Azul (AZUL53) dá tchau para o fundo do poço? S&P eleva a nota de crédito da companhia aérea após o fim da recuperação judicial
A agência de crédito elevou o rating da Azul de ‘D’ para ‘B-’, que ainda mantém a empresa em grau especulativo; entenda o que mudou

Poucos meses depois de entrar em recuperação judicial nos Estados Unidos, processo conhecido como Chapter 11, a Azul (AZUL53) conseguiu sair dos aparelhos da UTI. Agora, a companhia aérea passa por revisões do mercado do mercado e teve a nota de crédito elevada pela S&P Global, de “D” para “B-”.
Com o aumento de rating da agência de crédito, a empresa segue em grau especulativo, mas tem perspectiva estável. A nota “B-” está a três graus de distância do patamar recomendado para investimento.
A melhora na percepção da Azul se deu devido aos efeitos da reestruturação financeira da companhia aérea, como:
- Redução de cerca de US$ 1,1 bilhão em empréstimos e financiamentos;
- Queda próxima de 40% na dívida ligada a arrendamentos de aeronaves;
- Diminuição estimada de mais de 50% nos pagamentos anuais de juros em relação ao período anterior ao Chapter 11;
- Redução de aproximadamente um terço dos custos recorrentes de leasing;
- Alavancagem líquida proforma abaixo de 2,5 vezes após a implementação do plano.
No total, a empresa do setor de aviação afirma ter reduzido aproximadamente US$ 2,5 bilhões em dívidas.
No relatório publicado na noite de quarta-feira (25), a S&P afirmou que "a perspectiva estável reflete a expectativa de continuação de uma sólida performance operacional e uma estrutura de capital mais leve, com alavancagem controlada".
Desde a conclusão da recuperação judicial nos EUA, divulgada no dia 20 de fevereiro, a ação AZUL53 valorizou 32% e é cotada a R$ 215 por volta de 10h20 desta quinta (26).
Leia Também
O Bradesco BBI também mudou a visão sobre a Azul
A agência de crédito S&P não foi a única a elevar a percepção sobre a companhia aérea após a reestruturação financeira.
Nesta semana, os analistas do Bradesco BBI também já haviam publicado um relatório com uma perspectiva melhor sobre a Azul.
Para o banco, a companhia aérea agora deve iniciar um novo ciclo operacional e elevou a recomendação de venda para neutra.
Assim como o caso da S&P, a revisão não indica a compra dos papéis, mas “reflete a melhora estrutural no perfil financeiro da aérea depois do encerramento do processo de recuperação judicial”, como explicado pelo BBI.
O novo preço-alvo das ações da Azul, segundo os analistas, é de R$ 273. Em relação à cotação atual, o potencial de alta do papel é de cerca de 26%.
*Com informações do Money Times.
POR TRÁS DA TESE
Virada de chave da Nvidia (NVDC34) após o balanço: ação sobe mais de 8% e grandes bancos dizem que é hora de comprar
27 de agosto de 2026 - 13:45AMBIÇÃO GLOBAL
Votorantim S.A. faz troca de ações que a deixa mais perto da Nasdaq — mas não é a que você pensa
27 de agosto de 2026 - 13:03OFERTA PÚBLICA DE AQUISIÇÃO
O bilhete premiado de ONCO3 é para todos? Entenda decisão da CVM sobre oferta que exige preço quase 8 vezes mais que o valor atual
27 de agosto de 2026 - 11:15BALANÇOS
Salesforce dobra lucro e ação dispara 14% em Nova York; Nvidia supera projeções, mas investidores castigam papéis
26 de agosto de 2026 - 18:13LISTA NÃO ACABA
Mais uma: dona do Habib’s, Ragazzo e Tendall Grill entra em recuperação judicial com dívida de R$ 265,2 milhões
26 de agosto de 2026 - 18:05O QUE VEM AÍ
C&A (CEAB3) liga o modo “Full Power”: varejista planeja abrir até 80 lojas e acelerar investimentos até 2030
26 de agosto de 2026 - 16:15FOI ÀS COMPRAS
Desktop (DESK3) engorda portfolio com a compra total de outra empresa de internet, mas ação cai forte na bolsa
26 de agosto de 2026 - 13:00BANHO DE LOJA
O risco da blusinha: roupas da Shein estão ainda mais baratas, e desafio para Renner (LREN3), C&A (CEAB3) e Riachuelo (RIAA3) fica maior
26 de agosto de 2026 - 12:36ADOCICOU
Peso do El Niño na São Martinho (SMTO3) é menor do que parece: XP eleva recomendação e vê valorização de mais de 50%
26 de agosto de 2026 - 11:30SOB NOVA DIREÇÃO
O que a Ecopetrol reserva para a Brava Energia (BRAV3)? Executivo fala em diminuir dívidas, pagar dividendos e crescer
26 de agosto de 2026 - 10:47CONTRATOS PÚBLICOS RELEVANTES
O que sobrou da Oi (OIBR3)? Serviços terão fase de transição até o fim definitivo
26 de agosto de 2026 - 9:15VAI PINGAR NA CONTA?
Dividendos da Vale (VALE3): o gatilho que ainda passa despercebido, mas pode colocar mais proventos no bolso de quem tem as ações
26 de agosto de 2026 - 6:01AINDA NÃO É DESSA VEZ
R$ 12 bi fora da mesa (por enquanto): Bradesco nega acordo para compra da Amil, mas não fecha as portas para o negócio
25 de agosto de 2026 - 20:04SD EXPLICA
Crise das Casas Bahia (BHIA3): o que realmente aconteceu para levar a varejista à recuperação judicial?
25 de agosto de 2026 - 18:45QUEBROU
De novo: Oi (OIBR3) tem falência decretada pela Justiça pela segunda vez
25 de agosto de 2026 - 15:59VEM COISA BOA POR AÍ?
A declaração do CEO da Vale (VALE3) que fez as ações da mineradora subirem quase 2%
25 de agosto de 2026 - 15:38R$ 6 BILHÕES EM JOGO
O bilhete premiado de ONCO3? CVM julga oferta que pode pagar 10 vezes o preço atual da ação — mas só para alguns acionistas
25 de agosto de 2026 - 10:02MINORITY REPORT?
Do PABX aos drones com reconhecimento facial: como a Intelbras (INTB3) se reinventou e hoje usa a IA para ir além das câmeras de segurança
25 de agosto de 2026 - 6:07PENNY STOCK
Ações abaixo de R$ 1,00: Viveo (VVEO3) é cobrada pela B3 e traça plano para regularizar papéis
24 de agosto de 2026 - 20:00TENTATIVA DE FÔLEGO