Alpargatas (ALPA4) dispara 120% na B3 em um ano — e pode ir além. BofA eleva recomendação das ações da dona da Havaianas
Os analistas veem três fatores que sustentam a visão positiva para a dona da Havaianas; confira

As ações da Alpargatas (ALPA4) brilharam nos últimos meses. No acumulado de um ano, os papéis dispararam mais de 120% — mas o Bank of America (BofA) ainda vê espaço para mais.
O banco elevou a recomendação para a Alpargatas (ALPA4) de neutra para compra e o preço-alvo de R$ 13 para R$ 16, o que se traduz em um potencial de alta de 17,6% em relação ao preço de fechamento da última sessão.
Por que comprar ações da Alpargatas agora?
De acordo com os analistas, há três fatores que sustentam a visão positiva para a Alpargatas (ALPA4):
- Foco em varejo especializado;
- Reconfiguração internacional; e
- Redução de custos de insumos.
Segundo o banco, essa tríade de fatores indica para a continuidade do momentum operacional forte da companhia.
Ainda que Alpargatas tenha em grande parte recuperado a marca Havaianas no Brasil, o BofA continua a ver oportunidades de alta qualidade para ganho de participação em canais de varejo especializado. Para o banco, a empresa vem sendo sub-representada nesta frente.
“A reconfiguração dos acordos com distribuidores parece promissora, especialmente nos Estados Unidos. Por fim, quedas acentuadas nos custos de butadieno e estireno (matérias-prima) devem impulsionar as margens”, avaliam os analistas.
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Os analistas do BofA destacam também o forte brand equity (valor de marca) da dona da Havaianas no mercado brasileiro de chinelos.
Ainda assim, a marca tem participação abaixo da média em varejistas especializados de maior margem (54% das vendas da indústria) e participação acima da média em canais de massa, de menor margem.
“A contribuição unitária por par é estimada como 30–40% maior nos canais especializados. Estimamos que cada ponto percentual de migração de volume para o varejo especializado adicionaria cerca de 20 pontos-base à margem de contribuição, apesar dos maiores custos de serviço”, dizem os analistas, de olho no potencial de ganho de participação.
Além disso, um acordo exclusivo de distribuição nos EUA por quatro anos com o The Eastman Footwear Group parece ter alto potencial para gerar uma melhora material no modelo de go-to-market da Alpargatas, na visão do BofA.
“Fundada em 1939, a Eastman trabalha com mais de 30 marcas, incluindo Adidas, K-Swiss, Hurley, Tretorn e Lacoste. Esperamos uma melhora significativa na disponibilidade nos pontos de venda, simultaneamente a iniciativas voltadas à sustentabilidade e à arquitetura de preços”, pondera o banco.
Outro fator que impulsiona a visão dos analistas é que os preços do butadieno e do estireno caíram 46,1% e 13,8% ao ano em real e devem permanecer deprimidos no curto prazo, que representam cerca de 25% dos custos de insumos da Havaianas.
Essas quedas devem adicionar aproximadamente dois pontos percentuais à margem bruta da dona da Havaianas em 2026.
*Com informações do Money Times.
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