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Espaço retrofuturista de Elon Musk em Los Angeles reuniu milhares de fãs e curiosos em busca dos hambúrgueres da Tesla
A ideia parecia ficção: integrar o universo futurista da Tesla a uma experiência gastronômica completa. No entanto, nem mesmo o descrédito e as polêmicas que cercaram Elon Musk no último ano barraram a abertura do Tesla Diner em Los Angeles.
A abertura aconteceu nesta segunda-feira (21). Pela Santa Monica Boulevard, esquina com a North Orange Drive, em Hollywood, milhares de curiosos fizeram fila para experimentar os hambúrgueres de Musk, vários deles a bordo de Cybertrucks imensos.

Anunciado como uma estação de recarga para veículos elétricos, o restaurante foi uma aposta da companhia em direção a um estilo de vida integrado. No menu filosófico, a união de nostalgia, futurismo e o ecossistema elétrico da marca. No cardápio real, hambúrgueres, fritas e cachorros-quentes que garantiram avaliações “suficientemente” boas da mídia especializada que passou por lá.
Entre “surreal” e “nostálgica”, a experiência servida no Tesla Diner pode ser resumida como “retofuturista”. Por lá, telas gigantescas exibem The Twilight Zone, enquanto atendentes em patins circulam entre corredores e no drive-in repleto de veículos elétricos.

O estacionamento, aliás, é um destaque, anunciado como a maior estação de carregamento urbano do mundo. Por lá, 80 pontos Supercharger V4 oferecem aos motoristas Tesla um local ideal para comer ou trabalhar enquanto os veículos carregam. Duas telas gigantes de 13,7 metros projetam filmes e programas, com duração alinhada ao tempo médio de recarga.

A arquitetura, sob a supervisão de Franz von Holzhausen, designer automotivo da Tesla, e com a contribuição da Stantec, é um destaque. O edifício de dois andares, revestido em aço e com aproximadamente 864 metros quadrados, exibe bordas curvas elegantes, um pátio na cobertura e letreiros neon vibrantes que iluminam a Santa Monica Blvd. à noite. O design evoca uma perspectiva vintage do futuro, como algo imaginado para Os Jetsons.
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No interior, paredes brancas pristinas e pisos de azulejo branco contrastam com tetos pretos iluminados por luzes de neon azul. Grandes janelas arredondadas preenchem as paredes. A disposição do restaurante inclui uma área principal, mas uma escadaria sinuosa e branca leva ao chamado Skypad.
No primeiro andar, protótipos de robôs humanoides da Tesla, como o Optimus, estão exibidos em vitrines. Um robô Optimus chegou a servir pipoca aos visitantes – embora a autonomia do pipoqueiro fosse questionável, como relata o Business Insider. No balcão, uma declaração com a missão da Tesla parece otimista – ou um tanto distópica, nesse 2025 pós-Musk no governo americano: "acelerando a transição mundial para a energia sustentável".

Segundo uma reportagem do Eater, Elon Musk em pessoa teria determinado que o cardápio não deveria ser nada menos que “épico”, sob risco de ter itens eliminados do menu. Ainda assim, o que se ouviu de quem comeu de lá foi bem menos hiperbólico que isso.

Para ser justo, é missão para lá de delicada chegar ao “épico” com hambúrgueres, sanduíches, waffle com frango frito, queijo quente e outras iguarias-símbolo da culinária americana. Ainda assim, a mídia especializada reporta que o chef Eric Greenspan fez um bom trabalho (ou “bom o bastante”) para servir um menu sólido.
Greenspan, nomeado para o James Beard Award, é também e co-operador do restaurante. Em sua carreira, ficou conhecido por releituras criativas de clássicos de lanchonete, que é exatamente a base do cardápio do Tesla Diner, disponível 24 horas por dia.
O resultado vem em hambúrgueres smash como o Tesla Burger, com molho "Electric Sauce" e queijo americano de marca própria de Greenspan. Ou nas batatas fritas, com opcional de chili de wagyu e queijo. Um detalhe interessante é que o restaurante é inteiramente movido a energia elétrica: sem gás, em lugar algum.

Para o café da manhã, há tacos, torrada de abacate e cinnamon rolls. Bebidas incluem refrigerante e milkshakes. A apresentação vem com pratos servidos em embalagens temáticas em forma de Cybertruck, que alguns clientes transformaram em chapéus à la Burger King.
Na operação de abertura, apareceram inconsistências. Entre elas, atrasos de até 45 minutos, lixo acumulado pelo fluxo alto de visitantes e a textura irregular de hambúrgueres ou queijo nos tacos de café da manhã. Ainda assim, o cardápio foi classificado como "comida de lanchonete sólida: nada revolucionário, mas satisfatória".

Os preços dos pratos principais variam de US$ 9 a US$ 15 (R$ 49 a 83), com acompanhamentos entre US$ 4 e US$ 12 (R$ 22 e R$ 66), valores considerados comparáveis a outros estabelecimentos da região. Sobre o tíquete, uma política vem sendo considerada “inovadora” pela imprensa local: a ausência de gorjetas diretas; por definição, a Tesla cobre um pool de gorjetas de 20% distribuído entre os funcionários. Te lembra algum lugar?
Entre quem passou pela inauguração do Tesla Diner, o que se viu foi uma mescla de fãs devotos da marca, curiosos e moradores locais. Ao menos um protestante apareceu do lado de fora da abertura com um cartaz: “trabalhadores devem ter o poder, não bilionários”.
Desde sua concepção em 2018 e o início das obras em setembro de 2023, o local gerou intenso burburinho, atraindo curiosidade de milhares e desdém de outros tantos. Chefes que comentaram positivamente sobre o empresário enfrentaram críticas online.

O projeto enfrentou resistências e recusas, aliás, de operadores de restaurantes renomados. Primeiro devido a preocupações iniciais com viabilidade financeira. Posteriormente, com as ações polêmicas de Musk no governo do republicano Donald Trump.
Ainda assim, o Tesla Diner acabou abrindo as portas, não só como um restaurante, mas como um projeto piloto para a ambição de Musk de expandir a presença da Tesla além da indústria automotiva. Ele já planeja uma segunda unidade perto da Starbase da SpaceX no Texas e em Xangai: um anúncio do West China City Daily diz que a empresa deve aportar na China com uma nova sede de seu restaurante, mas com valores até 30% inferiores aos praticados nos Estados Unidos.
Com informações do Business Insider, do Los Angeles Times e do West China City Daily.
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