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Considerando só o petróleo, a produção média da estatal avançou 18,4% na comparação ano a ano, para 2,520 milhões de barris por dia (bpd)

A semana que começou com a Vale (VALE3) divulgando a performance da produção e das vendas no terceiro trimestre, está acabando com outro peso-pesado da bolsa brasileira apresentando os seus dados operacionais. Entre julho e setembro, a Petrobras (PETR4) conseguiu aumentar a produção em 17,3% em base anual, alcançando uma média diária de 3,144 milhões de barris por dia (boed) de óleo equivalente (petróleo e gás natural). Em relação ao segundo trimestre, o avanço foi de 7,7%.
A produção comercial média de óleo e gás foi de 2,768 milhões de boed no período, alta de 18,4% ante o terceiro trimestre de 2024, e avanço de 8,1% contra a média dos três meses imediatamente anteriores.
Considerando só o petróleo, a produção média da estatal avançou 18,4% na comparação ano a ano, para 2,520 milhões de barris por dia (bpd). Já em relação ao trimestre até junho, a alta foi de 8%. Já a produção média de gás natural totalizou 594 milhões boed, aumento de 13,1% na comparação com um ano antes, e mais 6,3% em relação ao segundo trimestre de 2025.
No pré-sal, a Petrobras conseguiu extrair, em média, 2,117 milhões de bpd entre julho e setembro, um avanço de 16,2% ante o terceiro trimestre de 2024 e 6,6% superior ao trimestre anterior.
O desempenho é reflexo, principalmente, da capacidade de projeto do FPSO Almirante Tamandaré, da manutenção do topo de produção (nominal do projeto) e posterior incremento da capacidade de produção do FPSO Duque de Caxias, além do ramp-up dos FPSOs Maria Quitéria e Alexandre de Gusmão.
Segundo a Petrobras, o FPSO Almirante Tamandaré é a primeira plataforma de alta capacidade da Petrobras e alcançou o topo de produção de 225 mil bpd em apenas seis meses. "O resultado reafirma a nossa excelência técnica e a potência do campo de Búzios”, diz a diretora de Engenharia, Tecnologia e Inovação, Renata Baruzzi.
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Junto com a produção, o relatório operacional da Petrobras também informa as vendas no terceiro trimestre. O volume total de derivados comercializado no mercado interno subiu 1,9% entre julho e setembro na comparação com o terceiro trimestre do ano passado, para 1.804 milhões de barris por dia (Mbpd).
No diesel, as vendas cresceram 6,4% em um ano e 12,2% ante os três meses anteriores, para 809 mil bpd. Com relação à gasolina, o avanço foi de 1,5% frente ao terceiro trimestre de 2024, para 402 mil bpd. Sobre os três meses anteriores, houve recuo de 0,5%.
No período, a Petrobras avançou no mercado livre de gás natural, atingindo a marca de 6,5MMm³/d de volume contratado nessa modalidade, um crescimento de 14% em relação ao segundo trimestre de 2025.
"Esses resultados reafirmam a competitividade de nossa carteira e destacam nosso compromisso com a alocação eficiente do gás natural", diz a Petrobras em nota.
As exportações da Petrobras subiram 29% em base anual, para 1,037 milhão de bpd — a venda de petróleo avançou 36,1% contra o terceiro trimestre de 2024, para 814 mil bpd. O volume de exportações do petróleo registrou avanço de 18% na comparação com o trimestre anterior.
A China foi o principal destino das suas exportações de petróleo no terceiro trimestre deste ano, representando 53% do total vendido ao exterior. O volume é superior aos 39% exportados pela estatal para o país no terceiro trimestre de 2024.
Por sua vez, a exportação de petróleo para os Estados Unidos caiu pela metade em um ano, passando a figurar em quarto lugar na lista dos embarques da estatal, com 3% do total.
As importações no período aumentaram 1,3% ano a ano, para 314 mil bpd. Na comparação com os três meses anteriores, houve um recuo de 9,8%. A compra de diesel, por sua vez, subiu 49,4% ante 2024, para 121 mil mbpd. Ante ao período imediatamente anterior, a queda foi de 0,8%.
A importação de GLP recuou para 58,1% ante um ano, para 26 mil bpd. Em base trimestral, a redução foi ainda maior, de 65,8%.
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