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O podcast desta semana recebeu Enrico Cozzolino, analista de renda variável da Levante, para falar sobre crise nas aéreas e perspectivas para os investidores e clientes
Nos últimos anos, a Varig faliu, a Vasp faliu, a TransBrasil faliu, e as companhias aéreas que não faliram, estão em dificuldades — caso da Gol (GOLL4), que tenta se reerguer de uma recuperação judicial, e da Azul (AZUL4). Afinal, o que acontece com as companhias aéreas brasileiras?
O podcast Touros e Ursos, do Seu Dinheiro, convidou Enrico Cozzolino, analista de renda variável da Levante, para responder a esta e outras perguntas sobre os problemas da aviação comercial no Brasil.
Segundo Cozzolino, a maior dificuldade das companhias aéreas é o alto custo de operação.
Dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) mostram que 40% da receita das empresas cobre apenas o custo do querosene de avião.
Com os 60% restantes, as companhias precisam pagar o arrendamento de aeronaves, a manutenção, a limpeza, os gastos com funcionários, os impostos, entre outros custos não recorrentes.
“O que sobra são 2%, 3% de receita que pode diminuir ano a ano, prejuízo após prejuízo. Mesmo em um trimestre muito bom, que resulte em lucro líquido, um período bom não é suficiente para tirar essas empresas de uma situação difícil de anos”, disse o analista.
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Existem detalhes desses custos operacionais que tornam ainda mais difícil fechar as contas para empresas como Gol e Azul.
O preço do querosene de aviação depende diretamente da cotação do petróleo no mercado internacional e do valor do dólar em relação ao real — mesma coisa que acontece com o preço da gasolina, por exemplo.
Em 2025, o preço do petróleo é menor do que o de anos anteriores: na faixa de US$ 65 ante US$ 80 em 2024 e US$ 90 em 2023. O mesmo se aplica ao dólar em relação ao real, que caiu de R$ 6,20 ao fim de 2024 para os atuais R$ 5,70.
Para Cozzolino, o arrefecimento no preço dessas duas variáveis é positivo para as companhias aéreas brasileiras neste momento, mas não deve ser avaliado de forma isolada e como se fosse uma salvação para as receitas de Gol e Azul.
“É um copo meio cheio. Mas essas empresas precisam de tempo para sentir esses efeitos positivos. Em paralelo a esses custos têm o arrendamento que está vencendo, o salário que está vencendo, as manutenções que precisam ser feitas. É por isso que eventualmente as aéreas quebram”, disse o analista no Touros e Ursos.
O pedido de recuperação judicial que a Gol está encerrando neste ano e que a Azul acabou de solicitar nos Estados Unidos é para ganhar tempo e sobreviver, na opinião de Cozzolino.
A fusão entre Gol e Azul é uma das soluções ventiladas há anos pelo mercado para melhorar a situação financeira das duas empresas.
Cozzolino é favorável à ideia e vê chances de uma melhoria operacional, além da financeira.
“A fusão me parece uma boa ideia. Você tem sobreposição de rotas que possibilita enxugar a equipe, aumenta a base de clientes, pode conseguir barganhar valores com os lessores que arrendam as aeronaves, melhorar prazos de dívidas. Então, sim, é bastante positivo e não penso em outra alternativa”, disse o analista.
Entretanto, com a Gol saindo de uma recuperação judicial e a Azul entrando em uma, Cozzolino acha mais difícil que isso aconteça no curto prazo, embora não descarte a possibilidade no futuro.
O analista afirma no podcast que a gestão de ambas as empresas estão avaliando as condições do mercado e tentando buscar outras alternativas que não afetem tanto o acionista. Afinal, uma fusão levaria a diluição de posições.
Agora, a Gol deve cumprir alguns critérios para finalizar a sua RJ e equilibrar as contas nos próximos meses. Em paralelo, a Azul começa o seu processo, que só deve ser concluído em 2026.
Neste meio tempo, Cozzolino acredita que a proposta continuará na mesa como uma das saídas mais claras e efetivas para o Brasil não perder competitividade em relação às companhias estrangeiras.
E as ações AZUL4 e GOLL4 no meio disso tudo? Neste momento, o analista da Levante considera ambos os papéis como posições táticas dentro da carteira.
“É como uma pimenta dentro de um portfólio bastante diversificado. Um percentual pequeno do que é destinado a renda variável”, disse.
Cozzolino alerta para a ideia de considerar o investimento nas ações de Gol e Azul porque os papéis estão valendo centavos e qualquer valorização de 10% já representa um ganho. Para ele, essa é uma visão oportunista que pode resultar em perdas consideráveis.
“O preço da tela considera todas as dificuldades que sinalizamos até aqui. Esse tipo de atitude é coisa de quem se acha muito esperto, que está vendo algo que o mercado não está. É um erro”, afirmou.
O negócio das duas companhias aéreas deve continuar apresentando assimetrias e dificuldades no curto e médio prazo. Alguns desafios destacados no podcast foram impactos atrasados da pandemia, novos concorrentes, perda de renda do brasileiro, diminuição dos voos comerciais, altos custos de arrendamento — além das variáveis petróleo e dólar.
“Existem riscos e é importante entender esses riscos. Não adianta você que comprou a Azul valendo R$ 10 querer fazer um preço médio de R$ 1 agora vislumbrando ganhos com a recuperação judicial. A ação está volátil e vai continuar volátil. A volatilidade é uma medida de risco que indica uma dificuldade de precificação”, afirmou o analista.
No quadro Touros e Ursos, convidado e apresentadores falaram sobre o aumento das tarifas para o alumínio e aço por Donald Trump, a revisão da nota de crédito do Brasil pelas agências internacionais, o catálogo da Taylor Swift e a conquista do Paris Saint-Germain na Champions League.
De acordo com a empresa, a gestão de Reynaldo Passanezi Filho, que deixa o cargo, foi marcada por um ciclo de crescimento da companhia, avanços em eficiência operacional e investimentos em níveis recordes
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