O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Apesar do guidance não ter animado os analistas, o banco ainda mantém a recomendação de compra para os papéis

O ano de 2025 ainda não acabou, mas já é possível ver 2026 no horizonte, e novas metas começam a ser traçadas. Quem está de olho no que vai colher daqui para frente é a SLC Agrícola (SLCE3), que divulgou suas projeções para a safra 2025/2026.
Segundo o documento, a companhia projeta aumento de 13,6% na área plantada no período, impulsionada pela aquisição da Sierentz do Brasil.
Já na produção, são esperados aumentos de 28,9%, 13,8%, 11,7% em milho, soja e algodão, respectivamente, em relação à safra anterior.
Porém, nem tudo é terreno plano para a SLC. A empresa projeta aumento nos custos por hectare de 10,2%. Além disso, 57,1% dos custos são indexados ao dólar, calculado a R$ 5,45/USD no guidance.
E o peso dos custos pode passar como um trator por cima dos lucros da SLC. Segundo o BTG Pactual, sem um impacto positivo proporcional vindo de preços mais elevados, o Ebitda (lucro antes de juros, depreciação e amortização) de 2026 da companhia deve diminuir em aproximadamente R$ 150 milhões.
Apesar disso, o banco ainda mantém a recomendação de compra para SLCE3 — mas com um aviso claro: não há gatilhos no curto prazo para os papéis.
Leia Também
Após a divulgação do guidance, as ações da SLC amanheceram em queda. Por volta das 11h15, os papéis caíam 1,65%, a R$ 16,07.
Segundo o documento, a SLC projeta uma área plantada de 836,1 mil hectares no período, contra 735,6 mil hectares registrados na safra 2024/25.
Já na produção, o destaque fica por conta do milho, com uma projeção de aumento de 28,9% de área plantada na safra, com 158,2 mil hectares. A produtividade deve crescer 2,6%, segundo a SLC.
Para a soja — comercial e semente —, a companhia vê um crescimento de 13,8% na área plantada, totalizando 429,7 mil hectares. A expectativa é que a produtividade cresça 1,5%.
O horizonte da safra de algodão em pluma também mostra fartura. A SLC espera um aumento na ordem de 11,7% na área plantada em relação ao período passado, com um crescimento de 8,2% na primeira safra e 15,6% na segunda. A cultura terá uma participação de 23,9% no ciclo atual, de 199,7 mil hectares.
Porém, a empresa projeta que outras culturas devem ter uma queda de 14,8%, em 48,4 mil hectares.
Além disso, a companhia indicou um aumento de 10,2% nos custos, refletindo maior gasto com fertilizantes devido à necessidade de reposição de nutrientes no solo. A SLC também vê impactos causados pelo reforço no pacote de defensivos.
Há ainda os impactos da pressão cambial no guidance, com 57,1% dos custos indexados ao dólar.
Segundo relatório divulgado pelo BTG nesta manhã, o aumento dos custos no novo guidance veio como uma surpresa negativa, indicando um cenário pior do que as expectativas dos analistas para a empresa.
Além disso, embora as produtividades da soja e do algodão tenham superado ligeiramente as expectativas do BTG — que eram de, respectivamente, 0,9% e 0,5% —, as projeções para o milho ficaram abaixo do que era esperado pelo mercado.
Porém, na visão dos analistas, a queda prevista para a produção da commodity pela SLC pode refletir uma abordagem mais conservadora devido à incorporação das novas áreas da empresa Sierentz.
O banco também avalia que o aumento acentuado nos custos de produção do milho, possivelmente, também foi impulsionado pela incorporação da companhia, alterando o balanço de custos da SLC nesta fase inicial das operações nas novas fazendas.
Ainda assim, se os números previstos pela empresa se tornarem realidade, o BTG vê uma queda no Ebitda, que passaria de R$ 2,5 bilhões para R$ 2,35 bilhões.
Os analistas observam que, embora o pêndulo das margens esteja se movendo de volta para os produtores, o que beneficia a SLC no longo prazo, essa mudança é gradual.
Assim, as ações seguem sem gatilhos de curto prazo. Além disso, o banco não vê o novo guidance como um catalisador positivo para as ações.
Apesar disso, os analistas destacam que a SLC segue sendo uma das empresas mais eficientes no setor agrícola brasileiro e que será beneficiada em um cenário de preços de commodities mais fortes.
*Com informações do MoneyTimes.
BALANÇO DO 2T26
PESSIMISMO
REAÇÃO AO RESULTADO
FUTURO PROMISSOR
PRÉVIA DO BALANÇO
PROVENTOS
NEM SOL, NEM VENTO
CORRIDA TECNOLÓGICA
OPA COM PERMUTA
Conteúdo BTG Pactual
Conteúdo Empiricus
VEJA O CONTEXTO
DEIXANDO A B3
REDES SOCIAIS
BRASIL OU ESPANHA?
PRESSÃO NO CAIXA
E AGORA?
BALANÇO
OFERTA NA MESA
CHEQUE BILIONÁRIO