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Escalada no Oriente Médio eleva o Brent, derruba bolsas e ameaça abrir nova frente de pressão inflacionária global
Os mercados começam este primeiro dia útil de março sob temor generalizado à medida que o conflito entre Irã, Estados Unidos e Israel avança ao terceiro dia, após os ataques trocados no final de semana.
O petróleo — principal ativo na linha de frente do conflito — dispara nesta segunda-feira (2). Os contratos futuros do Brent, referência internacional de negociação, chegaram a saltar mais de 12%, batendo os US$ 82 o barril, durante a madrugada no Brasil. Por volta das 08h30, a alta era de quase 8%, aos US$ 78,54 o barril.
Na visão do Citi, a commodity deve ficar na faixa dos US$ 80 a US$ 90 ao longo da semana. Há pelo menos dois fatores que afetam a matéria-prima: o ataque a refinarias, como o realizado contra uma unidade da Saudi Aramco, da Arábia Saudita, e os riscos de abastecimento.
Teerã fechou o Estreito de Ormuz, por onde é escoada cerca de 20% da produção de petróleo mundial, em retaliação aos bombardeiros que mataram o líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei.
Enquanto isso, as bolsas globais operam sob forte aversão a risco. Na Ásia, os principais índices fecharam no vermelho, com destaque para o Hang Seng, de Hong Kong, que caiu 2,14%, aos 26.059,85 pontos.
Na Europa, o cenário é semelhante. O Stoxx 600 — que reúne as maiores companhias do continente — recuava 1,48%, aos 624,41 pontos. Na Alemanha, o DAX perdia quase 2%, aos 24.802 pontos, enquanto o CAC 40, da França, registrava baixa de 1,78%, aos 8.429,19.
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Nos Estados Unidos, os futuros de Wall Street também sinalizam um dia negativo. Por volta das 08h30, o Dow Jones futuro cedia 1,06%, aos 48.493 pontos; o da Nasdaq recuava 1,36%, aos 26.667,75; e o do S&P 500 tinha baixa de 1%, aos 6.819,75.
O ouro, por sua vez, sobe com força. No mesmo horário, os futuros do metal precioso considerado porto seguro em meio às incertezas globais subiam pouco mais de 3%, com a onça-troy negociada a US$ 5.409,76.
O Vix, conhecido como índice do medo e que mede aversão global a risco, tinha salto de 16,31% no mesmo horário.
Enquanto isso, a Petrobras (PETR4) acompanha o movimento de outras petroleiras internacionais, com forte alta no mesmo horário. Os ADRs da estatal brasileira, negociados em Nova York, saltavam 3,73%, a US$ 16,63.
O EWZ, que replica ações brasileiras negociado nos Estados Unidos, recuava 1,11% no pré-mercado sinalizando que o mau humor externo também deve contaminar os ativos domésticos na abertura do pregão.
O ataque conjunto dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã e o Hezbollah, no Líbano não é apenas mais um episódio de tensão geopolítica: é o gatilho para uma potencial interrupção no fornecimento global de petróleo.
Além de frear o otimismo dos mercados, pode levar a uma espiral inflacionária. Isso porque o Irã é o quarto maior produtor da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep).
Mesmo com o avanço expressivo nesta manhã, o preço da commodity pode ir muito além caso o conflito siga emperrando o tráfego no Estreito.
Em nota aos clientes, o banco britânico Barclays diz que é altamente provável que o preço do petróleo suba a US$ 100 o barril ou mais caso ocorram grandes interrupções por conta do fechamento de Ormuz ou impactos a campos petrolíferos sauditas.
Para o estrategista-chefe da RB Investimentos, Gustavo Cruz, as implicações podem ir além do mercado de petróleo e chegar à inflação global.
Se a situação escalar, a inflação tende a ganhar força na Europa, nos EUA e em diversas outras economias, o que pode adiar ou até inviabilizar cortes de juros que estavam no radar. Estimativas da Capital Economics apontam que o conflito pode adicionar de 0,6 a 0,7 ponto percentual (pp) à inflação mundial.
Embora os efeitos imediatos devam ser sentidos na Europa e nos EUA, o Brasil não deve passar ileso.
A dependência brasileira do transporte rodoviário implica que a alta do petróleo encarece os combustíveis, especialmente o diesel, e se transforme rapidamente em preços mais elevados de frente, encarecendo o preço dos alimentos nos supermercados.
O resultado desse efeito em cascata poderá ser sentido na política monetária. Justo quando o mercado aguardava o início do corte da Selic, a pressão inflacionária vinda do petróleo pode forçar o Banco Central a manter os juros altos por mais tempo, encurtando o ciclo de afrouxamento que deveria começar neste mês.
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