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A economia chinesa enfrenta uma deflação provocada por uma grave crise imobiliária e por níveis de consumo abaixo dos registrados antes da pandemia, mas está pronta para começar o ano com novas políticas de estímulo
A China não fugiu de uma tradição mais ocidentalizada de encerrar o ano com uma lista de metas a serem cumpridas no novo ciclo que começa. No caso de Pequim, os compromissos incluem a implementação de uma política monetária moderadamente relaxada, o uso de uma variedade de instrumentos de política monetária de forma abrangente e a manutenção de ampla liquidez.
A segunda maior economia do mundo também diz que, em 2025, buscará manter a taxa de câmbio do yuan estável e garantirá que o avanço do financiamento social e da base monetária fique em linha com as metas projetadas de crescimento econômico e de inflação.
Tudo isso tem uma razão de ser: a China enfrenta uma deflação provocada por uma grave crise imobiliária e por níveis de consumo abaixo dos registrados antes da pandemia.
O governo chinês implementou várias medidas de estímulo fiscal nos últimos meses, como a redução de algumas taxas de juros e o aumento do limite de endividamento dos governos locais, mas ainda não conseguiu tirar a segunda maior economia do mundo da crise.
Nesta sexta-feira (3), a China reforçou o compromisso de ampliar a emissão dos títulos da dívida especiais com vencimento ultralongo, como parte de um esforço mais amplo para estimular o consumo e revigorar a segunda maior economia do mundo.
Em uma coletiva de imprensa para anunciar novas medidas, o secretário-geral adjunto da Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma do país asiático, Yuan Da, disse que os recursos serão usados para financiar um programa de subsídios para a renovação de equipamentos e de bens de consumo.
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"Serão implementados subsídios para a compra de novos produtos digitais, como celulares, e serão dados subsídios a consumidores individuais para a compra de três tipos de produtos digitais, como celulares, tablets, relógios e smartwatch", explicou ele.
Na mesma linha, o Banco do Povo da China (PBoC, o banco central chinês) reforçou o compromisso de implementar cortes de compulsórios bancários (RRR, na sigla em inglês) e de juros em algum momento ainda não definido neste ano.
Durante reunião na semana passada, o Comitê de Política Monetária do PBoC sugeriu acelerar a intensidade dos ajustes nos principais instrumentos e também reforçou plano de manter a taxa de câmbio estável.
A instituição reiterou ainda a intenção de estabilizar o mercado imobiliário e de assegurar ampla liquidez ao sistema financeiro.
Xi Jinping encerrou 2024 com seu tradicional discurso de Ano Novo. Nele, o presidente da China reconheceu os desafios no horizonte da segunda maior economia do mundo, mas expressou otimismo de que podem ser superados com a ajuda de políticas proativas e a contínua promoção de reformas estruturais.
“A operação econômica atual enfrenta algumas situações novas, desafios de incerteza no ambiente externo e pressão da transformação de antigos motores de crescimento em novos, mas tudo isso pode ser superado com muito trabalho”, afirmou.
Xi reiterou que confia em alcançar a meta oficial de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) estimada em 5% para 2024, percentual que alguns especialistas duvidam que o gigante asiático consiga atingir.
Vale lembrar que recentemente foram divulgados os resultados do Censo Econômico Nacional, que reajustou o valor do PIB de 2023 para mais de 129 trilhões de yuans, o que significou 3,36 trilhões de yuans a mais do que o valor divulgado anteriormente — isso significou um aumento de 2,7%.
O cálculo do PIB de 2024 será feito em relação ao novo valor. Porém, segundo o Departamento Nacional de Estatísticas, a mudança não deve representar uma mudança significativa no resultado do ano.
*Com informações do Estadão Conteúdo
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