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Lista que elege os 50 melhores bares do mundo será divulgada na madrugada desta quarta-feira (8)
No próximo dia 8 de outubro de 2025, quarta-feira, acontece em Hong Kong mais uma edição do “Oscar” dos bares: o The World’s 50 Best Bars. A cerimônia, digna de tapete vermelho, apresentará os 50 melhores bares do mundo em formato decrescente, como rola em todos os anos.
Dessa vez, porém, o evento, que há mais de uma década enaltece os rumos da indústria, promete confirmar uma mudança estrutural no mapa dos melhores bares do mundo.
Mas antes de trazermos insights e palpites da premiação deste ano, um breve olhar para os bastidores: como se formam as listas, por que certos nomes ganham força, e o que explica o favoritismo de determinados países em 2025.
O 50 Best Bars é elaborado a partir dos votos de mais de 650 profissionais do setor, entre bartenders, jornalistas, consultores e viajantes frequentes anônimos espalhados por todo o mundo. Cada membro do painel pode indicar sete bares, sendo obrigatoriamente pelo menos três fora de sua região de origem.
Os votos refletem experiências pessoais no último ano, sem critérios fixos de pontuação técnica, como revelou Emma Sleight, Head of Content do selo 50 Best Bars, em entrevista ao podcast australiano Drinks at Work, em julho de 2024. Em outras palavras: o ranking é mais sobre influência e experiência do que sobre receita ou técnica pura.
Isso significa, portanto, que visibilidade internacional, colaborações (guest bartenders) e presença em eventos de prestígio pesam fortemente. Um bar que realiza dezenas de colaborações pelo mundo, por exemplo, aumenta sua exposição direta aos votantes e multiplica suas chances de figurar entre os melhores.
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Com isso, chegamos às tendências.

A cerimônia deste ano acontece em Hong Kong e percebemos uma intensa agenda de colaborações por lá ao longo do ano. Na reta final isso é comum, já que a organização desenvolve um calendário de atividades que antecedem a premiação.
A Ásia é, há muito tempo, um polo mundial da coquetelaria. Bares como COA, Bar Leone, Zest e Jigger & Pony despontam não apenas pelo nível técnico, mas por assumir o novo padrão de hospitalidade regional: minimalismo, sustentabilidade e precisão.
Enquanto Londres, outrora o centro gravitacional para drinks da região, perde fôlego, tendo casas clássicas como Connaught e Three Sheets figurando apenas na lista estendida, cidades como Atenas e Barcelona assumem protagonismo.
A saída de nomes tradicionais da região abre espaço para novas expressões. Handshake Speakeasy, do México, por exemplo, surge como o candidato natural top 3, impecável em técnica e branding. Além disso, o Tres Monos (Buenos Aires) e o Alquímico (Cartagena) sustentam a representatividade latina com autenticidade e narrativa cultural.
O ranking de 2025 provavelmente será o mais diversificado geograficamente da história recente. A coquetelaria está se deslocando de centros clássicos, como Londres e Nova York, para polos de inovação cultural e sensorial, onde o bar é tratado como um manifesto gastronômico.
A Ásia, agora com força institucional e estética, dita o ritmo global. A América Latina se reinventa, equilibrando técnica e identidade. E a Europa se redescobre em sua periferia criativa.
Em última análise, o The World’s 50 Best Bars 2025 promete ser menos sobre “quem faz o melhor martini” e mais sobre quem está redefinindo o que significa estar em um bar hoje: hospitalidade, sustentabilidade e conexão humana substituindo, inclusive, o culto ao luxo e à performance técnica.
No fundo, essa nova era da coquetelaria não premia apenas drinks: premia visões de bar em um mundo globalizado.

Joga em casa. No ano passado, ficou em segundo lugar. Vem com um destaque grande em diversas premiações internacionais desde 2024, fator que traz um eco expressivo entre os votantes, aliado, claro, ao excelente serviço no balcão. Candidato forte ao topo.

Com uma forte presença internacional e visibilidade contínua, tem histórico cativante e não há quem reclame. Foi o melhor bar do mundo em 2024, então o páreo será interessante.

O novo bar do influente bartender Shingo Gokan chamou atenção rapidamente, angariando premiações em pouco tempo de inauguração. Historicamente, bares com esse indicador geram subida rápida nos rankings.

Gerido por duas das pessoas mais influentes da cena internacional, é uma das marcas mais consolidadas quando o assunto é técnica de coquetelaria. Tem robustez, consistência entre votantes europeus e potencial para se manter entre os 10 melhores.

A emergência de bares indianos é forte e o endereço esteve presente na premiação dos melhores bares da Ásia. Com o eixo se deslocando para outras regiões, o estabelecimento pode surpreender.

Vem ganhando posições nos últimos dois anos, tido como um “paraíso” para bartenders por unir balcão e uma destilaria própria, onde produzem gin, vodka e outros destilados com inspirações nórdicas.

Bares de hotéis têm presença marcada no top 10. Aqui, porém, já detém o prêmio de melhor bar de hotel internacional do ano em outros concursos, quebrando um pouco a estética do que é um "bar de hotel". Recentemente, fizeram uma ação com o ator britânico Will Poulter e devem ganhar atenção na cerimônia.

Bar com apelo de experiência imersiva, turística e forte narrativa cultural local que, apesar de não ter feito tantas colaborações quanto outros, é muito valorizado por votantes que viajam à América do Sul.

Fez barulho suficiente no último ano que elevou a reputação e visibilidade editorial, além de prêmios como melhor menu e melhor equipe de bar, dois fatores preponderantes para uma boa cultura de coquetelaria.

Já foi eleito o melhor bar do mundo e promove um intenso calendário de intercâmbio entre bares, exercendo uma influência forte na indústria, além da criatividade incansável nos menus.
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