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Para 2026, a expectativa é de 15 novas unidades Riachuelo, em postos que já estão praticamente fechados, disse Miguel Cafruni, diretor financeiro, em entrevista ao Seu Dinheiro.
A Guararapes, que trocou de roupa e assumiu o nome Riachuelo e o ticker RIAA3 na bolsa, fechou 2025 com o melhor ano de sua série histórica. Depois de reduzir o endividamento e aumentar a geração de valor por metro quadrado, agora a companhia que voltar a abrir novas lojas.
Para 2026, a expectativa é de 15 novas unidades Riachuelo, em postos que já estão praticamente fechados, disse Miguel Cafruni, diretor financeiro, em entrevista ao Seu Dinheiro.
No quarto trimestre, o lucro líquido colidado foi de R$ 321,9 milhões, alta de 28,8% na comparação anual, com melhoras nas margens, apesar de alta modesta de 7,2% das vendas nas lojas de vestuário mais maduras, acumulando mais de 10 trimestres seguidos de crescimento nas vendas.
Para os analistas, foi um trimestre sólido. Confira aqui a análise dos principais bancos e corretoras.
A melhoria nos números é fruto de um trabalho que começou em 2023, com a chegada de André Faber à presidência. Foi o primeiro executivo a ocupar o posto sem ter feito carreira dentro da varejista de moda.
Entre os principais pontos da transformação, estava aumentar sua verticalização. A companhia intensificou o uso de sua fábrica em Natal (RN), reduziu estoques, fortaleceu a Midway Financeira, seu braço financeiro, e revitalizou a marca Riachuelo. "Estamos presentes do fio à última parcela", disse Cafruni.
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A revitalização da principal marca da empresa culminou em uma abertura de loja pop-up no bairro de Pinheiros, em São Paulo. A Casa Riachuelo também deixou de ser um espaço dentro de algumas lojas de roupa para se tornar um ponto de venda exclusivo de itens de decoração e para a casa.
Agora, a empresa se sente pronta para voltar a crescer. Em 2024, abriu só uma loja. Já no ano passado, foram oito novas unidades. Para este ano, estão planejadas 15 novas lojas.
O potencial futuro é de cerca de 150 a 200 novas lojas, segundo estudo feito pela companhia, mas a ideia é realizar essa expansão aos poucos, com 15 a 20 aberturas por ano. "Queremos abrir certo, no ponto certo", afirma o diretor financeiro.
Outro trabalho importante foi a redução da alavancagem, ou seja, a relação entre a dívida líquida e o Ebitda. Segundo o executivo, essa relação chegou a mais de 2,5 vezes depois da pandemia. Em dezembro de 2023, a alavancagem era de 1 vez, com dívidas de R$ 1,065 bilhão, e chegou a dezembro de 2025 em 0,3 vez, com R$ 560 milhões em dívida líquida.
Em novembro, a companhia emitiu R$ 1,5 bilhão em novas debêntures, para trocar dívidas a um custo de DI (taxa básica) +2,4% por outras com juros de DI +0,95%.
Além disso, em dezembro vendeu o Midway Mall em Natal (RN) — e logo anunciou a distribuição de R$ 1,49 bilhão em dividendos e Juros sobre Capital Próprio (JCP) aos acionistas.
Cafruni está confortável com esse nível de endividamento. "A companhia continua gerando caixa, e essa é uma dívida que faz sentido", afirmou.
Além da abertura de novas lojas, a Riachuelo também quer ampliar suas outras divisões, com novos produtos financeiros, por exemplo — o que demanda capital.
Questionado sobre se a expansão pode afetar o baixo endividamento, conquistado a duras penas, o executivo afirmou que a companhia busca estruturas de financiamento mais eficientes para esses projetos.
Recentemente, a empresa lançou o seu primeiro FIDC (Fundo de Investimento em Direitos Creditórios) pela Midway Financeira, para securitizar recebíveis, como crédito pessoal e cartões, por exemplo.
"A companhia está em uma transformação e estamos apenas no começo”, disse o executivo.
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