Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
COMMODITIES NA CARTEIRA

EUA e Irã chegam a acordo: o que muda para o petróleo, o ouro e outros investimentos do brasileiro

Citi avalia as chances de o entendimento entre as duas potências se consolidar — e o que o desfecho significa para quem tem dinheiro aplicado em commodities

petróleo caindo sobre notas de dólar afeta bolsas hoje
Imagem: Shutterstock

Um memorando de entendimento (MoU, na sigla em inglês) entre Estados Unidos e Irã foi confirmado por ambos os países nesta segunda-feira (15) e deve ser assinado na próxima sexta-feira (19). O acordo abre caminho para a retomada do fluxo de petróleo iraniano ao mercado global — e, segundo Citi, muda o jogo para quem investe em commodities.  

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Desde o início do ano, o mercado de petróleo vinha sendo dominado pela geopolítica: primeiro pelas tensões entre EUA e Venezuela, depois pela incerteza sobre um possível entendimento entre Washington e Teerã.  

Agora, com o MoU confirmado, o Citi acredita que o petróleo iraniano deve voltar a circular no mercado de forma relativamente rápida — com normalização prevista entre meados e o final de julho. 

O ponto central é que o mercado já precificou a existência do memorando, mas ainda não incorporou a possibilidade de um acordo que garanta esse fluxo de petróleo no médio prazo.  

Se isso acontecer, segundo o Citi, o preço do barril poderia cair entre US$ 10 e US$ 15 a menos do que está hoje. Nesta segunda-feira (15), o barril do Brent — usado como referência global, inclusive pela Petrobras — fechou com queda de 4,40%, a US$ 83,49 o barril.  

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Os três cenários do Citi (e qual é o mais provável) 

O banco traçou três cenários sobre o acordo entre EUA e Irã: cenário base, com 60% de probabilidade de se concretizar; um cenário mais otimista para o petróleo, com 20% de probabilidade; e um cenário baixista, com outros 20% de chance de acontecer. 

Leia Também

COMPUTAÇÃO EM NUVEM

Amazon anuncia novo campus de data centers nos EUA e investimento pode alcançar US$ 10 bilhões

ROUBO AO LONGO PRAZO

Vítima de fraude durante dois anos, Johnny Depp não percebeu o desvio de R$ 3,5 milhões

No cenário base, o MoU é assinado e as negociações evoluem para um fluxo sustentado e normalizado de petróleo iraniano.  

Com isso, o mercado volta a olhar para os fundamentos fracos do setor: o Citi projeta um excedente de cerca de 4 milhões de barris por dia até 2027, o que pressionaria os preços para baixo de US$ 70 o barril.  

O banco revisou as projeções de preço para US$ 75 o barril no terceiro trimestre de 2026, US$ 70 no quarto trimestre e US$ 65 em 2027 — uma queda expressiva em relação às estimativas anteriores, que chegavam a US$ 110 o barril. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No cenário otimista para o petróleo, a trégua é temporária. Tensões envolvendo Israel e Líbano poderiam reacender o conflito, derrubando a oferta novamente.  

Mesmo assim, o Citi pondera que liberações de estoques pela Agência Internacional de Energia (AIE) tendem a limitar qualquer disparada dos preços. 

No cenário baixista, uma aceleração forte da produção de Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita e Irã, somada a um eventual acordo entre Rússia e Ucrânia, poderia gerar um excedente ainda mais rápido no mercado — derrubando os preços com mais velocidade. 

A leitura do banco é clara: com pouco apetite dos EUA para um novo conflito e o Irã sinalizando disposição para negociar, a recomendação é vender altas do petróleo no verão (do hemisfério norte). 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Leia também:

E para quem investe em ouro e prata? 

Aqui a notícia é positiva. O Citi elevou a projeção para o ouro nos próximos três meses de US$ 4.000 para US$ 4.500 por onça, e para a prata de US$ 60 para US$ 70 por onça.  

A lógica é que, com a redução das tensões geopolíticas, o sentimento de risco melhora de forma mais ampla nos mercados. 

O banco admite que havia um risco de queda no curto prazo para esses metais, justamente por causa da incerteza com o conflito e seus reflexos nos preços do petróleo. Esse risco diminui com o acordo.  

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Na visão de prazo mais longo (seis a 12 meses), o Citi segue otimista com o ouro, projetando US$ 5.000 por onça — embora reconheça que o metal pode apresentar volatilidade relevante no caminho. 

Nesta segunda-feira (15), o ouro para agosto encerrou em alta de 2,7%, a US$ 4.351,6 por onça-troy, enquanto a prata para julho avançou 3,2%, a US$ 70,18 por onça-troy. 

Alumínio: comprar na queda 

O alumínio caiu com a notícia do acordo. A lógica do mercado: menos tensão geopolítica, menos prêmio de risco. Mas o Citi discorda da reação e recomenda comprar na baixa. 

O argumento é estrutural. Segundo o banco, o mercado de alumínio vive um déficit real, e os estoques devem cair de forma acentuada nos próximos três a seis meses.  

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O banco projeta alta de 15% a 20% no preço, saindo dos atuais US$ 3.400 para US$ 4.000 por tonelada.  

O motivo? O maior choque de oferta da história do metal — e smelters (fundições) que levarão de seis a 18 meses para retomar a produção. O acordo EUA-Irã, na visão do banco, até aumenta a demanda esperada pelo metal, o que reforça o otimismo. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Na imagem, ícones de três aplicativos de IA: ChatGPT, Claude e Perplexity. 13 de junho de 2026 - 9:34
Torcedor do brasil assitindo ao jogo de futebol. 13 de junho de 2026 - 6:10
Foto de jogador de futebol da seleção dos Estados Unidos em campo. 12 de junho de 2026 - 6:00
cachorro caramelo vira lata 11 de junho de 2026 - 14:57
Pessoas torcendo para o Brasil na Copa do Mundo no sofá de casa 11 de junho de 2026 - 5:57
Imagem traz a bandeira dos EUA ao fundo. Em primeiro plano, uma mão segurando o índice S&P 500. 10 de junho de 2026 - 15:05

FUJA DO ÍNDICE, FOQUE NAS AÇÕES

Tudo parece bem no S&P 500. O Bank of America discorda e tem 7 motivos para isso 

10 de junho de 2026 - 15:05
Em um mapa mundi em preto e branco, mãos dadas com as bandeiras do Brasil e da China 9 de junho de 2026 - 19:03
O presidente dos EUA, Donald Trump, e os impactos para a bolsa brasileira. ação 5 de junho de 2026 - 18:44
5 de junho de 2026 - 14:12

MOSQUITOS DO BEM

Por que o Google quer liberar 32 milhões de mosquitos nos EUA?

5 de junho de 2026 - 14:12
Argentina X Dólar país enfrenta escassez de reservas 4 de junho de 2026 - 16:20
4 de junho de 2026 - 13:01
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar