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Analistas do banco destacam que, após anos de ajustes e crise do Fies, os grandes grupos de ensino podem gerar retornos significativos aos acionistas; veja a recomendação para Cogna (COGN3), YDUQS (YDUQ3), Afya (AFYA), Ânima (ANIM3), Vitru (VTRU3), Cruzeiro do Sul (CSUD3), Ser Educacional (SEER3) e Laureate
O mercado de educação no Brasil vive atualmente a chamada era da “cash cow”, ou “vaca leiteira”, um momento caracterizado por grandes retornos aos acionistas. Em relatório, o BTG Pactual avalia que essa fase deve se prolongar, sustentando o otimismo em torno do setor.
Os analistas elevaram a recomendação da Cogna (COGN3) para Compra, com potencial de alta de 40%. Além disso, reiteraram a Laureate — que controla as universidades Anhembi Morumbi e FMU — como sua principal aposta, podendo gerar lucro de 12% aos acionistas.
De acordo com o documento, desde 2023 as companhias do setor passaram a priorizar a redução do endividamento, ganhos de eficiência, preservação de caixa, maior exposição a segmentos premium (especialmente medicina), disciplina mais rígida de investimentos e menor apetite por grandes operações de fusões e aquisições.
Nos últimos dois anos, a geração de caixa foi robusta na área de ensino, com média de 16% em relação à receita. Entre os destaques:
O BTG acredita que esse ritmo deve se manter em 2026, apoiado por um cenário macroeconômico favorável: atividade econômica resiliente, desemprego baixo, renda disponível em níveis saudáveis e incentivos típicos de um ano eleitoral.
Nos últimos 15 anos, o mercado de ensino brasileiro viveu altos e baixos. Confira as características de cada uma das quatro eras, segundo o BTG:
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Apesar da perspectiva positiva, o BTG alerta para riscos. O principal seria um retorno prematuro à estratégia de crescimento acelerado, que já trouxe prejuízos no passado. Os analistas, contudo, consideram esse cenário improvável, dado o recente período de estresse financeiro e os aprendizados em alocação de capital.
Outro ponto de atenção é o novo marco regulatório que amplia a carga presencial nos cursos de graduação. Os impactos devem ser limitados até 2026, mas podem ganhar relevância a partir de 2027, especialmente em relação à infraestrutura dos polos de ensino a distância.
Além disso, os resultados da primeira edição do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) — exame aplicado a estudantes de medicina no último ano da graduação — foram considerados fracos, introduzindo incertezas regulatórias em um segmento até então visto como estável.
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