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O carro que dominou o país na passagem dos anos 1980 para os 1990 volta repaginado e pronto para disputar um novo mercado

Quando o Chevrolet Monza desembarcou nas ruas brasileiras em abril de 1982, o país vivia um de seus períodos culturais mais emblemáticos: Michael Jackson dominava as paradas, “E.T.” lotava cinemas, e a seleção brasileira encantava o mundo com o legítimo futebol-arte. Em meio a tudo isso, surgia um carro tão moderno para o padrão nacional que virou símbolo imediato de status, desejo e ascensão social.
Quarenta e três anos depois, o nome Monza volta a circular, mas desta vez impulsionado pelo mercado chinês. A General Motors decidiu ressuscitar o nome em uma estratégia ambiciosa: deslocar o Onix na China, reposicionar-se entre os sedãs compactos e reavivar uma marca que, para brasileiros, desperta pura nostalgia.
A história do Monza começa antes mesmo de sua chegada ao Brasil. No fim da década de 1970, a GM deu início a um experimento ousado: desenvolver um carro global, que pudesse ser adaptado com mudanças mínimas a dezenas de mercados.
Nascia o Projeto J, que a partir de 1981 se espalhou pelo mundo com diferentes nomes:
A princípio, a GM cogitou manter por aqui o nome Ascona. Mas, segundo executivos da época, alguém levantou um ponto importante: “ascona lembra asco”. A alternativa escolhida veio do próprio portfólio da empresa: Monza.
O Brasil ainda tinha um parque automotivo engessado, com poucas novidades. De repente, chegava um carro:
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O impacto foi tamanho que o carro virou assunto no Jornal Nacional. Até os europeus se surpreenderam: não havia em seus mercados uma configuração igual à do Monza brasileiro.
Sob o capô, estreava no país a lendária família de motores Família II, que depois equiparia Kadett, Vectra, Omega, Astra, Blazer e Zafira.
O primeiro motor 1.6 era silencioso, mas perdia desempenho com o uso — algo corrigido logo depois com o 1.8 de 86 cv. Ainda assim, direção lenta à parte, o Monza era descrito como “gostoso de guiar”, com suspensão firme e freios superiores até aos do próprio Opel Ascona.
A partir de 1983, com a chegada das versões sedã de duas ou quatro portas, o Monza explodiu em popularidade. Para a classe média brasileira, ter um Monza era mais do que ter um carro, era um símbolo de conquista, especialmente na configuração 1.8 com:
O carro começou a disputar e vencer espaço contra Passat, Corcel II e Santana.
E seu auge veio entre 1984 e 1986, quando se tornou o carro mais vendido do Brasil, superando até Fusca e Chevette, um feito raríssimo para um modelo não popular.
Nos anos 1980, a personalização de carros nacionais estava no auge, e o Monza acompanhou a onda:
A chegada do motor 2.0 “biela longa” de até 110 cv consolidou uma linha cada vez mais completa e sofisticada.
Em 1990, o Monza virou o segundo carro nacional com injeção eletrônica, atrás apenas do Gol GTi. A estreia ocorreu na edição especial 500 E.F., criada para homenagear Emerson Fittipaldi — recém-campeão das 500 Milhas de Indianápolis.
Mas o design começava a envelhecer. Enquanto isso, na Europa, o Ascona já dera lugar ao novo Vectra desde 1988. A GM brasileira, porém, esticou a vida do Monza com o facelift de 1991, o famoso:
Foi o último fôlego antes da chegada definitiva do Vectra.
O Vectra estreou no Brasil em 1993, mas o Monza só deixou de ser produzido em 21 de agosto de 1996, deixando um legado robusto:
O Monza se tornou uma espécie de código cultural brasileiro. Quem viveu os anos 1980 e 1990 sabe: quem tinha um Monza, tinha poder.
Hoje, no mercado de carros usado, um Monza Classic SE 2.0 100% original e bem conservado está saindo na faixa de R$ 80.000,00.
É possível encontrar modelos mais baratos, na faixa de R$ 20 mil.
A ressurreição do nome Monza não aconteceu aqui, mas na China, maior mercado automotivo do mundo. A Chevrolet tomou a decisão de substituir o Onix chinês pelo Monza, buscando recuperar competitividade em um segmento dominado por sedãs modernos e baratos produzidos localmente.

A faixa de preço está entre US$ 9.600 e US$ 16.000, algo como R$ 50.800 a R$ 84.800 (valores equivalentes, antes de impostos).
Essa estratégia posiciona o Monza como alternativa ao Cruze e como representante de uma nova família global de compactos, construída sobre a plataforma VSS-F, base que serve às marcas Chevrolet, Buick e Cadillac.
Ou seja: é um sedã moderno, competitivo e bem posicionado, mas com pouca ligação prática com o clássico brasileiro, além do nome.
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