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Com 21 mil m², a nova unidade da Amazon nos arredores de Chicago mistura supermercado, varejo e logística

Depois de anos testando diferentes formatos e reduzindo parte de suas operações físicas menores, a Amazon (AMAZO34) decidiu voltar ao varejo tradicional, dessa vez em grande estilo. A empresa planeja abrir sua maior loja física nos Estados Unidos.
A unidade será construída em Orland Park, nos arredores de Chicago, e representa um novo conceito de loja da companhia, voltado a competir diretamente com grandes redes tradicionais do varejo físico, como Walmart e Target.
Apesar do avanço do comércio eletrônico, a maior parte das vendas do varejo americano ainda ocorre em lojas físicas, segundo dados oficiais do governo dos Estados Unidos.
A Amazon, que construiu seu império no digital, agora quer capturar uma fatia diretamente no “mundo real”.
O projeto prevê uma unidade de aproximadamente 21 mil metros quadrados. O espaço será dividido em duas grandes áreas:
A proposta da megastore é misturar o que a Amazon sabe fazer no digital com a experiência presencial. Na prática, o consumidor poderá:
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Produtos pesados, como grandes embalagens ou ração para pets, não precisarão circular pela loja.
Segundo a empresa, a área logística ficará separada da loja para evitar que o espaço se transforme em um depósito.
A construção já recebeu autorização das autoridades locais, com aprovação por cinco votos a dois. A Amazon comprou o terreno, hoje ocupado por um restaurante desativado, e poderá demolir o prédio existente para iniciar as obras.
O terreno tem cerca de 141 mil metros quadrados e o projeto prevê apenas um componente logístico limitado, voltado exclusivamente à operação da própria loja. A expectativa é que a unidade seja inaugurada em 2027.
A iniciativa surge após experiências mistas da Amazon no varejo físico, incluindo o fechamento ou redimensionamento de alguns formatos, como parte da rede Amazon Go.
Agora, a empresa acredita que lojas grandes, inspiradas no modelo de concorrentes como Target, fazem mais sentido, especialmente quando combinadas aos dados do Prime para decidir sortimento, preços e promoções.
Em comunicado, um porta-voz da Amazon afirmou que a companhia “testa regularmente novas experiências para tornar a vida dos clientes melhor e mais fácil, inclusive em lojas físicas”, e que o local aprovado será usado para um novo conceito de varejo.
Ainda assim, analistas ouvidos pelo The Wall Street Journal alertam para o principal desafio: convencer o consumidor a trocar redes tradicionais, já consolidadas, por uma loja gigante da Amazon.
Depois de dominar o online, a empresa agora tenta provar que também sabe jogar no campo mais antigo do varejo: a loja de verdade, com porta, carrinho e estacionamento.
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