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A corretora vê estoques reduzidos, demanda aquecida e estima até R$ 350 milhões adicionais em vendas entre o segundo e o terceiro trimestres

As camisas da Seleção Brasileira estão desaparecendo das prateleiras e há alguns modelos que ainda estão em falta. Para a XP Investimentos, isso é um bom sinal para quem investe no Grupo SBF (SBFG3), dono da Centauro e da Fisia, distribuidora oficial da Nike no Brasil.
A demanda aquecida pelos uniformes deve reforçar os resultados da companhia nos próximos trimestres, diz a XP em relatório. Mesmo após cortar o preço-alvo de R$ 20 para R$ 16 por ação, manteve a recomendação de compra para os papéis.
A revisão do modelo incorporou os resultados mais recentes da empresa, premissas macroeconômicas atualizadas, mudanças no custo de capital e um aumento esperado nas despesas com vendas em função da próxima legislação trabalhista.
Ainda assim, a avaliação é que os papéis continuam com múltiplos atrativos: a relação é de 5,6 a 4,5 vezes entre preço e lucro projetado para 2026 e 2027, respectivamente. Esse valorcoloca o Grupo SBF entre os ativos mais baratos da cobertura da corretora.
A XP afirma que seu monitor de disponibilidade das camisas da Seleção Brasileira continua indicando uma demanda robusta pelos produtos, o que deve sustentar um segundo trimestre forte para o Grupo SBF.
Segundo os analistas, a recomposição dos estoques observada nas últimas semanas sugere que as vendas seguem aceleradas. A corretora estima que esse movimento pode acrescentar cerca de R$ 350 milhões em vendas entre o segundo e o terceiro trimestres para o grupo.
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No acompanhamento realizado pela XP, a camisa masculina versão jogador, vendida por R$ 750, permanece indisponível nos tamanhos P, M e G tanto no canal direto da Nike quanto na Centauro.
Já a camisa oficial comercializada pela Centauro, opção mais acessível da linha da CBF, segue totalmente esgotada nas versões masculina e feminina, o que, na avaliação da corretora, pode indicar que todo o estoque foi vendido.
Embora alguns modelos tenham sido repostos na semana passada, a XP observa que parte deles já voltou a ficar indisponível nesta semana, sinalizando que o giro de vendas permanece elevado.
A corretora acrescenta que a vitória da Seleção Brasileira na partida mais recente, contra a Escócia, pode ter reforçado esse movimento.
A XP também aponta aumento das rupturas de estoque na Netshoes, onde a camisa infantil de torcedor está totalmente esgotada e outros modelos já apresentam falta de tamanhos considerados estratégicos.
Além das camisas da Seleção Brasileira, a XP vê os primeiros sinais de maior demanda por produtos da linha Jordan.
Apesar de a maior parte do portfólio ainda estar disponível, começam a surgir indisponibilidades em alguns tamanhos e categorias, possivelmente relacionadas à escassez recente dos modelos amarelos.
Mesmo revisando para baixo as projeções para 2027, a XP manteve uma visão positiva sobre o Grupo SBF.
A corretora reduziu em cerca de 12% a 13% suas estimativas para o Ebitda (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado e para o lucro líquido de 2027, além de cortar o preço-alvo das ações para R$ 16.
“Atualizamos nosso modelo para refletir esses ventos favoráveis, resultados recentes e premissas macro/custo de capital revisadas. Do lado negativo, incorporamos despesas de vendas ligeiramente mais altas decorrentes da próxima legislação trabalhista”, explicam os analistas.
Para a XP, o cenário continua favorável, sustentado por um segundo trimestre forte, pela execução consistente da companhia e pelo impulso adicional gerado pela Copa do Mundo.
Os resultados mais recentes reforçam a avaliação positiva da corretora.
No primeiro trimestre de 2026, o Grupo SBF registrou lucro líquido de R$ 74,2 milhões, alta de 10,2% em relação ao mesmo período do ano anterior. A receita líquida somou R$ 1,78 bilhão entre janeiro e março, avanço anual de 14,9%.
A Centauro faturou R$ 930,6 milhões no período, crescimento de 13,3% na comparação anual. Já a Fisia alcançou receita líquida de R$ 1,04 bilhão, alta de 26,1%.
“O atacado sempre acaba capturando uma venda de Copa do Mundo antes, porque ele precisa entregar para os seus clientes, que vão conseguir abastecer as lojas a tempo de o lançamento acontecer”, afirmou o CEO do Grupo SBF, Gustavo Furtado, na ocasião.
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