Alívio do exterior, perigo no caixa: por que o UBS BB elevou o preço-alvo da Braskem (BRKM5) agora
Banco vê potencial de alta de quase 20% para as ações; por outro lado, petroquímica corre contra o tempo para resolver liquidez no menor nível em duas décadas

A vida do investidor da Braskem (BRKM5) tem sido uma verdadeira montanha-russa. Se por um lado o cenário operacional global resolveu dar uma trégua e clarear o horizonte da petroquímica, por outro, os desafios financeiros internos continuam testando os nervos do mercado.
Nesse cabo de guerra entre a melhora operacional e a corda bamba financeira, o UBS BB decidiu recalcular a rota para as ações da companhia. O banco elevou o preço-alvo da Braskem de R$ 10 para R$ 10,50 para os próximos 12 meses. A nova avaliação implica um potencial de valorização de 19,6% em relação ao último fechamento.
Apesar do sinal verde para o preço-alvo, o UBS optou pela cautela e manteve a recomendação neutra para os papéis BRKM5. Os desafios de liquidez continuam sendo o principal risco para a tese de investimento.
Como resumiram os analistas Tasso Vasconcellos e João Barichello: "o principal ponto de incerteza da tese continua sendo a solução para a liquidez da companhia".
Braskem: o empurrãozinho do Oriente Médio e os spreads em alta
A revisão para cima feita pelo UBS BB não aconteceu por acaso. Os analistas apontam que a melhora decorre principalmente da elevação das premissas para os spreads petroquímicos e da incorporação de mais benefícios tributários relacionados ao Regime Especial da Indústria Química (REIQ).
E o vento favorável nos spreads veio justamente das tensões geopolíticas. As interrupções de oferta provocadas pelo conflito no Oriente Médio afetaram parte da capacidade produtiva na Ásia e na Europa, gerando restrições no fornecimento de matérias-primas. Com isso, os spreads do setor reagiram fortemente.
Leia Também
Mesmo com uma eventual normalização do mercado no futuro, o UBS BB não espera um retorno aos níveis mínimos observados anteriormente.
Consultorias especializadas projetam um período de 12 a 18 meses para a recuperação integral da capacidade produtiva afetada, enquanto os riscos geopolíticos continuam sustentando custos mais elevados de frete, financiamento e produção.
Graças a esse cenário, o UBS BB passou a estimar um Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de US$ 2,6 bilhões para a Braskem em 2026.
Na visão do banco, esse nível de geração operacional de caixa ficaria acima do ponto de equilíbrio financeiro da companhia (estimado em cerca de US$ 1,5 bilhão por ano), o que deve reduzir a pressão provocada pelas sucessivas queimas de caixa registradas nos últimos trimestres.
- Leia também:
- Após notícia sobre possível calote, Braskem (BRKM5) afirma à CVM que ainda não decidiu sobre reestruturação da dívida
- Braskem (BRKM5) no limite: companhia corre contra o tempo para evitar um calote de R$ 760 milhões nos investidores
- Braskem (BRKM5) sob nova direção: Petrobras (PETR4) e IG4 assumem controle com Magda Chambriard na presidência do conselho
O fantasma da liquidez assombra a Braskem
Se a operação dá sinais de fôlego, o financeiro acende o sinal de alerta máximo. A situação de liquidez da Braskem segue delicada. A posição de caixa da companhia encerrou o primeiro trimestre de 2026 em cerca de US$ 1 bilhão — o menor nível registrado em duas décadas.
Diante desse cofre pressionado, os analistas ressaltam que permanece em aberto qual solução será adotada para reforçar a estrutura financeira da empresa.
Entre as alternativas discutidas pelo mercado estão captações de recursos e potenciais operações societárias, caminhos que trazem consigo o risco de diluição para os acionistas minoritários.
Uma luz no fim do túnel pode vir da governança: o UBS BB avalia que a recente conclusão da transferência do controle da Braskem para o fundo IG4 pode facilitar uma solução para a questão financeira e até abrir espaço para uma oferta pública de aquisição de ações (OPA), embora ainda não existam detalhes concretos sobre eventuais medidas.
VAI DE BOLSA
Após SpaceX (SPCX), Anthropic quer entrar no grupo do ‘IPO do trilhão’ com documento enviado à SEC
26 de outubro de 2026 - 14:45AQUISIÇÃO BILIONÁRIA
Itaú (ITUB4) desembolsa R$ 2,925 bilhões para comprar NeoSpace e fortalecer operação de inteligência artificial
26 de outubro de 2026 - 9:12AGORA VAI?
Oncoclínicas (ONCO3) avança em reestruturação e apresenta novo plano para renegociar R$ 5,7 bilhões em dívidas
23 de outubro de 2026 - 19:43MAIS UM RECORDE
Embraer (EMBJ3) tem novo recorde na carteira de pedidos, que totalizou US$ 35,7 bilhões no 3T26; veja os números
23 de outubro de 2026 - 16:48BARATA DEMAIS?
Petz Cobasi (AUAU3) quer recomprar até 17,6 milhões de ações; o que isso significa para o acionista?
23 de outubro de 2026 - 16:21Conteúdo Empiricus
A Warner vale US$ 110 bilhões? Entenda por que saber o preço justo da sua empresa pode fazer a diferença em uma negociação
23 de outubro de 2026 - 14:00DEPOIS DO RESULTADO....
Crédito sob pressão: CEO do Bradesco (BBDC4) defende qualidade da carteira, mas mercado teme perda de ritmo
23 de outubro de 2026 - 11:46BALANÇO
Lucro do Bradesco (BBDC4) sobe 14% no 3T26, a R$ 7,1 bilhões; calotes podem frear a virada?
22 de outubro de 2026 - 18:07NEGÓCIO EM ANDAMENTO
CSN (CSNA3): Agora vai? Venda da CSN Cimentos deve sair nas próximas 2 semanas, mas sem exclusividade, diz jornal
22 de outubro de 2026 - 17:58O QUE PESOU NO 3T26?
A conta chegou para a WEG (WEGE3): custos e tarifas dos EUA pressionam margens; veja o que diz a empresa
22 de outubro de 2026 - 17:18ALTA DE 22% EM DÓLAR
Petrobras (PETR4) supera gigantes globais e emplaca a maior valorização do setor em outubro. Além do petróleo, o que está por trás?
22 de outubro de 2026 - 16:42O QUE DIZEM OS ANALISTAS?
JBS (JBSS32): balanço do 3T26 deve ser fraco, mas bancos veem espaço para alta de até 41% nas ações
22 de outubro de 2026 - 14:22PÉ NO FREIO
Viagem tranquila da Motiva (MOTV3) ficou para trás: Citi corta recomendação para neutra e sobe preço-alvo; ação cai 2%
22 de outubro de 2026 - 13:31BEM RECEBIDO
Sinistralidade sobe, mas lucro fala mais alto: por que o balanço da Bradsaúde (SAUD3) agradou o mercado
22 de outubro de 2026 - 13:03NOVO CAPÍTULO
Outra reestruturação no radar? Credores pedem Chapter 11 involuntário de subsidiária da Braskem (BRKM5) nos EUA
22 de outubro de 2026 - 12:29IA CHINESA
IPO vem aí? DeepSeek capta US$ 15 bilhões em nova rodada de financiamento antes de abrir capital em Xangai
22 de outubro de 2026 - 12:00REESTRUTURAÇÃO
Raízen (RAIZ4) tenta ganhar fôlego com aumento de capital de até R$ 3,5 bilhões; veja o que muda para acionistas
21 de outubro de 2026 - 20:42BALANÇO DO 3T26
Bradsaúde (SAUD3): lucro sobe 14,4% e dividendos chegam a R$ 1 bilhão, mas ‘dor de cabeça’ volta a atacar
21 de outubro de 2026 - 18:34TEM MAIS POR VIR
A festa ainda não acabou: B3 (B3SA3) pode subir mais 27% e pagar bons dividendos, diz Santander
21 de outubro de 2026 - 16:23VISÃO DE GESTORES