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Após a repercussão no mercado, a própria XP decidiu tirar a limpo a história e esclarecer todas as dúvidas e temores dos investidores; veja o que disse a corretora
É improvável que algum investidor tenha passado ileso de notícias envolvendo a XP Investimentos (XPBR31) na semana passada. De um lado, esteve a Grizzly Research, uma casa de análises gringa especializada em recomendações de venda. Ela acusa a XP de estar no centro de um esquema de pirâmide. Do outro lado, a corretora brasileira rebate o ataque com “medidas legais”.
Os rumores não só pressionaram as ações da XP em Wall Street na semana passada, como também geraram preocupações em investidores e clientes da corretora.
Após a repercussão no mercado, a própria corretora decidiu tirar a limpo a história e esclarecer todas as dúvidas e temores dos investidores nesta segunda-feira (17).
Os papéis da plataforma de investimentos encerraram a sessão de hoje em forte alta de 5% em Nova York.
Você confere abaixo o que disse a XP sobre a “tentativa mais recente de fake news contra a empresa”.
Em resposta às acusações, a XP afirma que “possui um modelo sólido de negócios que beneficia o investidor e não tolera qualquer tipo de disseminação de fake news”.
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A XP enviou nesta segunda-feira (17) uma nota à imprensa refutando as acusações e esclarecendo os pontos questionados pela Grizzly.
Segundo a corretora, a mais recente tentativa de veicular falsas informações sobre a empresa “veio camuflada de um relatório recheado de informações falsas e distorcidas, assinado por uma casa de análise pequena e desconhecida, com credibilidade duvidosa e envolvida em polêmicas anteriores”.
A própria Grizzly afirma em sua página que é uma research que produz relatórios baseados em opiniões, não em fatos.
“Essas casas lucram derrubando os preços das ações e títulos das empresas que supostamente analisam”, inferiu a companhia sobre a Grizzly, casa de análise especializada em teses short (vendidas) em ações.
A XP esclareceu que os fundos Gladius e Coliseu não captam recursos de clientes, uma vez que são veículos exclusivos da tesouraria da empresa, tendo a companhia como única cotista.
Esses veículos são considerados essenciais para gerenciar o risco de mercado e liquidez das atividades da XP e são capitalizados através de carteiras não-residentes da empresa para “preservar a natureza das entidades prudenciais do grupo”.
A corretora também reforça que os fundos não dependem da entrada de novos participantes para manter suas operações ou compor o patrimônio líquido, como alegou a Grizzly no relatório.
É por esse motivo que a estrutura de rentabilidade dos veículos da XP não poderia ser comparada com fundos de investimento que são distribuídos abertamente no mercado, segundo a plataforma de investimentos.
Na nota, a XP também endereça a acusação de que o segredo da lucratividade da Gladius seria a venda dos COEs, “produtos de investimento predatórios que a empresa empurraria agressivamente para seus clientes de varejo brasileiros”.
O relatório da Grizzly ainda dizia que a empresa era a principal provedora desse produto no Brasil.
Segundo a nota, atualmente, os COEs representam somente 3% dos investimentos sob custódia da XP e correspondem a apenas cerca de 3% dos resultados da companhia.
“Em 2024, as instituições financeiras brasileiras emitiram aproximadamente R$ 40 bilhões em COEs e a XP participou com R$ 8,5 bilhões, representando 23% do market share. Ou seja, outras instituições financeiras foram responsáveis por 77% das emissões”, disse a empresa.
Outra questão apontada pela empresa é a governança, visto que todas as operações são auditadas regularmente por nomes de peso independentes especializados, como a PwC.
Além disso, os fundos da XP contam com administradores e custodiantes autônomos, como a BNY Mellon, que também “asseguram a conformidade dos ativos, a liquidação das operações e o cumprimento de normas e regulamentos de forma isenta”.
*Com informações do Money Times.
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