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Analistas dizem que o turnaround funcionou — mas o mercado já parece ter colocado essa melhora na conta; veja a tese
Quem calçou as ações da Alpargatas (ALPA4) nos últimos 12 meses não tem do que reclamar. A dona da marca Havaianas engatou uma corrida de tirar o fôlego na bolsa brasileira, acumulando uma valorização de quase 120% em um ano.
Mas, depois desse sprint acelerado, os analistas do Citi acreditam que chegou o momento de diminuir o ritmo e respirar.
Em relatório divulgado nesta terça-feira (10), o banco rebaixou a recomendação das ações ALPA4 de compra para neutro.
Não porque a empresa tenha saído do caminho do turnaround, mas porque, na visão do banco, o mercado já parece ter precificado grande parte dessa recuperação.
As ações ALPA4 operam em queda após o rebaixamento. Por volta das 14h15, os papéis caíam 1,58%, cotados a R$ 12,47.
Para os analistas, o ponto central da mudança de visão não está exatamente no desempenho operacional da empresa.
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Segundo o banco, a Alpargatas vem executando bem o plano de reestruturação. O problema é que o preço da ação passou a refletir grande parte desse progresso, enquanto alguns novos riscos começam a aparecer no horizonte.
O principal gatilho para a revisão da recomendação foi o resultado do quarto trimestre de 2025 (4T25), que trouxe sinais mistos.
De um lado, a operação mostra sinais claros de recuperação. De outro, os custos começaram a subir com mais força do que o esperado.
Parte dessa pressão veio de uma decisão estratégica da companhia: investir mais na marca Havaianas.
No Brasil, os gastos com marketing saltaram 85% na comparação anual, em uma tentativa de fortalecer a presença da marca e acelerar as vendas no varejo.
A estratégia funcionou do ponto de vista comercial. O chamado sell-out — a venda na ponta final para o consumidor — mostrou melhora, indicando que a demanda pelos produtos segue firme.
O problema, segundo o Citi, é que o tamanho desses investimentos surpreendeu negativamente.
As despesas operacionais, que incluem marketing, administrativas e comerciais (SG&A), vieram acima do esperado pelos analistas, o que acabou anulando parte dos ganhos vindos do crescimento da receita.
Outro ponto que passou a chamar a atenção dos analistas está nos custos de produção.
Grande parte das matérias-primas usadas na fabricação dos chinelos da companhia deriva do petróleo. Entre elas estão butadieno e estireno, dois insumos fundamentais na composição do material utilizado nos produtos.
Essas commodities vêm registrando forte valorização recentemente, em meio à escalada do petróleo.
Segundo o Citi, esses dois insumos representam aproximadamente 25% do custo de produção da Alpargatas, o que significa que movimentos prolongados de alta podem pressionar as margens da empresa.
No curto prazo, porém, o impacto deve ser limitado. A companhia afirmou que está bem abastecida de matérias-primas até meados de 2026, o que deve proteger os resultados ao longo do primeiro semestre.
A preocupação aparece mais adiante. Para o segundo semestre, o Citi projeta um aumento de cerca de 8% no custo por par produzido, o que poderia reduzir a margem bruta em cerca de um ponto percentual.
Não exatamente. Apesar do rebaixamento da recomendação, o Citi reconhece que a empresa executou bem a reestruturação iniciada nos últimos anos.
A companhia conseguiu reduzir estoques, melhorar o capital de giro e simplificar a operação internacional — um segmento que enfrentou dificuldades no passado e que, segundo as projeções do banco, deve voltar a ser lucrativo em 2026.
“Continuamos construtivos sobre a história de turnaround da Alpargatas, que agora está relativamente concluída”, afirmam os analistas, em relatório.
O problema, do ponto de vista do investidor, é que grande parte desse valor já foi capturada no mercado.
Depois desse rali, o principal ponto de atenção passou a ser o valuation. Hoje, a Alpargatas negocia a cerca de 12 vezes o lucro projetado para 2026 (P/L).
Na avaliação do Citi, esse múltiplo coloca a empresa em um perfil de risco-retorno mais equilibrado, sem uma margem clara de valorização adicional no curto prazo.
Em outras palavras, a melhora operacional da companhia já parece amplamente refletida no preço das ações.
Mesmo com a recomendação neutra, há um fator que ainda ajuda a sustentar o interesse dos investidores: os dividendos.
Segundo o Citi, a Alpargatas oferece atualmente um dividend yield próximo de 7%, o que pode funcionar como uma espécie de amortecedor para a ação.
Ainda assim, para o banco, isso não é suficiente para sustentar uma recomendação de compra neste momento.
"A ação já refletiu essa melhora, na nossa visão. Embora vários desses fatores operacionais, além de dividendos/JCP, pareçam duráveis, agora vemos um perfil de risco‑retorno mais equilibrado, justificando o rebaixamento”, afirmou o Citi.
O preço-alvo foi mantido em R$ 13, o que implica uma tímida valorização potencial de 2,6% em relação ao último fechamento.
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