Azul (AZUL53) mais perto do fim da recuperação judicial: aérea anuncia oferta de títulos de dívida
Com a emissão, a companhia irá financiar a saída da recuperação judicial nos Estados Unidos (Chapter 11). Ela não informou o valor da operação.

O plano da Azul (AZUL53) de sair da recuperação judicial ainda em fevereiro parece cada vez mais próximo. A companhia aérea informou hoje (28) ao mercado o lançamento de uma oferta privada de títulos de dívida seniores com garantia prioritária e vencimento em 2031 pela sua subsidiária, a Azul Secured Finance LLP.
Com a emissão, a companhia irá financiar a saída da recuperação judicial nos Estados Unidos (Chapter 11). Segundo a Moody's, a Azul vai emitir em duas tranches, ou vencimentos: uma de US$ 1 bilhão, com vencimento em 2031, e outra de US$ 210 milhões, para 2033.
De acordo com o fato relevante, os recursos devem quitar o saldo devedor em aberto de seu financiamento DIP (debtor-in-possession). O restante irá para a reestruturação da estrutura de capital para aumentar a liquidez da companhia.
- O financiamento DIP é um tipo de crédito específico, voltado a empresas devedoras durante o processo de recuperação judicial, geralmente com autorização do juiz. O objetivo é financiar sua operação, pagar salários e fornecedores.
A companhia busca captar recursos para organizar a casa e entrar na reta final do processo de reestruturação. Na semana passada, a aérea havia anunciado que credores e parceiros comerciais concordaram em aportar US$ 100 milhões na companhia, o que pode ajudar a acelerar o processo, elevando para até US$ 950 milhões o montante previsto para a recuperação da companhia.
Os títulos de dívida contam com garantias pela Azul e diversas de suas subsidiárias, como a Azul Linhas Aéreas Brasileiras S.A., IntelAzul S.A., ATS Viagens e Turismo Ltda., entre outras.
Além disso, contam com um pacote de garantias que inclui certos recebíveis gerados pelo Azul Fidelidade, pela Azul Viagens, pela Azul Cargo e marcas, nomes de domínio e algumas outras propriedades intelectuais usadas pelos negócios, bem como ações ou quotas das subsidiárias.
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A Azul esclarece que não houve e nem ocorrerá o registro dos títulos de dívida na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), na Securities and Exchange Commission (SEC), ou em qualquer outra jurisdição.
Moody’s e Fitch atualizam rating da Azul
O fato relevante da Azul informa ainda atualizações de classificação de risco pela Moody’s e Fitch Rating.
A Moody’s atribuiu o rating B2 à companhia e aos títulos da nova oferta, considerado de alto grau especulativo. Ambos, contudo, têm perspectiva estável.
A Fitch Ratings atribuiu o rating esperando de B-, também altamente especulativo, com perspectiva estável, a ser convertido em definitivo após a conclusão do processo de reestruturação sob o Chapter 11.
Segundo as agências de classificação de risco, as decisões consideraram, entre outros fatores, a implementação das etapas previstas no plano de recuperação da companhia.
“A companhia segue conduzindo a implementação das etapas previstas no plano do Chapter 11 com foco, disciplina e alinhamento às diretrizes já estabelecidas, avançando conforme o cronograma previsto e mantendo consistência na execução das iniciativas em curso”, diz a Azul.
Com Money Times
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