‘Tudo é fidcável’: Fundos de Direitos Creditórios (FIDCs) devem ter novos ativos e perfis de investidores em 2025, espera gestor
Para Delano Macêdo, sócio e diretor responsável pela área de crédito da Solis Investimentos, recentemente “todo mundo passou a entender que FIDC é um bom investimento”

Desde que foram liberados ao público geral em 2023 — o que inclui os investidores de varejo — os Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs) vêm ganhando popularidade.
Na visão de Delano Macêdo, sócio e diretor responsável pela área de crédito da Solis Investimentos, gestora especializada em FIDCs, não é apenas pelos juros em patamar elevado que esses fundos de renda fixa atraem o investidor brasileiro.
“O crédito conquistou um espaço perene na carteira do investidor”, disse Macêdo em painel sobre crédito privado no evento BTG Summit 2025, nesta quarta-feira (12). Para ele, nos últimos 12 a 24 meses, “todo mundo passou a entender que FIDC é um bom investimento.”
- VEJA TAMBÉM: Ações, papéis pagadores de dividendos, FIIs, BDRs e criptomoedas – quais são os melhores para comprar em fevereiro? Programa Onde Investir dá o veredito
A Solis tem uma visão bastante entusiástica dos FIDCs, que considera ser um ativo que encontra espaço na carteira de todo tipo de investidor, na proporção correta.
Isso porque o investimento em FIDCs é uma maneira de diversificar a parcela de renda fixa da carteira em ativos que podem ser menos correlacionados com os ativos de renda fixa tradicional, ao mesmo tempo em que sua baixa volatilidade contribui para reduzir a volatilidade da carteira como um todo.
Os FIDCs são fundos que investem em recebíveis, títulos que encapsulam fluxos de pagamento das mais diversas naturezas e que permitem a empresas e profissionais anteciparem pagamentos por serviços prestados ou produtos vendidos.
Leia Também
Os recebíveis que podem ser alvo de um FIDC variam dos tradicionais descontos de duplicatas e antecipações de faturas de cartão de crédito do comércio até carteiras de empréstimos consignados públicos ou privados, dívidas corporativas, contas de luz, gás e outros serviços públicos.
Há ainda a possibilidade de empacotar em recebíveis outros fluxos de pagamentos mais inusitados, como a antecipação de receitas futuras de times de futebol e de plataformas de streaming de áudio, como Spotify e Apple Music, para artistas.
“A gente costuma dizer que tudo é ‘fidcável’”, disse Macêdo.
O que esperar dos FIDCs em 2025
Se tudo é ‘fidcável’, a Solis espera um aumento na diversidade de tipos de direitos creditórios chegando ao mercado de crédito privado neste ano.
Outra tendência para 2025, na visão da gestora, é o aumento da diversidade dos perfis de investidores em busca de FIDCs.
Macêdo lembra que hoje a Solis tem, apenas na plataforma de investimentos do BTG, anfitrião do evento, quatro fundos diferentes, sendo um para o público geral — o primeiro do tipo após a liberação pela CVM —, um para investidores qualificados (com mais de R$ 1 milhão em aplicações financeiras), um para investidores profissionais (com mais de R$ 10 milhões em aplicações financeiras) e um de previdência.
“Estamos discutindo outros perfis de fundos que queremos lançar”, disse, durante o painel.
RENDA FIXA
Tesouro Direto: preços disparam e taxas caem após primeiro turno, com ‘otimismo Flávio’; veja quanto o Tesouro IPCA+ oferece agora
5 de outubro de 2026 - 15:49RENDA FIXA
Nove em cada dez debêntures passaram a pagar mais: entenda quem perde e quem ganha com isso
2 de outubro de 2026 - 18:00SD ENTREVISTA
O ESG saiu da moda? Para a Régia Capital, ele ficou ainda mais fundamental na análise de crédito
2 de outubro de 2026 - 6:00VISÃO DO GESTOR
As LCIs e LCAs realmente ajudam a economia? Gestora diz que renúncia de R$ 50 bilhões beneficia mais os bancões do que as empresas
1 de outubro de 2026 - 13:31TAG SUMMIT
Os FIDCs chegaram ao investidor comum: mercado de R$ 1 trilhão quer disputar espaço na carteira de renda fixa
29 de setembro de 2026 - 17:32CRÉDITO PRIVADO
Investidores abandonam fundos de crédito novamente; saídas já chegam a R$ 121 bilhões em 12 meses
28 de setembro de 2026 - 13:58Conteúdo Empiricus
Onde buscar oportunidades para ‘travar’ ganhos muito acima da inflação com a Selic a 13,75%?
27 de setembro de 2026 - 10:00Conteúdo Empiricus
Alerta na renda fixa: entenda como títulos com retornos de até IPCA + 11% ao ano correm o risco de ‘sumirem das prateleiras’ em breve
26 de setembro de 2026 - 9:00Conteúdo Empiricus
Perdeu o Tesouro IPCA+ 8%? Saiba que na renda fixa ‘premium’ ainda é possível buscar retornos reais de até 10,38% ao ano; veja os títulos
25 de setembro de 2026 - 11:00RENDA FIXA
Cadê as LCIs e LCAs que pagavam de 95% a 100% do CDI? Títulos isentos estão sumindo das prateleiras e oferecendo taxas menores
24 de setembro de 2026 - 6:02ESTRATÉGIA NA RENDA FIXA
É hora de comprar títulos prefixados no Tesouro Direto, diz XP; investimento deve bater o CDI nos próximos anos
23 de setembro de 2026 - 17:20PAGUE MENOS IMPOSTO
Reserva de emergência na bolsa de valores? Conheça os ETFs de renda fixa
23 de setembro de 2026 - 13:32CRÉDITO PRIVADO
3 títulos de renda fixa isentos de imposto de renda para comprar com a Selic em queda, segundo a Empiricus
22 de setembro de 2026 - 18:45DÚVIDA SOBRE ALÍQUOTA
Polêmica sobre imposto de renda de ETFs de renda fixa volta ao radar após XP suspender negociação de seis fundos de crédito
22 de setembro de 2026 - 8:38RENDA FIXA
Tesouro Direto também reagiu mal ao reajuste do Bolsa Família, mas reverteu movimento no fim do dia; veja como fecharam as taxas
17 de setembro de 2026 - 17:45SIMULAÇÃO
Renda fixa: quanto R$ 100 mil deixaram de render desde o início do ciclo de corte de juros?
17 de setembro de 2026 - 16:34INVESTIMENTO MAIS BARATO
Tesouro Direto e CDBs ficaram para trás: ‘ETFs são a melhor forma de investir em renda fixa’, defende sócio da Galapagos
16 de setembro de 2026 - 14:50RENDA FIXA
Fim da isenção de imposto de renda de LCIs, LCAs e outros títulos deve voltar à pauta em breve — e o motivo é esta conta bilionária
12 de setembro de 2026 - 10:03RENDA FIXA
Tesouro Direto: taxa do Tesouro IPCA+ cai para 7,5% e bate a mínima desde abril
11 de setembro de 2026 - 12:02CARTEIRA RECOMENDADA