Santander mantém cautela com a SLC Agrícola (SLCE3), mas vê motivos para a empresa ainda surpreender — com direito a novo preço-alvo
Analistas do banco afirmam que, apesar da pressão no caixa, o potencial de valorização das ações da produtora de grãos e fibras não está fora do radar

O futuro desempenho da SLC Agrícola (SLCE3) ainda está na vista grossa do Santander, mas há valor a ser destravado nas ações da produtora de grãos e fibras, de acordo com relatório do banco desta terça-feira (29).
A visão mais cautelosa se baseia em um ciclo de investimentos intensos no primeiro semestre de 2025, que vai comprometer a geração de caixa da companhia nos próximos dois anos, além do aumento de custos na safra 2025–26, impulsionado pela alta nos preços dos fertilizantes.
Guilherme Palhares e Laura Hirata, responsáveis pelo relatório, apontam para riscos negativos para a SLC Agrícola, como:
- Preços de fertilizantes elevados por mais tempo;
- Incapacidade de expandir a área arrendada;
- Reavaliação negativa dos custos de arrendamento;
- Perdas de safra;
- Nova alta nos preços de insumos agrícolas.
Na outra ponta, os riscos positivos são apenas dois: uma maior demanda e preços melhores para commodities agrícolas, com apoio de políticas de biocombustíveis no Brasil e nos EUA, e a desvalorização do real, que favorece exportações para a produtora.
- LEIA TAMBÉM: A temporada de balanços do 2º trimestre de 2025 vai começar: veja como receber análises sobre os resultados das empresas e recomendações sobre onde investir
Nessa perspectiva, o Santander manteve a recomendação neutra para a SLC Agrícola, mas elevou o preço-alvo de R$ 21 para R$ 23 para o fim de 2026. A ação opera atualmente na casa dos R$ 18.
Gatilhos que podem destravar o valor da SLC Agrícola
Apesar da recomendação neutra, o Santander vê espaço para a SLCE3 destravar seu valor. Entre os principais gatilhos estão o aumento da área plantada, ganhos de produtividade e uma nova valorização das terras da empresa.
Leia Também
Perto do dono, longe da autonomia? O dilema da independência nos conselhos das empresas da bolsa
A SLC Agrícola anunciou um aumento de 7% no valor de seu portfólio de terras no início de julho.
Também entra no radar uma possível alta nos preços do milho, soja e algodão, além da retomada do crescimento da economia norte-americana e do consumo de vestuário, que podem aumentar as vendas da produtora de grãos e fibras.
Um câmbio mais favorável, com o real mais fraco, completa a lista de condições que podem impulsionar os papéis, na visão dos analistas.
Projeções do Santander apontam para cautela
Mesmo com uma visão positiva caso as condições certas aconteçam, o Santander ainda reduziu em 5% a estimativa para o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado para 2026.
Com a revisão, o indicador ficou em R$ 2,4 bilhões (R$ 3 bilhões antes dos pagamentos de arrendamento).
Na conta dos analistas, a retração reflete um aumento de aproximadamente 9% nos custos agrícolas, puxados principalmente pela alta de 10% nos preços internacionais (em dólar) de nitrogênio, fosfato e potássio, utilizado para fertilizantes.
Segundo o guidance de maio, a SLC Agrícola já contratou 57% das suas necessidades para a safra 2025–26.
- VEJA TAMBÉM: Receba os episódios do Touros e Ursos, podcast do Seu Dinheiro, em primeira mão para saber quais são as principais recomendações dos “gigantes” do mercado
Para a safra 2025–26, a SLC Agrícola está realizando contratos futuros de soja num ritmo 7 pontos percentuais (p.p.) mais lento que no ano passado, o que o Santander interpreta como sinal de otimismo da empresa. Já o hedge do algodão avançou para 25% da produção, retomando a média histórica para o período.
O relatório destaca que políticas de biocombustíveis nos EUA e no Brasil devem sustentar a demanda por soja. Ao mesmo tempo, o plantio de soja nos EUA foi reduzido em 2025 para dar lugar ao milho — o que pode pressionar os preços, caso as condições climáticas piorem até novembro.
POTE DE OURO
O ‘trade’ de Vivara (VIVA3) que poucos perceberam: ouro comprado na baixa agora ajuda a turbinar o caixa
18 de setembro de 2026 - 6:07DISTRIBUIÇÃO DE PROVENTOS
Dividendos e JCP: Lojas Renner (LREN3), TIM (TIMS3), Cemig (CMIG4) e B3 (B3SA3) pagam juntas mais de R$ 2 bilhões aos acionistas
17 de setembro de 2026 - 18:34COMPROMISSO AMBIENTAL
Natura (NATU3) emite R$ 700 milhões em debêntures com meta ligada ao uso de plástico sustentável
17 de setembro de 2026 - 18:24TODO CUIDADO É POUCO
As 3 ações do varejo que se dão bem com o aumento do Bolsa Família — e a pegadinha desvendada pelo J.P.Morgan
17 de setembro de 2026 - 18:00MUDANÇAS NO ALTO ESCALÃO
Taesa (TAEE11) escolhe ex-CFO da Petrobras para o comando do conselho — e ela já foi eleita uma das mulheres mais poderosas do mundo
17 de setembro de 2026 - 12:06COMBUSTÍVEIS
Mais caixa e dividendos no tanque: Santander divulga novo preço-alvo para Vibra (VBBR3) e Ultrapar (UGPA3), com potencial de alta de 27%
16 de setembro de 2026 - 16:31NA BERLINDA
“Sem saída fácil”: Braskem (BRKM5) despenca mais de 13% após UBS BB rebaixar ação e cortar preço-alvo em 74%
16 de setembro de 2026 - 14:09LA BELLE DE JOUR
Amazon esquenta disputa em setor após aposta da Raia Drogasil (RADL3); veja quem vence, segundo o BTG Pactual
16 de setembro de 2026 - 12:01TIROU O PÉ
XP rebaixa ação da Sanepar (SAPR11) mesmo com potencial de 33% de alta na bolsa. O que está faltando para o papel?
16 de setembro de 2026 - 11:21QUEM ROUBA A CENA?
O roxinho perdeu o brilho? Itaú BBA rebaixa Nubank e elege um novo favorito entre os bancões
16 de setembro de 2026 - 10:44O CÉU É O LIMITE
Valor de mercado da Petrobras (PETR4) chega perto de R$ 700 bilhões, no maior patamar da história
15 de setembro de 2026 - 19:26FUSÕES E AQUISIÇÕES
JBS e Viva criam joint venture em couros, mas deixam ativos no Texas, na Alemanha e no México de fora
15 de setembro de 2026 - 19:14ATENÇÃO, ACIONISTA!
Dividendos e JCP: WEG (WEGE3) aprova quase meio bilhão de reais em proventos — mas não está sozinha
15 de setembro de 2026 - 17:52O MAIOR RETORNO PARA O SEU BOLSO
Empresas do Brasil pagaram mais de R$ 22 bilhões em dividendos no último trimestre; veja quem superou a Petrobras (PETR4) como maior pagadora
15 de setembro de 2026 - 13:28PROVENTOS
Dividendos e JCP: Dona da Vivo (VIVT3) vai pagar R$ 500 milhões aos acionistas; confira os prazos
14 de setembro de 2026 - 19:10SETE CHAVES?
O segredo da Vale (VALE3) não está mais tão bem guardado assim — e já aparece no preço da ação
14 de setembro de 2026 - 18:31JOIA ESCONDIDA?
Itaú BBA aposta em banco ‘fora do radar’ que entrega ROE acima de 30% e pode saltar 45% na bolsa
14 de setembro de 2026 - 17:58CRÉDITO PARA QUEM?
Com calote em alta e agro sob pressão, bancos fecham torneira para famílias e apostam em outro segmento
14 de setembro de 2026 - 16:32CONCORRÊNCIA
A5X, nova bolsa brasileira de derivativos, capta R$ 360 milhões com gigantes do mercado — e já tem data para estrear as negociações
14 de setembro de 2026 - 13:41FORÇA, FOCO E FÉ?