Com petróleo mais caro, Petrobras (PETR4) abre o ano com produção recorde e vendas pressionadas; confira os números do 1T26
Dados dos três primeiros meses do ano servem de termômetro para o desempenho financeiro da petroleira; que será divulgado em 11 de maio após o fechamento do mercado

Em meio à disparada dos preços do petróleo e incertezas sobre a guerra entre Irã e Estados Unidos, a Petrobras (PETR4) entregou um primeiro trimestre de 2026 (1T26) marcado por diversos recordes operacionais.
Considerado uma prévia do balanço, previsto para 11 de maio, o relatório de produção e vendas mostra que, entre janeiro e março, a companhia elevou a oferta em 16,1% na comparação anual, alcançando uma média diária de 3,225 milhões de barris de óleo equivalente (boed), que inclui petróleo e gás natural.
Em relação ao quarto trimestre de 2025, houve alta de 3,7%.
A produção comercial média de óleo e gás ficou em 2,831 milhões de boed no primeiro trimestre de 2026, alta de 15,9% frente ao mesmo período do ano anterior e de 3,4% em relação aos três meses imediatamente anteriores.
Olhando apenas para o petróleo, a produção média da estatal avançou 16,3% na comparação anual, para 2,583 milhões de barris por dia (bpd). Em relação ao trimestre anterior, houve alta de 3,2%.
Já a produção média de gás natural totalizou 613 milhões de boed no primeiro trimestre de 2026, com alta de 16,5% frente a um ano antes e de 6,2% na comparação trimestral.
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No pré-sal, a Petrobras extraiu, em média, 2,189 milhões de bpd entre janeiro e março, um avanço de 17,8% em relação ao primeiro trimestre de 2025 e de 3,5% na comparação com o trimestre anterior.
Segundo a companhia, foram atingidos diversos recordes de produção no trimestre. Entre eles:
- Produção total operada no 1T26: 4,65 milhões de boed (ante recorde anterior de 4,54 milhões de boed no 3T25)
- Produção total própria no 1T26: 3,23 milhões de boed (ante recorde anterior de 3,14 milhões de boed no 3T25)
- Produção total operada no pré-sal no 1T26: 4,01 milhões de boed (ante recorde anterior de 3,90 milhões de boed no 4T25)
- Produção total própria no pré-sal no 1T26: 2,66 milhões de boed (ante recorde anterior de 2,56 milhões de boed no 3T25)
Vendas no 1T26
Além da produção, o relatório operacional também trouxe os dados de vendas no primeiro trimestre de 2026.
O volume total de derivados comercializado no mercado interno teve alta de 2,9% na comparação anual, para 1,745 milhão de barris por dia (Mbpd). Em relação ao trimestre passado, houve queda de 1,5%.
No diesel, as vendas apresentaram alta de 0,7% frente ao mesmo período de 2025 e queda de 6,1% em relação aos três meses anteriores, para 739 mil bpd.
Já a gasolina registrou alta de 3,8% na comparação anual, para 413 mil bpd, e queda de 4% na comparação trimestral.
A Petrobras registrou 166 mil bpd em vendas de gás natural no primeiro trimestre de 2026, com queda de 1,8% em relação ao mesmo período do ano anterior e de 15,3% frente ao trimestre anterior.
Segundo a estatal, as quedas trimestrais são compatíveis com a sazonalidade do início do ano, “uma vez que o quarto trimestre concentra níveis mais elevados de demanda”.
Exportações da Petrobras
As exportações da Petrobras tiveram alta de 47,4% no primeiro trimestre de 2026 em base anual, para 1,120 milhão de bpd, e queda de 9,4% ante o trimestre passado.
Os embarques de petróleo apresentaram alta de 61,2% frente ao primeiro trimestre de 2025, para 888 mil bpd, e queda de 11,1% na comparação com o trimestre anterior.
A China seguiu como principal destino das exportações de petróleo no período, respondendo por 62% do total vendido ao exterior. A Índia vem em segundo lugar correspondendo por 15%.
Já os Estados Unidos corresponderam por 0% do total das exportações da Petrobras no primeiro trimestre deste ano.
As importações da estatal
Do lado das importações, o volume teve queda de 0,7% no primeiro trimestre de 2026 na comparação anual, para 268 mil bpd, e de 32,2% frente aos três meses anteriores.
A compra de diesel apresentou queda de 25,8% na base anual, para 49 mil bpd, e de 67,3% na comparação trimestral.
A importação de gás liquefeito de petróleo (GLP), por sua vez, teve queda de 50,9% frente ao primeiro trimestre de 2025, para 26 mil bpd, e de 35% em relação ao trimestre anterior.
RESULTADO
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