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Para o BBA, as preocupações com a alavancagem têm pressionado o desempenho da CSN. No ano, a CMIN3 caiu 7%, enquanto a Vale (VALE3) subiu 20%
Mesmo com a alta do preço de minério de ferro, não é a hora de apostar em mineradoras como a CSN Mineração ou a siderúrgica CSN, segundo o Itaú BBA.
O banco cortou os preços-alvo de CSN (CSNA3), de R$ 9,50 para R$ 7,50, e de CSN Mineração (CMIN3), de R$ 6,50 para R$ 5,50, mantendo a recomendação neutra para ambas as ações. Os novos valores implicam um potencial de valorização de, respectivamente, 12% e 11% em relação ao fechamento anterior (22).
O BBA incorporou uma perspectiva mais positiva para a divisão de aço da CSN, com perspectivas favoráveis para os preços da commodity a partir do terceiro trimestre de 2026 (3T26). No entanto, o banco considera que este não é o principal fator que impulsiona a tese agora.
“Em vez disso, preocupações crescentes com a alavancagem da empresa têm pesado mais sobre o sentimento dos investidores”, avalia o BBA.
Nesse cenário, o banco de investimentos vê uma relação risco-retorno pouco atrativa tanto para a siderúrgica quanto para a mineradora, com a relação entre o valuation da empresa e o Ebitda estimado para 2026, em 5x para a CSN e 5,8x para a CSN Mineradora, níveis considerados justos em relação ao histórico, além de perspectivas de geração negativa de fluxo de caixa livre (FCF).
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O BBA aponta ainda que desinvestimentos podem aliviar as preocupações com alavancagem e reduzir o risco da tese de investimento em CSN.
Por volta das 12h19 (horário de Brasília), CSNA3 recuava 2,56% (R$ 6,47) e CMIN3 caía 2,02% (R$ 4,84).
Em relação à CSN, o banco de investimentos prevê que o Ebitda seja de R$ 11,7 bilhões em 2026, estável na comparação anual, uma vez que as melhorias nas divisões de aço e cimento compensam a deterioração no segmento de mineração.
Segundo o BBA, a combinação de alavancagem financeira ainda elevada e perspectiva de geração negativa de FCF impede uma visão mais otimista para a siderúgica.
Já a CSN Mineração tem Ebitda estimado de R$ 5,3 bilhões em 2026, uma queda real de 18% na comparação com o ano anterior. Isso, explica o BBA, reflete os maiores custos de frete e C1, além do impacto negativo de um real mais forte.
“A empresa mantém uma estrutura de capital saudável, mas esperamos geração negativa de FCF nos próximos anos devido ao alto capex para o projeto P15″, afirma o banco.
Para o BBA, as preocupações com a alavancagem têm pressionado o desempenho da CSN. No ano, a CMIN3 caiu 7%, enquanto a Vale (VALE3) subiu 20%.
“Consideramos essa diferença amplamente justificada, dado que a CMIN tem maior exposição ao aumento dos fretes e menor exposição à alta nos preços de metais básicos, que têm sustentado revisões positivas de lucro para a Vale”, afirma o banco.
Na avaliação do banco, no entanto, o mesmo não se aplica totalmente à CSN: a CSNA3 caiu 24% no ano, enquanto Gerdau (GGBR4) e Usiminas (USIM5) subiram 6% e 21%, respectivamente.
“Em nossa visão, essa pior performance está menos ligada a fundamentos operacionais e mais associada à percepção de maior risco de alavancagem, exigindo maior retorno esperado pelos investidores”, explica o BBA.
O BB Investimentos também cortou o preço-alvo de CSN Mineração (CMIN3) de R$ 5,50 para R$ 5,40, mas manteve a recomendação de venda para o papel. O novo preço implica um potencial de valorização de cerca de 9% ante o fechamento da véspera (22).
Segundo o BB-BI, a CSN Mineração apresentou melhora operacional sequencial nos últimos trimestres, possibilitada pela combinação de fatores internos, como o forte ritmo de produção e custos competitivos, e externos, como a demanda de mercado aquecida e preços de minério favoráveis.
A expectativa da casa é que a manutenção desse cenário deverá continuar trazendo bons resultados operacionas em 2026.
“Por outro lado, o consumo relevante de caixa da companhia e a elevação da alavancagem no 4T25 – principalmente em função da transação envolvendo a MRS – podem reforçar receios de um aumento ainda maior desse indicador à frente, especialmente diante do volume expressivo de investimentos planejados pela companhia para os próximos anos: R$ 13,2 bilhões de desembolsos entre 2025 e 2030”, pondera o BB-BI.
Como em 2025 os investimentos para expansão somaram apenas R$ 1 bilhão, o ritmo deve acelerar mais forte a partir de 2026, avalia a analista Mary Silva.
Além disso, o BB-BI há outro ponto de atenção: a elevada exposição da companhia à modalidade spot de fretes marítimos.
Isso, explica, porque usualmente essa linha impacta de forma significativa as margens operacionais da CSN Mineração e tem seguido em patamar mais elevado, especialmente do ambiente de tensões geopolíticas e elevados preços de combustíveis.
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