O que a Totvs (TOTS3) tem que as outras não têm? Goldman Sachs revela o principal motor da tese
Analistas acreditam que as mudanças no sistema tributário devem aumentar a demanda por soluções de ERP e beneficiar a companhia

Para o Goldman Sachs, a Totvs (TOTS3) reúne uma combinação que costuma chamar a atenção dos investidores: crescimento consistente, receitas recorrentes e novos vetores de expansão.
Foi com essa leitura que o banco iniciou a cobertura da companhia com recomendação de compra e preço-alvo de R$ 45 por ação. O valor representa um potencial de valorização de 33,8% em relação ao fechamento da última quarta-feira (3).
A avaliação positiva está apoiada principalmente na posição de liderança da Totvs nos segmentos de software de gestão, Enterprise Resource Planning (ERP) e Software as a Service (SaaS) para pequenas e médias empresas.
O principal motor da tese continua sendo a divisão de gestão, que deve responder por cerca de 90% da receita e 95% do Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) da companhia em 2025.
O Goldman Sachs projeta crescimento da receita em ritmo de dois dígitos médios nos próximos anos, impulsionado pela venda cruzada para a base atual de clientes, pelos reajustes atrelados à inflação e pela expansão gradual da carteira.
Nuvem, um dos principais vetores de crescimento da Totvs
Entre os fatores que sustentam essa expectativa está a migração para a nuvem.
Leia Também
Segundo os analistas do Goldman Sachs, Irma Sgarz, Felipe Rached e Gabriela Leme, a receita dessa operação avançou 33% em 2025 e já representa cerca de 15% da receita da divisão de gestão.
“A migração para a nuvem é uma importante avenida de crescimento. A receita da operação avançou 33% em 2025 e já representa cerca de 15% da receita da divisão de gestão”, afirmam em relatório.
De acordo com o banco, aproximadamente 40% dos clientes elegíveis já migraram para a T-Cloud. Além disso, soluções voltadas à preparação para inteligência artificial, como organização de dados, APIs e infraestrutura em nuvem, vêm ganhando participação nas receitas recorrentes da companhia.
Reforma tributária pode impulsionar demanda por sistemas
Outro ponto que reforça a tese de investimento é a reforma tributária.
O Goldman Sachs avalia que as mudanças previstas entre 2026 e 2033 devem exigir adaptações nos processos e sistemas das empresas brasileiras, criando oportunidades para fornecedores de ERP.
Na avaliação dos analistas, a Totvs larga na frente por já ter adequado suas soluções ao novo modelo tributário e participar de grupos de trabalho relacionados à implementação da reforma.
IA é mais oportunidade do que ameaça
Quando o assunto é inteligência artificial (IA), o banco vê mais oportunidades do que riscos no curto prazo.
A avaliação é que sistemas de ERP desempenham funções críticas dentro das empresas, exigem elevado grau de precisão e dificilmente serão substituídos por modelos de IA generativa.
Nesse contexto, o Goldman Sachs destaca a plataforma Lynn, lançada pela companhia em fevereiro de 2026 para orquestrar agentes de inteligência artificial dentro dos sistemas de gestão.
Apesar do potencial, os analistas reconhecem que a solução ainda está em estágio inicial de adoção e monetização.
Aquisição da Linx reforça a tese do Goldman
A aquisição da empresa de software Linx, anteriormente controlada pela Stone, também aparece como um dos pilares da recomendação.
O Goldman estima que a operação adiciona cerca de 20% à receita e 12% ao Ebitda da Totvs, além de abrir espaço para ganhos de eficiência, venda cruzada e captura de sinergias.
O banco também vê potencial para uma expansão significativa das margens da Linx ao longo dos próximos anos.
Embora reconheça que as ações negociam com prêmio em relação à média do mercado brasileiro, o Goldman Sachs considera que essa avaliação é justificável pela qualidade dos resultados, pelas margens elevadas e pelo forte crescimento esperado dos lucros.
A projeção do banco é de uma expansão anual de 28% no lucro por ação entre 2026 e 2028. Além disso, os analistas argumentam que o desconto atual da ação em relação ao nível dos juros de longo prazo sugere espaço adicional para valorização.
Entre os principais riscos, o relatório cita:
- uma desaceleração econômica que afete a demanda por software;
- maior competição de empresas nativas de inteligência artificial;
- dificuldades na integração de aquisições;
- desafios na execução da estratégia de venda cruzada, especialmente em negócios mais recentes, como RD Station e Linx.
NEGÓCIO EM ANDAMENTO
CSN (CSNA3): Agora vai? Venda da CSN Cimentos deve sair nas próximas 2 semanas, mas sem exclusividade, diz jornal
22 de outubro de 2026 - 17:58O QUE PESOU NO 3T26?
A conta chegou para a WEG (WEGE3): custos e tarifas dos EUA pressionam margens; veja o que diz a empresa
22 de outubro de 2026 - 17:18ALTA DE 22% EM DÓLAR
Petrobras (PETR4) supera gigantes globais e emplaca a maior valorização do setor em outubro. Além do petróleo, o que está por trás?
22 de outubro de 2026 - 16:42O QUE DIZEM OS ANALISTAS?
JBS (JBSS32): balanço do 3T26 deve ser fraco, mas bancos veem espaço para alta de até 41% nas ações
22 de outubro de 2026 - 14:22PÉ NO FREIO
Viagem tranquila da Motiva (MOTV3) ficou para trás: Citi corta recomendação para neutra e sobe preço-alvo; ação cai 2%
22 de outubro de 2026 - 13:31BEM RECEBIDO
Sinistralidade sobe, mas lucro fala mais alto: por que o balanço da Bradsaúde (SAUD3) agradou o mercado
22 de outubro de 2026 - 13:03NOVO CAPÍTULO
Outra reestruturação no radar? Credores pedem Chapter 11 involuntário de subsidiária da Braskem (BRKM5) nos EUA
22 de outubro de 2026 - 12:29IA CHINESA
IPO vem aí? DeepSeek capta US$ 15 bilhões em nova rodada de financiamento antes de abrir capital em Xangai
22 de outubro de 2026 - 12:00REESTRUTURAÇÃO
Raízen (RAIZ4) tenta ganhar fôlego com aumento de capital de até R$ 3,5 bilhões; veja o que muda para acionistas
21 de outubro de 2026 - 20:42BALANÇO DO 3T26
Bradsaúde (SAUD3): lucro sobe 14,4% e dividendos chegam a R$ 1 bilhão, mas ‘dor de cabeça’ volta a atacar
21 de outubro de 2026 - 18:34TEM MAIS POR VIR
A festa ainda não acabou: B3 (B3SA3) pode subir mais 27% e pagar bons dividendos, diz Santander
21 de outubro de 2026 - 16:23VISÃO DE GESTORES
“Parece que não pode ver um real sobrando”: por que acordo com o Einstein reacende dúvidas sobre uso do caixa da Ânima (ANIM3)
21 de outubro de 2026 - 14:45BALANÇO DECEPCIONOU?
WEG (WEGE3) cai mais de 7% com balanço pressionado por dólar e tarifas; exagero ou sinal de alerta?
21 de outubro de 2026 - 14:19FORA DO AR
Bons resultados da Netflix (NFLX) vêm de ‘ajuste de última hora’, e futuro preocupa, diz analista; veja os números
21 de outubro de 2026 - 14:07OPORTUNIDADE OU ARMADILHA
O pior já passou? Bradsaúde (SAUD3) encara custos maiores e lucro pressionado no 3T26. É hora de fugir ou comprar?
21 de outubro de 2026 - 11:13PRÉVIA DO BALANÇO
Bradesco (BBDC4) chega ao balanço com quase R$ 10 bilhões a mais no caixa, mas ainda precisa convencer que a virada veio para ficar
21 de outubro de 2026 - 6:13DE OLHO NA SELIC
Vamos (VAMO3) já subiu 106% no ano com a ajuda do trade eleitoral. Ainda há espaço para ganhar mais?
20 de outubro de 2026 - 18:45PÁGINA VIRADA
Americanas (AMER3) vira a página da recuperação judicial, mira nova fase e dispara 25% na B3; o que esperar da varejista?
20 de outubro de 2026 - 17:23NEGÓCIO DA CHINA?
Inter (INTR) ri, enquanto Wiz (WIZC3) chora: entenda a operação que fez as ações de seguradora despencarem 20%
20 de outubro de 2026 - 16:25Saiu caro demais?