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Gestor participou de evento da Anbima e falou sobre a perspectiva de volta do investidor local à bolsa
A bolsa brasileira está nas alturas desde o ano passado. Em 2025, o Ibovespa figurou como o melhor investimento do ano, com alta acumulada de 34%. E segue na mesma toada neste começo de 2026, acumulando 12% de valorização só em janeiro.
Mas esse dinheiro todo que está fluindo para as ações brasileiras não é dos investidores locais, e, sim, dos estrangeiros.
Para Rodrigo Azevedo, sócio fundador e gestor da estratégia macro da Ibiuna, não há nenhuma estranheza na ausência dos investidores locais nessa sucessão de recordes. Diante de um juro de 15% ao ano, ele afirma ser natural uma alocação baixa em ações, mesmo diante dos ganhos sucessivos do Ibovespa.
Nesta quarta-feira (4), em evento da Anbima, onde Azevedo é diretor de macroeconomia, ele afirmou que faz parte do processo de afrouxamento monetário o movimento de realocação de carteira dos investidores locais.
No entanto, para esse reposicionamento acontecer, a taxa Selic tem que cair. A sinalização do Banco Central de que irá cortar não é suficiente.
Ao ser questionado sobre a possibilidade de os investidores locais “perderem o bonde”, Azevedo brincou ao dizer que “a pessoa física só gosta da bolsa quando ela já está cara.”
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No entanto, ele disse que a concretização da queda dos juros é importante para os fundamentos dos ativos.
“Não é só a queda dos juros. Tem a questão do custo de capital que diminui e o valuation das empresas que melhora”, disse o gestor.
Para ele, a migração de um ambiente de juros altos para “juros normais” dá sustentação aos valuations, porém, cabe ao gestor de fundos identificar os ativos que valem a pena entrar.
Cesar Mindof, diretor da Anbima e CEO no ABC Brasil Investment Bank, destacou que, embora o Ibovespa esteja renovando recordes, trata-se de um pico nominal. Ou seja, a pontuação é recorde descontando a inflação.
Para ele, ainda há muito espaço para o Ibovespa caminhar.
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