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Além dos terrenos, a operação envolve a venda de CEPACs — títulos que permitem construir acima do limite urbano

A Tecnisa (TCSA3) comunicou ao mercado que a Windsor Investimentos Imobiliários, empresa da qual detém cerca de 52% do capital social, assinou um Memorando de Entendimentos (MOU) com a Cyrela (CYRE3) para a venda de terrenos Jardim das Perdizes, em São Paulo.
Segundo o documento, a operação envolve sete empreendimentos localizados em área nobre da capital paulista. A Windsor, que é controlada pela Tecnisa, está vendendo os ativos por um valor que pode chegar a R$ 510 milhões.
A operação inclui ainda a venda de 146.941 Certificados de Potencial Adicional de Construção (CEPACs), que são títulos mobiliários emitidos por municípios.
Os CEPACs permitem que os proprietários de imóveis construam acima dos limites previstos pelas regras urbanísticas tradicionais, funcionando como uma espécie de “licença de construção adicional”. Em dezembro de 2023, a Tecnisa chegou a desembolsar R$ 225,4 milhões para comprar pouco mais de 206 mil Cepacs negociados em leilão, na B3.
Em documento divulgado nesta sexta-feira (27), a Tecnisa também informou que a operação não inclui os projetos já lançados e atualmente em desenvolvimento pela Windsor.
Vale lembrar que a Windsor é responsável pelo desenvolvimento do Jardim das Perdizes e tem como sócios, além da Tecnisa, a Hines (42,5%), Zeev Chalom Horovitz (2,5%), Joseph Meyer Nigri (1,825%) e Renato Meyer Nigri (1%).
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De acordo com o comunicado divulgado, a Cyrela vai pagar R$ 450 milhões à vista, além de mais R$ 60 milhões adicionais condicionados ao cumprimento de metas previstas no contrato.
No entanto, a conclusão da venda ainda não saiu do papel. Isso porque a operação precisa ser aprovada pelos órgãos societários da Windsor, além de ainda depender da assinatura dos documentos definitivos.
Em seguida, a transação precisa obter o consentimento de credores e de autoridades aplicáveis, em especial do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), segundo a Tecnisa.
*Com informações do Money Times e do Estadão Conteúdo.
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