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O documento não menciona o tamanho da dívida nem o número de credores; essa não é a primeira crise da fabricante de brinquedos

A fabricante de brinquedos Estrela (ESTR4) informou nesta quarta-feira (20) que protocolou pedido de recuperação judicial na Comarca de Três Pontas (MG), envolvendo também outras empresas de seu grupo econômico. A medida foi formalizada por meio de fato relevante enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
Segundo a companhia, a decisão foi motivada pela necessidade de reorganizar o passivo diante de um cenário de pressões econômicas e setoriais.
Entre os fatores citados estão o aumento do custo de capital, a restrição de crédito e mudanças no comportamento de consumo, com maior concorrência de alternativas digitais.
A empresa também menciona impactos acumulados nos últimos anos sobre sua estrutura financeira e das demais subsidiárias.
No mesmo pedido, estão oito companhias diferentes do mesmo grupo:
De acordo com a empresa, o objetivo da recuperação judicial é permitir a superação da atual situação econômico-financeira por meio da reorganização estruturada do endividamento, preservando a continuidade das atividades, os empregos e a geração de valor para acionistas, credores e demais stakeholders.
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A Estrela destacou que, durante o processo, a administração atual permanece à frente dos negócios, conforme previsto na legislação.
A companhia afirma que suas operações industriais, comerciais e administrativas seguem normalmente, bem como o atendimento a clientes, fornecedores e parceiros. Medidas adicionais deverão ser adotadas para garantir a continuidade das atividades ao longo da reestruturação.
O plano de recuperação judicial ainda será elaborado e, conforme determina a lei, deverá ser submetido à aprovação dos credores.
O documento não menciona o tamanho da dívida nem o número de credores.
O pedido chega sete meses depois de um acordo feito com a Procuradoria-Geral da Fazenda de reduzir os débitos com a União de R$ 747,9 milhões para R$ 72,4 milhões, a serem pagos em 10 vezes.
Nos nove primeiros meses de 2025, a companhia teve um resultado bruto de R$ 43,01 milhões e lucro de R$ 170,26, principalmente por causa do resultado do terceiro trimestre do ano. Hoje, seu valor de mercado é de R$ 32,42 milhões.
Fundada em 1937 e responsável por clássicos como Autorama, Banco Imobiliário, Detetive e Genius, a Estrela é uma das marcas mais tradicionais do setor de brinquedos no Brasil.
A Estrela iniciou suas atividades na zona leste de São Paulo, no bairro do Belém, em 1937. Seu fundador, o alemão Siegfried Adler, viu em uma pequena fábrica falida de bonecas de pano e carrinhos de madeira uma possibilidade de negócio.
Ele foi o responsável por lançar a primeira boneca da nova empresa, feita em massa, antes do lançamento de um novo brinquedo de plástico na década de 1950.
Com a morte do seu fundador, em 1958, a esposa de Siegfried assumiu a presidência. Ela foi a responsável pelo lançamento de brinquedos elétricos, dentre os quais o autorama com pistas de corrida e carrinhos. Também criou a Susi, boneca popular até 1985, quando foi descontinuada.
O filho do casal, Mário Adler, assumiu a presidência em 1964 com 19 anos. O brinquedo Genius, o boneco Falcon e o jogo Banco Imobiliário são outros sucessos da companhia.
A empresa travou longas batalhas judiciais com a Mattel — a brasileira fabricava as bonecas Barbie até os anos 1990, quando a norte-americana decidiu operar diretamente no país — e com a Hasbro, por pagamentos de royalties pelos jogos como Detetive, Cara a Cara e Jogo da Vida.
A batalha com a Mattel levou a fabricante a retomar a produção da Susi em 1997. A empresa sofreu, ainda, com a abertura do mercado brasileiro e a chegada de produtos chineses.
Desde 1996, a companhia é controlada por Carlos Antonio Tilkian, que comprou a empresa das mãos da família e também é diretor de relações com investidores. Ele tem 94,72% das ações ordinárias e 31,58% do capital total. Segundo a B3, entre seus investidores estão 1.182 pessoas físicas e 25 pessoas jurídicas.
Aberta na bolsa de valores desde 1968, a empresa fez um pedido para fechar capital em 2015.
A Estrela tem um escritório na cidade de São Paulo e fábricas em Itapira (SP), Ribeirópolis (SE) e Três Pontas (MG).
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