🔴 JÁ SE IMAGINOU FAZENDO 35 OPERAÇÕES POR MÊS NA BOLSA, EM MÉDIA? CONHEÇA O QUICK TRADE – CLIQUE AQUI

Conteúdos exclusivos da Empiricus

Parceria Seu Dinheiro e Empiricus:

Salve suas matérias favoritas do Seu Dinheiro criando uma conta gratuita na Empiricus.

E tem mais: ao criar sua conta gratuita, você ganha acesso a um universo de conteúdos que vai muito além das notícias.

Relatórios, cursos, podcasts, newsletters e estratégias de investimento para transformar informação em melhores decisões.

SEMPRE EM DISPUTA

Estreito de Ormuz: a passagem que até outro dia não existia, hoje tem o potencial de parar parte da economia global

De acidente natural a centro nervoso das tensões entre potências, Ormuz mostra como geografia ainda determina quem tem vantagem no tabuleiro mundial

petróleo conflito israel irã oriente médio
Imagem: theasis/ iStock

Do ponto de vista geológico, o Estreito de Ormuz ainda é uma criança. Após o fim do último período glacial, o nível do mar subiu e voltou a inundar o Golfo Pérsico. Foi somente há cerca de 7 mil a 6 mil anos que o mar atingiu um pico semelhante ao atual, em níveis que permitiram a navegação naquela região.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Em termos de navegação organizada, a evidência histórica mostra que esse caminho começou a ser utilizado por volta de 5 mil anos atrás. Quando o mar estabilizou, o estreito virou atalho de comércio entre o Golfo Pérsico, a Índia e a África Oriental.

Na Idade Média, a Ilha de Ormuz cresceu como entreposto que cobrava pedágios e controlava o tráfego de embarcações. No século XVI, Portugal ocupou a ilha e, por mais de cem anos, explorou sua posição para arbitrar rotas e tributos — até ser expulso por uma aliança persa‑britânica em 1622.

A lição se repetiria ao longo dos séculos seguintes: quem controla Ormuz controla os fluxos globais.

Mapa mostra a localização do Estreito de Ormuz, que fica entre o Irã e Omã
Estreito de Ormuz

Quando o Irã assumiu o Estreito de Ormuz

A centralidade migrou da ilha para o continente durante o Império Safávida, que unificou o território que hoje conhecemos como Irã.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Nos séculos XX e XXI, o país consolidou seu controle por meio de presença militar e apreensões seletivas de navios. Na prática, Teerã converteu Ormuz em alavanca de dissuasão geopolítica.

Leia Também

BALANÇOS

Foguete decola, streaming trava: SpaceX sobe e Netflix cai após resultados trimestrais; entenda os números

DE PARIS A MARSELHA

Ruas em chamas na França, mercados pegam fogo na Europa — e isso mexe com os investimentos

Em momentos de tensão, basta sinalizar restrições à passagem para pressionar rivais e negociar vantagens.

Atualmente, Ormuz é o maior gargalo de escoamento de petróleo do mundo. Por lá passam em média 20 milhões de barris por dia — cerca de 20% do consumo global —, além de uma fatia considerável de gás natural do Qatar.

Não existe rota marítima equivalente: dutos alternativos na Arábia Saudita e nos Emirados Árabes aliviam apenas parte do fluxo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Controlar Ormuz significa controlar parte da economia global. O petróleo e seus derivados são a principal matéria‑prima de combustíveis e de componentes plásticos — basicamente a base de quase tudo que existe no mundo.

Quando o abastecimento global entra em xeque, o preço do petróleo nos mercados internacionais sobe — e há um efeito dominó na inflação global.

Em 2024, 84% do petróleo que cruzou o estreito teve mercados asiáticos como destino. China, Índia, Japão e Coreia sentiram primeiro; mas o encarecimento reverbera na bomba de gasolina e no preço dos produtos mundo afora.

2026: uma nova tempestade

A crise atual começou em 28 de fevereiro, quando os EUA e Israel lançaram ataques coordenados contra o Irã, acarretando a morte do líder supremo Ali Khamenei.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Teerã respondeu com mísseis contra Israel e bases americanas no Golfo e, pelo mar, passou a restringir e intimidar a navegação no Estreito de Ormuz.

O resultado foi a paralisação do tráfego, a suspensão de navegações por grandes companhias e um disparo de mais de 15% na cotação do petróleo Brent, principal referência de preço da commodity.

Até antes do conflito, analistas do mercado financeiro apontavam que a tendência para 2026 era de queda no preço global do petróleo. Os países exportadores (OPEP) planejavam aumentar a produção e, com a fraqueza do dólar, o cenário era positivo para a maioria dos países.

Com a guerra, até o dia 4 de março, agências internacionais indicavam queda de até 80% no movimento no Estreito de Ormuz, com análises projetando o preço do petróleo a US$ 100/barril se a interrupção persistisse — antes do início dos ataques, estava em torno de US$ 70.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Logo da marca Apple em uma fachada de prédio 14 de outubro de 2026 - 17:16
Wall Street, mercado norte-americano, EUA, bolsas carteira internacional 14 de outubro de 2026 - 14:06
A mão de um robô humanoide segura várias cédulas de dólar 13 de outubro de 2026 - 17:32
Em um fundo rosa claro, vários dispositivos da Apple para o lar aparecem na parte inferior da imagem. Na parte superior, a frase: Welcome, HomeView 13 de outubro de 2026 - 13:31
Montagem que traz o prédio da Apple ao lado esquerdo, com o símbolo da maçã ao lado, e Elon Musk no lado direito, olhando para a maçã 12 de outubro de 2026 - 18:45
Imagem traz a bandeira dos EUA ao fundo. Em primeiro plano, uma mão segurando o índice S&P 500. 12 de outubro de 2026 - 16:31
Imagem gerada por IA mostra Warren Buffett lendo 'A Arte da Guerra' na frente de uma lareira. 12 de outubro de 2026 - 11:57
prêmio nobel 10 de outubro de 2026 - 7:48

UM RISCO NEM TÃO ADMINISTRADO ASSIM

O Nobel de Economia que alertou para o risco e viu seu fundo perder 44% em um mês

10 de outubro de 2026 - 7:48
Imagem traz a bandeira dos EUA ao fundo. Em primeiro plano, uma mão segurando o índice S&P 500. 9 de outubro de 2026 - 18:31
prêmio nobel 9 de outubro de 2026 - 8:35
prêmio nobel 8 de outubro de 2026 - 8:49
prêmio nobel 7 de outubro de 2026 - 10:17
prêmio nobel 5 de outubro de 2026 - 13:39
Brasil segue sem um Nobel oficial, mas já teve um filho de estrangeiros nascido no Rio, um físico injustiçado e a primeira vencedora do “Nobel da Agricultura 3 de outubro de 2026 - 7:14
Henry Kissinger 2 de outubro de 2026 - 15:05

NÃO ACEITAMOS DEVOLUÇÃO

Henry Kissinger, o Nobel da Paz que tentou devolver o prêmio, mas não conseguiu

2 de outubro de 2026 - 15:05
Peter Handke 30 de setembro de 2026 - 16:32
nvidia ações nvda ia 28 de setembro de 2026 - 19:18
Montagem com um fundo com notas de dólares e, ao centro, uma mão segurando um iPhone Duo aberto. 28 de setembro de 2026 - 14:30
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar