Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
SEMPRE EM DISPUTA

Estreito de Ormuz: a passagem que até outro dia não existia, hoje tem o potencial de parar parte da economia global

De acidente natural a centro nervoso das tensões entre potências, Ormuz mostra como geografia ainda determina quem tem vantagem no tabuleiro mundial

petróleo conflito israel irã oriente médio
Imagem: theasis/ iStock

Do ponto de vista geológico, o Estreito de Ormuz ainda é uma criança. Após o fim do último período glacial, o nível do mar subiu e voltou a inundar o Golfo Pérsico. Foi somente há cerca de 7 mil a 6 mil anos que o mar atingiu um pico semelhante ao atual, em níveis que permitiram a navegação naquela região.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Em termos de navegação organizada, a evidência histórica mostra que esse caminho começou a ser utilizado por volta de 5 mil anos atrás. Quando o mar estabilizou, o estreito virou atalho de comércio entre o Golfo Pérsico, a Índia e a África Oriental.

Na Idade Média, a Ilha de Ormuz cresceu como entreposto que cobrava pedágios e controlava o tráfego de embarcações. No século XVI, Portugal ocupou a ilha e, por mais de cem anos, explorou sua posição para arbitrar rotas e tributos — até ser expulso por uma aliança persa‑britânica em 1622.

A lição se repetiria ao longo dos séculos seguintes: quem controla Ormuz controla os fluxos globais.

Mapa mostra a localização do Estreito de Ormuz, que fica entre o Irã e Omã
Estreito de Ormuz

Quando o Irã assumiu o Estreito de Ormuz

A centralidade migrou da ilha para o continente durante o Império Safávida, que unificou o território que hoje conhecemos como Irã.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Nos séculos XX e XXI, o país consolidou seu controle por meio de presença militar e apreensões seletivas de navios. Na prática, Teerã converteu Ormuz em alavanca de dissuasão geopolítica.

Leia Também

PAZ ARMADA

A calmaria antes da nova alta: o que esperar do setor de petróleo após o anúncio de cessar-fogo entre Irã e Israel

OFERTA GLOBAL

Opep+ anuncia aumento da produção de petróleo em 188 mil barris por dia em julho; veja os detalhes

Em momentos de tensão, basta sinalizar restrições à passagem para pressionar rivais e negociar vantagens.

Atualmente, Ormuz é o maior gargalo de escoamento de petróleo do mundo. Por lá passam em média 20 milhões de barris por dia — cerca de 20% do consumo global —, além de uma fatia considerável de gás natural do Qatar.

Não existe rota marítima equivalente: dutos alternativos na Arábia Saudita e nos Emirados Árabes aliviam apenas parte do fluxo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Controlar Ormuz significa controlar parte da economia global. O petróleo e seus derivados são a principal matéria‑prima de combustíveis e de componentes plásticos — basicamente a base de quase tudo que existe no mundo.

Quando o abastecimento global entra em xeque, o preço do petróleo nos mercados internacionais sobe — e há um efeito dominó na inflação global.

Em 2024, 84% do petróleo que cruzou o estreito teve mercados asiáticos como destino. China, Índia, Japão e Coreia sentiram primeiro; mas o encarecimento reverbera na bomba de gasolina e no preço dos produtos mundo afora.

2026: uma nova tempestade

A crise atual começou em 28 de fevereiro, quando os EUA e Israel lançaram ataques coordenados contra o Irã, acarretando a morte do líder supremo Ali Khamenei.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Teerã respondeu com mísseis contra Israel e bases americanas no Golfo e, pelo mar, passou a restringir e intimidar a navegação no Estreito de Ormuz.

O resultado foi a paralisação do tráfego, a suspensão de navegações por grandes companhias e um disparo de mais de 15% na cotação do petróleo Brent, principal referência de preço da commodity.

Até antes do conflito, analistas do mercado financeiro apontavam que a tendência para 2026 era de queda no preço global do petróleo. Os países exportadores (OPEP) planejavam aumentar a produção e, com a fraqueza do dólar, o cenário era positivo para a maioria dos países.

Com a guerra, até o dia 4 de março, agências internacionais indicavam queda de até 80% no movimento no Estreito de Ormuz, com análises projetando o preço do petróleo a US$ 100/barril se a interrupção persistisse — antes do início dos ataques, estava em torno de US$ 70.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Argentina X Dólar país enfrenta escassez de reservas 4 de junho de 2026 - 16:20
4 de junho de 2026 - 13:01
SpaceX, do bilionário Elon Musk 4 de junho de 2026 - 10:04
3 de junho de 2026 - 16:57
Ouro 2 de junho de 2026 - 19:51
2 de junho de 2026 - 14:28
Vladimir Putin, presidente da Rússia. 30 de maio de 2026 - 10:30
Ebola 26 de maio de 2026 - 12:20

ALERTA GLOBAL

Ebola: por que esse surto é diferente dos outros

26 de maio de 2026 - 12:20
25 de maio de 2026 - 17:19
arroz 25 de maio de 2026 - 15:52
Casa Branca 24 de maio de 2026 - 9:28

ATENTADO NOS EUA

O que se sabe sobre o tiroteio na Casa Branca

24 de maio de 2026 - 9:28
Logo do Federal Reserve (Fed) em uma nota de dólar 20 de maio de 2026 - 18:56
Guerra comercial, China, Estados Unidos EUA 15 de maio de 2026 - 14:15
14 de maio de 2026 - 17:00
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar