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Multinacional anuncia saída do transporte doméstico no Brasil, inicia demissões e reforça estratégia focada em logística internacional e cadeia de suprimentos

Uma das maiores empresas de logística e entregas do mundo e grande concorrente dos Correios, a FedEx, anunciou nesta semana o encerramento gradual de suas operações de transporte doméstico no Brasil, marcando o fim de um capítulo após 37 anos de atuação no mercado nacional.
A decisão, comunicada a clientes e parceiros em 7 de janeiro de 2026, faz parte de um reposicionamento estratégico da multinacional, que agora concentra seus esforços no transporte internacional e em soluções de cadeia de suprimentos, áreas consideradas mais alinhadas com sua atuação global.
Segundo a empresa, o serviço de entregas dentro do Brasil deixará de operar a partir de 6 de fevereiro de 2026, com um período de transição de cerca de 30 dias. Durante esse intervalo, a FedEx manterá as coletas domésticas e garantirá a conclusão de todas as entregas já contratadas dentro dos prazos acordados.
O processo de desmobilização das operações domésticas deve se estender até junho de 2026, incluindo o fechamento de estruturas logísticas voltadas ao transporte nacional e a reorganização dos ativos usados nessas atividades.
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A companhia, que está em solo brasileiro desde 1989, começou a atuar nacionalmente com serviços de entrega interna após a aquisição da Rapidão Cometa em 2012, que expandiu sua malha rodoviária e aérea no país.
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Com a saída do transporte doméstico, a FedEx reforça sua presença no setor de remessas internacionais — tanto aéreas quanto rodoviárias — e em soluções de supply chain, que englobam armazenagem, gestão de estoques e serviços especializados.
A empresa afirma que a mudança é uma resposta às dinâmicas do mercado brasileiro, com foco em fortalecer sua rede global e oferecer serviços mais rentáveis e eficientes em seu core business.
Com o fechar das portas por aqui, vieram as demissões. O encerramento das operações domésticas envolve desligamento de funcionários que atuavam diretamente no transporte nacional, embora a empresa ainda não tenha divulgado o número exato de demissões. Parte das equipes será realocada ou desligada conforme a estrutura nacional é desativada.
No curto prazo, clientes corporativos e consumidores que dependiam das entregas domésticas precisarão buscar alternativas no mercado logístico, em um setor já competitivo com players como:
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