The Best Chef Awards 2025: do vai-não-vai colombiano ao reconhecimento do Brasil no palco milanês
Cerimônia que coroa o melhor chef do mundo ocorre na noite desta quinta-feira (2) em Milão – e tem presença brasileira por lá; saiba quem participa
O mundo da alta gastronomia também tem seus plot twists dignos de série. Esse ano, parecia que o The Best Chef Awards, que celebra alguns dos cozinheiros mais criativos e influentes do planeta, ia desembarcar na Colômbia. Depois, a rota mudou para Bolonha. Mas, num plot twist digno de roteiro, o anúncio oficial veio apenas um mês atrás: o evento aconteceria em Milão.
A cerimônia ocorre na noite desta quinta-feira (2) e já começou. Ivan Ralston do Tuju, em São Paulo, entrou para a lista exclusiva dos condecorados com 3 facas. Até o momento, ao menos outros dois nomes do Brasil já entraram na lista: Thomas Troisgros, com uma faca, e Luiz Filipe Souza, do Evvai, com 2 facas. Ivan Bhremen, chef brasileiro à frente do Nouri, em Singapura, também recebeu 2 facas na premiação.
Talks de renome
A programação do The Best Chef Awards, no entanto, já começou ontem com pompa e efervescência. O Area Talks abriu o festival na região de Franciacorta, berço de um dos espumantes mais famosos e sofisticados da Itália, produzido a apenas uma hora de carro (cerca de 50 km) de Milão.
O cenário, espetacular por si só, recebeu cerca de 300 convidados para um dia inteiro de debates e provocações sobre o futuro da cozinha global. No palco, nomes que dispensam apresentações: Joan Roca, do Celler de Can Roca; Ana Roš, da Eslovênia; Massimo Bottura, de Modena; Jessica Rosval, chef do Il Gatto Verde (restaurante do grupo de Bottura); e Santiago Lastra, do Kol em Londres. Isso, além de outras personalidades que ditam o rumo da gastronomia contemporânea.
Participação brasileira
Como não poderia deixar de ser, o Brasil também está no radar. Presentes em Milão estão Lisiane Arouca e Fabrício Lemos, dupla por trás do restaurante Origem, em Salvador; Janaína Torres, um dos nomes mais influentes da cozinha paulistana; Tássia Magalhães, do restaurante Nelita, em São Paulo; e o premiado Rafa Cagalli, que comanda o estrelado Da Terra, em Londres.
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Todos eles vivem hoje a mesma sensação: expectativa. Expectativa de prêmios, de reconhecimento, mas também de networking, novos projetos e alianças que podem redefinir a cena gastronômica nos próximos anos.
Para jovens investidores que acompanham o mercado de hospitalidade e alimentação, vale ficar atento. O The Best Chef Awards não é apenas uma festa de gala: é um termômetro de tendências, uma vitrine de talentos e uma oportunidade de observar para onde caminha a gastronomia de alto impacto cultural e econômico.
Logo mais, quando as luzes se acenderem em Milão, saberemos quem leva os holofotes da edição 2025. Mas uma coisa já é certa: o Brasil continua marcando presença com força nesse tabuleiro global.
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