B100 propõe OPA para adquirir ações da Ciabrasf (ADMF3), antiga Reag; veja quanto será pago por ação
A Ciabrasf ficou conhecida no mercado como a provedora de serviços fiduciários da antiga Reag Capital, alvo de operações da PF no ano passado

A B100 Controle e Participações oficializou, na noite de quarta-feira (4), sua intenção de realizar uma Oferta Pública de Aquisição (OPA) para comprar a totalidade das ações da Ciabrasf (ADMF3). A companhia ficou conhecida no mercado como a provedora de serviços fiduciários da antiga Reag Capital.
De acordo com o fato relevante enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o preço ofertado pela B100 é de R$ 13,82 por ação. O valor representa um prêmio em relação ao fechamento do mercado no dia do anúncio, quando as ações da companhia encerraram o pregão cotadas a R$ 12,50.
Entretanto, a B100 estabeleceu que o preço de R$ 13,82 é uma “opção alternativa”. “Não terão direito aos valores contingentes ou variáveis de preço que vierem a ser pagos em favor dos antigos acionistas controladores da companhia”, disse a empresa no documento.
A B100, que é a holding da Planner Corretora, ainda solicitou a adoção de procedimento diferenciado, com dispensa de realização de leilão no pedido apresentado ao órgão.
Atualmente, o grupo Planner é composto pela Planner Corretora, pela Planner SCD, empresa que provê infraestrutura de serviços ao mercado, além da Planner Securities, corretora norte-americana, da gestora de recursos Redwood, da Vorare Real Estate, da subadquirente Bem Fácil Digital e da companhia de crédito Accredito.
Quem é a Ciabrasf
Anteriormente conhecida como Reag Capital, a Ciabrasf atua como provedora de serviços fiduciários. Fundada em 2013 por João Carlos Mansur, a Reag rapidamente se consolidou como a maior gestora independente do país.
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Em agosto do ano passado, foi alvo de busca e apreensão na Operação Carbono Oculto, que investiga elos do crime organizado com instituições do circuito da Faria Lima, coração financeiro de São Paulo.
As apurações apontaram mais de uma dezena de fundos sob administração do grupo que teriam sido usados para fins ilícitos. Na época, a companhia explicou que já tinha renunciado a oito deles e que foram liquidados ou transferidos a outros prestadores de serviços.
O coração dessa operação estava nas fintechs, corretoras e gestoras de investimentos, que se tornaram peças-chave no esquema. Segundo as autoridades, as fintechs se transformaram em uma espécie de “banco paralelo invisível” para o PCC.
*Com informações da Reuters e Valor Econômico
**CORREÇÃO: Ao contrário do informado no título original da matéria, o fato relevante da Ciabrasf não menciona que a OPA levará ao fechamento de capital da companhia
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