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Papéis chegaram a disparar com a venda de ativos, mas perderam força ao longo do dia; bancos avaliam que o negócio reduz dívida, ainda que com desconto relevante
As ações da Dasa (DASA3) vivem um primeiro pregão turbulento na bolsa de valores nesta sexta-feira (2). Depois de iniciar o pregão com avanço de 5% com a venda de ativos por R$ 1,2 bilhão, os papéis caem cerca de 0,44% por volta das 15h.
A companhia anunciou a venda do Hospital São Domingos para a Mederi Participações Ltda, além da empresa Neuro Imagens. Vendeu ainda a São Domingos Real Estate para a Venire Participações. Saiba detalhes das operações nesta matéria do Seu Dinheiro.
Analistas do BTG Pactual avaliam que a transação está alinhada à estratégia da companhia de reduzir riscos de execução do seu processo de reestruturação, embora o hospital tenha vendido por um valor próximo à metade do preço pago há cinco anos.
A equipe do banco afirma, em relatório, que a aquisição do HSD em 2021, por aproximadamente R$ 2,5 milhões, fazia parte da estratégia da companhia em fortalecer a sua presença no segmento hospitalar no Nordeste.
Contudo, a joint venture da rede de diagnósticos com a Amil fez com o ativo deixasse de “estar alinhado” aos novos planos.
“Mais recentemente, a Dasa estruturou uma joint venture hospitalar com a Amil, a Rede Américas, que excluiu explicitamente ativos localizados no Nordeste, sinalizando a intenção de desinvestir o Hospital São Domingos”, escreveram os analistas.
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O Safra também considera que a venda dos ativos está alinhada ao plano da companhia de monetização contínua de ativos para reduzir seu endividamento “e reduzir a complexidade operacional, enquanto a empresa foca novamente em sua plataforma de diagnósticos”.
Nas contas do banco, a dívida líquida da rede de diagnósticos deve cair 29%, de R$ 6,66 bilhões para R$ 4,75 bilhões – “embora o impacto na alavancagem seja incerto devido à falta de divulgação do Ebitda do HSD”.
“Considerando os 380 leitos do HSD e utilizando a métrica de Ebitda/leito da Mater Dei como referência para estimar o Ebitda [lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização] do hospital, a relação dívida líquida/Ebitda pós-transação deve ser de 1,64x contra 2,38x atualmente”, afirmam os analistas do banco.
A equipe do BTG Pactual mantém a visão neutra para a ação DASA3 por considerar que ainda existem riscos de execução “relevantes” em sua reestruturação.
“Ainda assim, avaliamos os desenvolvimentos recentes de forma positiva. A Dasa vem avançando no desinvestimento de ativos e na redução de alavancagem, enquanto os resultados mais recentes já mostram melhora de margens”, afirmaram os analistas.
“A recuperação da companhia deve depender cada vez mais da execução operacional orgânica. Nesse contexto, vemos com bons olhos os movimentos recentes, que reforçam o redirecionamento estratégico para o negócio de diagnósticos e para a plataforma hospitalar por meio da joint venture com a Amil”, acrescentaram.
O BTG Pactual tem preço-alvo de R$ 2,50 para DASA3 nos próximos 12 meses – o que representa um potencial de desvalorização de 44,93% em relação do último fechamento (30).
O Safra também tem recomendação neutra e prevê desvalorização de 65% das ações até dezembro, com preço-alvo de R$ 1,60.
Com Money Times
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