No cenário externo, as salvaguardas chinesas — principal destino das exportações do setor de frigoríficos — e as incertezas em torno das cotas de exportação seguem como pontos de atenção.
Como a Minerva tem forte atuação em exportação, qualquer mudança nas regras do comércio internacional impacta diretamente suas receitas e margens.
Além disso, os analistas mencionam o risco de overhang — um excesso potencial de oferta em relação à demanda — que pode pressionar resultados e reduzir o espaço para surpresas positivas.
No Brasil, o ambiente também limita o otimismo. A XP avalia que o consumo doméstico pode estar mais fraco do que o esperado, ao mesmo tempo em que o setor se aproxima de uma possível virada no ciclo do gado.
Ainda há dúvidas sobre a magnitude da alta no preço do boi — variável crucial para as margens da companhia.
Há também o fator câmbio. Um real mais forte frente ao dólar reduz a competitividade das exportações e pode comprimir receitas quando convertidas para a moeda local.
BEEF3 já não vale mais o risco?
No fim das contas, a discussão debate volta para o valuation.
Para os analistas, o papel negocia hoje a 4,6 vezes o valor de firma sobre o Ebitda (EV/Ebitda) projetado para 2026, com um FCF yield (indicador que mostra quanto dinheiro vivo a empresa gera em relação ao seu preço) de 10,8%.
Os múltiplos não parecem exagerados, mas, na avaliação da XP, também não compensam os riscos crescentes no horizonte.
"Em nossa visão, o valuation atual não oferece um perfil de risk‑reward atrativo”, diz a corretora.
FORA DO AR
Bons resultados da Netflix (NFLX) vêm de ‘ajuste de última hora’, e futuro preocupa, diz analista; veja os números
21 de outubro de 2026 - 14:07OPORTUNIDADE OU ARMADILHA
O pior já passou? Bradsaúde (SAUD3) encara custos maiores e lucro pressionado no 3T26. É hora de fugir ou comprar?
21 de outubro de 2026 - 11:13PRÉVIA DO BALANÇO
Bradesco (BBDC4) chega ao balanço com quase R$ 10 bilhões a mais no caixa, mas ainda precisa convencer que a virada veio para ficar
21 de outubro de 2026 - 6:13DE OLHO NA SELIC
Vamos (VAMO3) já subiu 106% no ano com a ajuda do trade eleitoral. Ainda há espaço para ganhar mais?
20 de outubro de 2026 - 18:45PÁGINA VIRADA
Americanas (AMER3) vira a página da recuperação judicial, mira nova fase e dispara 25% na B3; o que esperar da varejista?
20 de outubro de 2026 - 17:23NEGÓCIO DA CHINA?
Inter (INTR) ri, enquanto Wiz (WIZC3) chora: entenda a operação que fez as ações de seguradora despencarem 20%
20 de outubro de 2026 - 16:25Saiu caro demais?
Ânima (ANIM3) fecha parceria com o Einstein, mas preço acende alerta entre analistas e ações caem mais de 11% na B3; entenda
20 de outubro de 2026 - 16:09PRÉVIA DOS BALANÇOS
Nem todo bancão vai sair ileso: o que esperar dos balanços de Itaú, Bradesco, Santander e Banco do Brasil no 3T26
20 de outubro de 2026 - 6:12CONTA EM ABERTO
Raízen (RAIZ4): recuperação extrajudicial avançou, mas credores estão longe de saber quanto vão recuperar no fim do processo, diz BB Investimentos
17 de outubro de 2026 - 15:02NOVA FASE
Tem ações da Braskem? Nova oferta da controladora permite venda dos papéis, mas nem todo acionista pode participar; entenda
17 de outubro de 2026 - 11:01FIQUE POR DENTRO
A noite na bolsa: os anúncios de Cosan (CSAN3), Rede D´Or (RDOR3), XP(XPBR31) e mais
16 de outubro de 2026 - 19:51APOSTA RENOVADA
O Itaú (ITUB4) quer mais energia: bancão injeta mais R$ 1,77 bilhão em subsidiária da Eneva (ENEV3)
16 de outubro de 2026 - 11:09FORA DE CIRCULAÇÃO
Banco Central decreta liquidação da cooperativa de crédito Credipaiva após “grave violação” de regras
16 de outubro de 2026 - 9:26MERCADO EM EXPANSÃO
Rival da B3 quer estrear em 2027 e promete reduzir custos e ampliar opções para quem investe em ações, ETFs e FIIs
15 de outubro de 2026 - 17:10DOS MIMOS ÀS PROTEÍNAS
Black Friday 60% maior: como o iFood quer provar de vez que não é mais um aplicativo de entregas de refeições
15 de outubro de 2026 - 16:35ATENÇÃO, INVESTIDOR
INBR32 dá adeus à B3: prazo para decidir o destino dos BDRs do Inter termina nesta sexta-feira; veja as opções
15 de outubro de 2026 - 10:50ESTRUTURAS INTACTAS
O negócio caiu, mas a ação subiu: por que a disparada dos distratos não assusta os investidores de Tenda (TEND3) e Cury (CURY3)
15 de outubro de 2026 - 6:06ATENÇÃO, ACIONISTA!
Dividendos e JCP: dona da Vivo (VIVT3) vai distribuir R$ 450 milhões em proventos; confira os prazos
14 de outubro de 2026 - 19:14EM MEIO À EUFORIA
O Bradesco saiu de moda na bolsa? O rali eleitoral tem seus queridinhos — e BBDC4 ficou de escanteio
14 de outubro de 2026 - 19:03PARA ALÉM DAS ACADEMIAS